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Deepfakes e phishing pressionam empresas

Colômbia, Peru e México lidam com fraudes com IA, enquanto no Equador discute-se como enquadrar seu uso no COIP.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IAPublicado:2 min de leitura

O uso de deepfakes e de phishing generativo vem afetando processos de confiança empresarial na Colômbia, no Peru e no México. No Equador, uma pesquisa acadêmica propõe reformar o Código Orgânico Integral Penal para incluir a IA como agravante no crime de estelionato.

O uso de vídeos deepfake que imitam o rosto e a voz de pessoas conhecidas já preocupa a Colômbia, diante de sua aplicação em publicações falsas voltadas a obter ganhos econômicos. Em paralelo, uma pesquisa acadêmica no Equador sustenta que o Código Orgânico Integral Penal não traz uma disposição explícita para regular o uso de IA no delito de estelionato e propõe reformar o artigo 186 para incorporar esse uso como agravante.

¿Cómo se están usando estas técnicas?

O material disponível aponta dois vetores principais, a suplantação por meio de vídeos falsos e o phishing avançado apoiado por IA. Segundo a análise publicada pela Ikusi, essas técnicas podem clonar a voz, o rosto e o estilo de escrita de executivos, fornecedores ou clientes para tentar autorizar pagamentos fraudulentos ou obter informações sensíveis.

Na Colômbia, o El País Cali relatou preocupação com publicações falsas com deepfakes que replicam traços de pessoas conhecidas para induzir a enganos com fins econômicos. No Peru, o The Latin Times indicou que os deepfakes já aparecem como um risco para processos corporativos críticos, entre eles autorizações de pagamento, comunicações executivas e gestão de fornecedores.

¿Qué plantea la discusión regulatoria en Ecuador?

A pesquisa da Pontificia Universidad Católica del Ecuador conclui que o COIP não tem uma regra explícita para a IA aplicada ao estelionato e propõe reformar o artigo 186. A proposta inclui o uso de inteligência artificial como agravante, mas exige comprovação de dolo direto e uma perícia informática forense qualificada.

Essa abordagem busca oferecer uma base penal mais precisa para casos em que a automação ou a geração sintética façam parte da fraude. O trabalho acadêmico também relaciona o tema ao princípio da segurança jurídica, em um contexto em que o uso ofensivo dessas ferramentas já aparece em diferentes países da região.

¿Qué muestra el caso mexicano?

O Infobae México informou, segundo relatos divulgados sobre o caso, que o grupo cibercriminoso Chronus teria usado ferramentas automatizadas e capacidades apoiadas por IA para inspecionar infraestrutura ligada a instituições mexicanas, identificar subdomínios vulneráveis e explorar pontos fracos. Esse ponto segue apresentado com base em relatos não confirmados oficialmente.

A leitura regional deixada por essas fontes é clara: os deepfakes e o phishing generativo já não se limitam a campanhas massivas de engano, e também se adaptam a processos internos de empresas, fornecedores e autoridades. No Equador, o debate aponta para preencher uma lacuna normativa específica diante desse tipo de fraude.

Fontes

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