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México e Colômbia sob ransomware com BitLocker

Kaspersky detectou ataques no México e na Colômbia que cifraram sistemas com BitLocker e imprimiram notas de resgate em impressoras.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IA31 de jul. de 20263 min de leitura

Kaspersky reportou ataques de ransomware na Colômbia e no México em que os invasores cifraram sistemas com BitLocker e usaram impressoras corporativas para deixar notas de resgate. Na Colômbia, um dos acessos iniciais ocorreu por um serviço remoto exposto à internet, ligado a um servidor com 8 TB de informação financeira.

Kaspersky reportou uma série de ataques de ransomware na Colômbia e no México com uma tática incomum: os invasores cifraram sistemas com BitLocker e usaram impressoras corporativas das próprias vítimas para imprimir as notas de resgate.

Colômbia, entrada por serviço remoto exposto

Em um dos incidentes investigados na Colômbia, os atacantes conseguiram entrar na rede por meio de um serviço de acesso remoto exposto à internet. Esse acesso estava ligado a um servidor que armazenava 8 TB de informação financeira, segundo o relatório divulgado pela Noti.mx a partir da análise da Kaspersky.

O material não identifica publicamente a organização afetada, mas situa o ponto de entrada e o volume de dados associado ao servidor comprometido. A sequência descrita mostra que o bloqueio com BitLocker ocorreu depois desse acesso inicial, sem detalhar o uso de malware especializado para executar o ciframento.

México, SQL mal configurado e credenciais vazadas

Nos incidentes observados no México, o relatório aponta que os invasores exploraram um servidor SQL mal configurado e credenciais vazadas em código público. Com essa combinação, conseguiram manter acesso prolongado aos ambientes comprometidos e, depois, cifrar os dados com BitLocker.

A mesma investigação indica que as exigências de resgate também foram impressas fisicamente. O uso de impressoras corporativas para distribuir as notas buscou aumentar a pressão sobre as vítimas e deixar uma mensagem visível dentro da operação.

Kaspersky, segundo a cobertura da Noti.mx, destacou que os atacantes abusaram de serviços remotos mal configurados e credenciais expostas, sem necessidade de implantar malware especializado para o ciframento. O mecanismo dependeu mais do acesso obtido e do uso de ferramentas legítimas do ambiente do que de uma carga maliciosa complexa.

Um padrão regional que continua crescendo

O caso se encaixa em uma tendência mais ampla para a América Latina. A Infobae, citando o Relatório sobre o Panorama de Ameaças 2026 da FortiGuard Labs, informou que a região sofreu 843,3 bilhões de tentativas de invasão durante 2025, com o Brasil como país mais afetado, seguido por México e Colômbia. O mesmo texto vinculou parte da escalada no México à StrikeShark, uma operação associada a ataques contra governos e empresas.

A ESET, em sua análise sobre o primeiro semestre de 2026 publicada no WeLiveSecurity, reportou que o Brasil teve mais de 100 vítimas, o México quase 80, a Argentina 39 e a Colômbia 33. A telemetria da empresa detectou ainda 195 instâncias de ransomware no Brasil entre janeiro e maio de 2026, incluindo nove famílias de ransomware como serviço.

O ADN Radio, citando um pesquisador da ESET Latinoamérica, descreveu também a evolução de grupos como o DragonForce para modelos tipo cartel, com cerca de 600 vítimas em mais de 60 países, entre eles Brasil, Argentina, Colômbia e México. Esse quadro reforça a pressão contínua sobre governos e órgãos públicos da região.

Fontes

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