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Brasil: 42,5% das fraudes já usam IA

No Brasil, 42,5% das fraudes financeiras já usam IA, e o uso de deepfakes cresceu 830% entre 2024

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IA11 de jul. de 20262 min de leitura

No Brasil, 42,5% das fraudes financeiras já usam ferramentas de inteligência artificial, e o uso de deepfakes cresceu 830% entre 2024 e 2025, segundo dados atribuídos pela Finsiders Brasil a uma apresentação de um agente da Polícia Federal. Paralelamente, outras medições divulgadas na região mostram avanço no fraude de identidade e nos pedidos de abertura de contas e crédito com dados sintéticos.

Brasil e a escalada dos deepfakes

No Brasil, 42,5% das fraudes financeiras já usam ferramentas de inteligência artificial, e o uso de deepfakes cresceu 830% entre 2024 e 2025, segundo um artigo da Finsiders Brasil que atribui esses dados a uma apresentação de um agente da Polícia Federal.

O sinal não aparece isolado. A LatamFintech publicou que, segundo o Círculo de Crédito, a taxa de fraude no setor de fintech subiu 64% em 2025 na comparação com 2024, passando de 2,2% para 3,6%. Nesse mesmo recorte regional, o Yahoo Notícias reproduziu uma nota que afirma que o fraude de identidade com IA chega a 48,3% dos casos na América Latina, com a CDMX concentrando 13,85% dos alertas de fraude.

O Economista do México publicou uma versão mais ampla desse dado e acrescentou que o fraude de identidade sintética com IA alcança 48,3% dos casos na América Latina. Segundo a nota, bancos e fintechs relatam aumento relevante nos pedidos de abertura de contas e de crédito com dados falsos misturados a informações reais extraídas de vazamentos de bases de dados.

O impacto em neobancos e fintechs

A nota do Economista detalha que os tentativas de fraude de identidade sintética afetam de forma desproporcional neobancos e fintechs de crédito ao consumo. O motivo, segundo a publicação, está nos processos de onboarding 100% digitais e na dependência de validações documentais e biométricas que podem ser burladas com deepfakes.

Na Colômbia, a ACIS descreveu outra frente de defesa que começa a ganhar espaço diante do fraude financeiro impulsionado por IA. A análise aponta que as instituições estão incorporando dados contextuais, como padrões de geolocalização, tipo de dispositivo, horários de uso e comportamento transacional histórico, como complemento da biometria.

A ACIS também informou que os modelos tradicionais de scoring e verificação de identidade na Colômbia estão sendo ajustados para detectar anomalias no contexto de operação, por exemplo, dispositivos novos ou localizações atípicas. A mudança responde ao aumento de fraudes cometidas com identidades sintéticas e credenciais roubadas por meio de campanhas automatizadas de phishing.

Fontes

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