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Colômbia: Justiça confirma ransomware

Ministério da Justiça da Colômbia confirmou ransomware em parte de sua infraestrutura. Não houve indício de roubo de dados.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IAPublicado:Atualizado 3 min de leitura

O Ministério da Justiça da Colômbia confirmou um ataque de ransomware que afetou parte de sua infraestrutura tecnológica. Alguns arquivos foram criptografados, não houve indício de roubo de dados e a entidade segue com o plano de recuperação e endurecimento dos sistemas.

Atualização 22 de agosto de 2026: Check Point Research confirmou que alguns arquivos foram criptografados e que não houve roubo de dados durante o incidente. Também detalhou o impacto sobre serviços de monitoramento de drogas ilícitas e processos legais, enquanto o Ministério mantém uma análise forense em curso e o BID entrou com apoio tecnológico.

O Ministério da Justiça da Colômbia confirmou um ataque de ransomware contra parte de sua infraestrutura tecnológica e desativou serviços de forma preventiva para conter o incidente. A pasta informou interrupções em alguns serviços tecnológicos, impacto em serviços públicos digitais e, depois, detalhou que o caso também atingiu serviços de monitoramento de drogas ilícitas e processos legais.

¿Qué confirmó el Ministerio de Justicia?

O Ministério da Justiça da Colômbia confirmou em 3 de agosto de 2026 um ataque de ransomware contra parte de sua infraestrutura tecnológica. Segundo o comunicado oficial, a entidade desativou preventivamente alguns serviços, acionou protocolos de cibersegurança e contenção, e isolou os sistemas afetados para evitar a propagação do incidente.

O texto oficial também descreveu interrupção de alguns serviços tecnológicos e degradação na disponibilidade de serviços públicos digitais. Não trouxe afirmações explícitas sobre exfiltração ou roubo de dados, algo que depois foi esclarecido pela Check Point Research ao apontar que não houve roubo de dados durante o incidente, embora tenha havido criptografia de arquivos.

¿Cómo avanza la respuesta y recuperación?

O ministro Iván Cancino afirmou que o Ministério da Justiça trabalha desde 8 de agosto de 2026 com a Fiscalía General de la Nación e com o Grupo de Resposta a Emergências Cibernéticas da Colômbia, ColCERT, para apurar o que aconteceu. A investigação inclui tentativas de acesso não autorizado desde janeiro e a revisão de possíveis origens internas e externas do ataque.

Cancino também disse que o ministério ativou um plano integral para restabelecer os serviços de forma gradual e segura com apoio da equipe DART, Disaster Assistance Response Team, da Microsoft e do BIT. Coberturas posteriores indicaram que esse esquema de resposta também conta com ColCERT e com aliados do Banco Interamericano de Desenvolvimento, BID, para reforçar a recuperação e o endurecimento da infraestrutura. O jornal Las2orillas informou ainda que o BID entrou com apoio tecnológico na resposta, enquanto o ministério mantém uma análise forense em curso para determinar a dimensão real do ataque.

Como medida operacional de contingência, a entidade habilitou canais alternativos para o protocolo de solicitações e o envio de documentos de suporte, incluindo PQRS, por meio de endereços de e-mail específicos e atendimento presencial na sede de Chapinero. A decisão respondeu à indisponibilidade temporária de plataformas como MICC e de trâmites de licenciamento, e mais tarde o ministério adotou uma medida temporária de contingência para atender PQRDSF diante da indisponibilidade do SGDEA.

¿Qué servicios siguieron en recuperación?

Veículos nacionais informaram que, dias depois do ataque, alguns serviços do Ministério da Justiça começaram a ser restabelecidos gradualmente, enquanto outros seguiam sob avaliação e em processo de recuperação, dentro do plano de segurança ativado após o incidente.

A Check Point Research detalhou que o incidente interrompeu serviços públicos ligados ao monitoramento de drogas ilícitas e a processos legais, além do impacto geral sobre serviços públicos digitais. Essa combinação de efeitos levou o ministério a manter medidas de contingência para o atendimento ao cidadão enquanto avança a restauração.

O caso se soma a outros episódios de ransomware que, nos últimos anos, atingiram o setor público na Colômbia, com efeitos também sobre serviços ligados à saúde, entre eles o precedente do ataque à IFX Networks que afetou serviços do Ministério da Saúde e o episódio agora confirmado na Justiça.

Fontes

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