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Colômbia sob ataque em campanhas de ransomware

Kaspersky colocou a Colômbia na campanha StrikeShark, enquanto o Ministério da Justiça confirmou um ransomware que afetou serviços digitais.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IA6 de ago. de 20262 min de leitura

Kaspersky identificou a campanha StrikeShark, que usa o malware SharkLoader e teve como alvo órgãos governamentais, missões diplomáticas e empresas de desenvolvimento de software em vários países, entre eles a Colômbia. Em paralelo, o Ministério da Justiça e do Direito confirmou um ataque de ransomware em 2 de agosto de 2026 que comprometeu parte de sua infraestrutura tecnológica e afetou a disponibilidade de alguns serviços digitais.

StrikeShark coloca a Colômbia na mira

A Kaspersky identificou uma campanha de ciberataques batizada de StrikeShark, associada ao malware SharkLoader, que teve como alvo órgãos governamentais, entidades diplomáticas e empresas de desenvolvimento de software em vários países. A Colômbia aparece entre os países afetados na América Latina, de acordo com o material fornecido.

A operação continua em investigação e, segundo a Kaspersky, ainda não foi atribuída a nenhum grupo conhecido de Ameaças Persistentes Avançadas. A origem da campanha e uma eventual relação com atores estatais permanecem sem confirmação.

Ataque ao Ministério da Justiça

Em paralelo, o Ministério da Justiça e do Direito da Colômbia confirmou, por comunicado oficial, ter sido vítima de um ataque cibernético do tipo ransomware ocorrido em 2 de agosto de 2026. O incidente comprometeu parte de sua infraestrutura tecnológica e afetou a disponibilidade de alguns serviços digitais.

O COLCERT fez uma inspeção no datacenter, preservou evidências e registros para análise forense, e iniciou os trabalhos de remediação. O ministério também informou que não recebeu alertas prévios sobre o ataque e que, até o momento, não há confirmação pública de roubo ou vazamento de informações.

Veículos locais como Publimetro, El Universal, El Colombiano, Caracol Radio e Red+ Noticias registraram o caso e apontaram que foram acionados protocolos de cibersegurança e o isolamento preventivo de sistemas. Também informaram que a ministra encarregada Cielo Rusinque e o ministro designado Iván Cancino pediram atuação rápida da Fiscalía, da Polícia e de outras autoridades para identificar os responsáveis, sem atribuição pública a um grupo APT específico.

Um padrão que se repete no setor público

A DataEnforce enquadrou o episódio em um padrão recorrente de campanhas de ransomware contra o setor público colombiano. Sua análise lembrou o caso da IFX Networks, em setembro de 2023, que afetou em cascata várias entidades estatais, entre elas a Rama Judicial, o Ministério da Saúde e a Superintendência de Indústria e Comércio.

O relatório também detalhou indicadores de comportamento típicos antes da implantação de ransomware e recomendou medidas como MFA resistente a phishing, inventário e controle de provedores de infraestrutura compartilhada, além de backups offline imutáveis.

Fontes

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