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Brasil amplia fiscalização do ECA Digital

ANPD abriu audiência pública, ajusta regras do ECA Digital e avançou em medidas contra Discord e outras plataformas.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IAPublicado:Atualizado 4 min de leitura

A ANPD abriu audiência pública para ajustar seu regulamento de fiscalização e sanção sob o ECA Digital, enquanto mantém o monitoramento de plataformas e avança em medidas contra Discord e outras empresas.

Atualização 23 de setembro de 2026: A ANPD convocou uma audiência pública para 24 de setembro sobre a atualização de seu regulamento de fiscalização e do processo sancionador, com contribuições até 26 de outubro pelo Brasil Participativo. Também houve novidades sobre o Discord, com a rejeição do efeito suspensivo pedido pela empresa, exigências de explicações e conversas sobre um eventual plano de conformidade.

A ANPD do Brasil informou que mantém em consulta pública, até 26 de outubro de 2026, a atualização de seu Regulamento de Fiscalização e do Regulamento do Processo Administrativo Sancionador. Ao mesmo tempo, a autoridade disse que consolida contribuições para uma guia dirigida a provedores de produtos ou serviços tecnológicos sobre o alcance e as obrigações gerais do ECA Digital, enquanto amplia o monitoramento de plataformas e serviços alcançados pela lei.

¿Qué está revisando la ANPD?

A ANPD está ajustando seu marco de fiscalização e sanção para acompanhar a aplicação do ECA Digital, que regula o tratamento de produtos e serviços tecnológicos voltados a crianças e adolescentes ou provavelmente acessíveis a esse público. Segundo a autoridade, a revisão normativa segue aberta a contribuições públicas até 26 de outubro de 2026.

Em paralelo, a ANPD indicou que está em fase de consolidação de contribuições uma guia para provedores de tecnologia. O documento busca delimitar o alcance do ECA Digital e explicar as obrigações gerais que recaem sobre quem oferece esses serviços.

A autoridade também anunciou formalmente uma audiência pública para 24 de setembro de 2026 sobre a atualização do Regulamento do Processo de Fiscalização e do Processo Administrativo Sancionador, com recebimento de contribuições até 26 de outubro pelo Brasil Participativo.

¿Qué monitoreos abrió la autoridad?

A ANPD informou que, em junho de 2026, iniciou dois processos de monitoramento para verificar mecanismos de aferição de idade na Apple App Store, Google Play Store, Microsoft Windows e em sites de conteúdo pornográfico. Em agosto de 2026, abriu outros dois processos sobre plataformas digitais, lojas de aplicativos e ferramentas de inteligência artificial generativa.

Segundo a autoridade, essas verificações incluem canais permanentes de denúncia, fluxos para tratar conteúdos inadequados, mitigação de riscos desde a concepção, configurações protetivas por padrão e controles para impedir o acesso de menores a conteúdos ilegais ou inadequados.

Convergência Digital informou que, além dessa atualização regulatória, a ANPD ainda precisa publicar para consulta o Regulamento de Dosimetria e Aplicação de Sanções Administrativas, que incorporará suas novas atribuições ligadas ao ECA Digital.

Em agosto, a ANPD abriu ações de monitoramento sobre as principais plataformas digitais, lojas de aplicativos e ferramentas de inteligência artificial generativa para verificar o cumprimento do ECA Digital e da atualização da regulação do Marco Civil da Internet.

¿Qué alcance tiene la fiscalización del ECA Digital?

O Ministério da Justiça e Segurança Pública do Brasil afirmou que, desde a entrada em vigor do ECA Digital, a ANPD regula e fiscaliza o cumprimento da Lei nº 15.211/2025. Nesse marco, a autoridade monitorou 37 empresas que oferecem produtos ou serviços tecnológicos voltados a crianças e adolescentes ou provavelmente acessíveis a esse público, e abriu processos de monitoramento que alcançam outras 22 plataformas digitais.

O mesmo acompanhamento oficial convive com outras obrigações de adequação. As plataformas digitais voltadas a menores ou provavelmente acessíveis a eles, com mais de um milhão de usuários menores de 18 anos, deveriam publicar seu primeiro relatório semestral de transparência. Esse relatório deve explicar como a plataforma protege crianças e adolescentes e como gerencia riscos e denúncias.

A ANPD esclareceu que esse prazo terminou em 17 de setembro de 2026, segundo despacho decisório publicado no Diário Oficial. Além disso, o canal exclusivo de denúncias sobre o ECA Digital, criado em junho de 2026, havia recebido cerca de 200 relatos de possíveis infrações.

O Ministério da Justiça também informou que a ANPD adotou medidas de fiscalização, entre elas uma medida cautelar preventiva e uma sanção administrativa contra plataformas que descumpriram exigências de proteção do público infantojuvenil.

¿Qué mostraron los primeros informes y otras acciones oficiales?

Uma análise documental identificou que Roblox e Kwai publicaram documentos específicos sobre proteção de crianças e adolescentes no âmbito do ECA Digital. A cobertura oficial também mostrou que o governo brasileiro pediu investigação sobre chatbots que simulam relações de amizade ou romance e sustentou que o ECA Digital alcança produtos e serviços tecnológicos dirigidos a crianças e adolescentes ou cujo acesso por esse público seja provável.

Com esse conjunto de medidas, a ANPD ficou com atribuições para regulamentar parte da lei e fiscalizar seu cumprimento, enquanto seguem ativos os processos de monitoramento, a revisão normativa e a exigência de relatórios de transparência para as plataformas alcançadas.

¿Qué pasó con Discord?

A ANPD ordenou em agosto a suspensão no Brasil da funcionalidade de transmissão de vídeo do Discord e de recursos equivalentes de compartilhamento de vídeo, por causa de falhas em controles destinados a prevenir e mitigar riscos graves para os direitos de crianças e adolescentes.

A cobertura especializada detalhou que a investigação sobre o Discord inclui possíveis falhas na prevenção da exposição, recomendação ou facilitação de contato de menores com conteúdos ligados à automutilação e ao suicídio, além de deficiências na verificação de idade, na remoção de conteúdo infrator e na comunicação às autoridades.

Segundo o Metrópoles, a Superintendência de Fiscalização da ANPD rejeitou o pedido de efeito suspensivo apresentado pelo Discord contra a medida preventiva. A autoridade considerou que retomar as transmissões ao vivo e o compartilhamento equivalente de vídeos antes da implementação de controles adequados poderia repetir as condutas investigadas e causar novos danos.

O Correio Braziliense informou que a controvérsia também levou a uma atuação da Advocacia-Geral da União, que busca que a plataforma adote medidas específicas de proteção no Brasil enquanto continua vigente a suspensão temporária das transmissões ao vivo imposta pela ANPD.

O Canaltech relatou que o Discord teria mantido uma via técnica para contornar a proibição de transmissões ao vivo, após o que a ANPD exigiu explicações. O processo de fiscalização abrange, entre outros pontos, os mecanismos para impedir a exposição de menores a conteúdos relacionados à automutilação e ao suicídio, a verificação de idade, a eliminação de conteúdo e a notificação de infrações às autoridades.

A R7 acrescentou que o governo brasileiro avalia com o Discord um possível plano de conformidade, com etapas, prazos e resultados verificáveis para reforçar a verificação de idade e a supervisão parental. A autoridade indicou que a suspensão das transmissões não é considerada definitiva e permanecerá até que a empresa demonstre controles capazes de proteger crianças e adolescentes.

Fontes

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