PCDF desmonta fraude com deepfakes no Brasil
A PCDF desarticulou um grupo que usava deepfakes de famosos e religiosos em falsas campanhas de doação. A apuração aponta quase R$10 milhões.
A Polícia Civil do Distrito Federal desarticulou uma organização suspeita de arrecadar quase R$10 milhões com falsas campanhas de doação na internet. Segundo a investigação, o grupo usava vídeos gerados por inteligência artificial, incluindo deepfakes de Gusttavo Lima, Marcelo Rossi e Fábio de Melo, para levar vítimas a páginas que imitavam campanhas beneficentes legítimas.
A Polícia Civil do Distrito Federal desarticulou uma organização criminosa suspeita de arrecadar quase R$10 milhões por meio de falsas campanhas de doação na internet. Segundo a corporação, o grupo usava inteligência artificial, inclusive deepfakes, para produzir vídeos falsos de Gusttavo Lima, Marcelo Rossi e Fábio de Melo, e redirecionava usuários para páginas que simulavam campanhas beneficentes legítimas.
Como funcionava o esquema?
A investigação policial indica que os suspeitos recorriam a vídeos manipulados com IA para induzir transferências financeiras. Nas peças divulgadas apareciam personalidades públicas, mas também imagens de pessoas em situação de vulnerabilidade, com o objetivo de gerar empatia e acelerar as doações, segundo O Globo e G1.
O G1 informou ainda que o grupo usava inteligência artificial para criar vídeos de falsos idosos, crianças e pessoas com doenças graves. A estratégia buscava sensibilizar as vítimas e levá-las a doar para páginas que imitavam campanhas solidárias reais.
Quais valores a investigação atribuiu?
A PCDF atribuiu ao grupo uma arrecadação de quase R$10 milhões, uma estimativa ligada à investigação e não a um valor confirmado judicialmente. O Diário do Centro do Mundo apontou, com base na apuração policial, que uma empresa vinculada ao esquema recebeu 215.575 transações que somaram R$9.839.087,73 em 45 dias.
O Metrópoles informou ainda que a PCDF identificou 66 registros de ocorrências no Distrito Federal ligados a empresas apontadas como destinatárias de valores relacionados a fraudes eletrônicas. O dado amplia o alcance territorial observado pela polícia no âmbito do caso.
Que outros casos mostram o uso de IA no Brasil?
No mesmo dia, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação divulgou um caso distinto de aplicação de IA em cibersegurança. O programa Hackers do Bem apresentou um sistema desenvolvido pelo GT-MALWARE DATALAB da Universidade Federal do Pampa para gerar dados sintéticos destinados ao treinamento de ferramentas de detecção de malware.
A iniciativa também combina anonimização de dados, classificação por modelos de linguagem e geração automática de playbooks e roteiros de capacitação. Nesse caso, a IA é usada para apoiar a defesa, enquanto, na investigação da PCDF, aparece como ferramenta para escalar o fraude.
Fontes
- Soluções do Hackers do Bem avançam da pesquisa à aplicação práticagov.br· Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil
- Grupo é suspeito de usar IA para criar falsas campanhas beneficentesg1.globo.com· G1
- Polícia do DF prende grupo que usava deepfakes de Gusttavo Lima e dos padres Marcelo Rossi e Fábio de Melo para golpesoglobo.globo.com· O Globo
- PCDF prende grupo que usava deepfakes de famosos em falsas doaçõesdiariodocentrodomundo.com.br· Diário do Centro do Mundo
- Golpe de R$ 10 milhões: quadrilha usava IA de famosos e para pedir doaçõesmetropoles.com· Metrópoles
- PCDF desmantela grupo que aplicava golpes com uso de IAcorreiodamanha.com.br· Correio da Manhã



