CiberLATAMbywhalemate

ANPD amplia fiscalização sob a LGPD em 2026

ANPD revisa regras sancionatórias e abriu fiscalizações sobre 22 serviços digitais, com foco em plataformas, IA

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IAPublicado:Atualizado 4 min de leitura

A ANPD do Brasil avançou em 2026 com a revisão dos regulamentos de fiscalização e de aplicação de sanções administrativas, ao mesmo tempo em que reforçou sua agenda de conformidade em várias frentes. Em paralelo, abriu duas ações de fiscalização sobre 22 serviços digitais e manteve no radar temas como biometria, saúde, dados financeiros, inteligência artificial e tratamentos do poder público.

Atualização 24 de agosto de 2026: A ANPD informou que revisa seus regulamentos de fiscalização e sanções para viabilizar sua atuação diante das novas competências trazidas pelo ECA Digital e pelo Marco Civil da Internet. Além disso, abriu duas ações de fiscalização sobre 22 serviços digitais, com foco em redes sociais, IA, lojas de aplicativos, crianças, adolescentes e mulheres.

A ANPD do Brasil avançou em 2026 com a revisão dos regulamentos de fiscalização e de aplicação de sanções administrativas, ao mesmo tempo em que reforçou sua agenda de conformidade em várias frentes. Em paralelo, abriu duas ações de fiscalização sobre 22 serviços digitais e manteve no radar temas como biometria, saúde, dados financeiros, inteligência artificial e tratamentos do poder público.

O que mudou na agenda regulatória da ANPD?

A autoridade incluiu a revisão de suas regras de fiscalização e sanções em uma agenda mais ampla de supervisão e adequação, segundo o 3º Relatório Semestral de Acompanhamento e Execução da Agenda Regulatória do Biênio 2025/2026. O informe, publicado em 18 de agosto de 2026, diz que o ajuste busca permitir sua atuação diante das novas competências previstas no ECA Digital e no Marco Civil da Internet.

A própria ANPD informou também, em seu relatório de acompanhamento do primeiro semestre de 2026 publicado em 18 de agosto, que essa revisão normativa é uma das ações relevantes em curso. Na prática, o sinal é de um endurecimento do trabalho de supervisão, e não apenas da definição de prioridades em abstrato.

O que aconteceu com o reconhecimento facial em escolas do Paraná?

A ANPD determinou a suspensão da coleta de dados biométricos de crianças e adolescentes para controle de frequência escolar por reconhecimento facial e deu prazo de dez dias para comprovar o cumprimento da medida, segundo a cobertura especializada. A Data Privacy Brasil descreveu a decisão como preventiva e não sancionatória, com referência ao Despacho Decisório nº 2/2026/SFI e à Nota Técnica nº 4/2026/CPDP/CGF/SFI/ANPD.

A Biometric Update informou que a ordem atinge a prática de controle de presença escolar no Paraná. O Tech Policy Press tratou o caso como paradigmático para a proteção de dados de crianças e adolescentes no Brasil e como precedente para enfrentar riscos sistêmicos em outros tratamentos de dados sensíveis ligados a direitos fundamentais, inclusive programas de assistência social.

Quais outras sinalizações de endurecimento a ANPD deu?

A agenda de 2026 também mostra uma vigilância mais intensa sobre setores específicos. A LHLaw informou que o Mapa de Temas Prioritários 2026-2027 da ANPD reúne quatro eixos, direitos dos titulares com foco em dados biométricos, de saúde e financeiros, proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, tratamento de dados pelo poder público e inteligência artificial e decisões automatizadas.

A mesma cobertura jurídica apontou que somente em junho de 2026 a ANPD abriu 19 novos processos sancionadores. A LexLegal concordou que esse mapa reforça uma ANPD mais ativa e com maior pressão sobre empresas, ao transformar esses temas em eixos concretos de supervisão e adequação.

Na área da saúde, a Medicinasa afirmou que as resoluções CD/ANPD nº 30 e 31/2025 fixaram para 2026 a meta explícita de ao menos dez ações de fiscalização voltadas ao tratamento de dados de saúde, biométricos e financeiros. Essa leitura se encaixa no quadro geral de uma agenda de supervisão mais rigorosa.

O que foi sinalizado em transferência internacional e IA?

Na frente internacional, a TozziniFreire informou que em 2026 a ANPD publicou uma decisão de adequação que reconhece os países da União Europeia como aptos para o envio de dados a partir do Brasil. A mesma publicação apontou que essa adequação é recíproca do ponto de vista europeu.

A cobertura jurídica também colocou a inteligência artificial entre os focos de fiscalização, com ênfase em transparência e explicabilidade de decisões automatizadas mesmo sem um regulamento específico de IA. Nesse ponto, a agenda regulatória 2025-2026 e o Mapa de Temas Prioritários 2026-2027 colocam o tema entre as prioridades operacionais da autoridade.

Qual é o alcance das novas fiscalizações sobre plataformas?

A ANPD abriu duas ações de fiscalização que envolvem 22 serviços digitais e notificou as empresas para responder em até dez dias úteis sobre as medidas adotadas para cumprir as novas regras de proteção de usuários na internet, com foco em crianças, adolescentes e mulheres. Segundo o G1, o objetivo explícito é verificar o cumprimento do Marco Civil da Internet, do decreto de proteção de mulheres no ambiente digital e do ECA Digital.

O G1 detalhou que as ações alcançam redes sociais, plataformas de inteligência artificial e lojas de aplicativos. A Gazeta do Povo publicou a lista completa das 22 plataformas notificadas pela ANPD: 11 redes sociais, 2 apps de mensagens, 7 ferramentas de IA e 2 lojas de aplicativos.

Categoria Exemplos citados Fonte
Redes sociais Instagram, Facebook, TikTok, X, Discord, YouTube, Kwai, LinkedIn, Snapchat, Pinterest, Reddit Gazeta do Povo
Apps de mensagens WhatsApp, Telegram Gazeta do Povo
Ferramentas de IA Gemini, Copilot, Claude, DeepSeek, ChatGPT, Meta AI, Perplexity Gazeta do Povo
Lojas de aplicativos 2 serviços Gazeta do Povo

A mesma cobertura indicou que as empresas têm dez dias úteis desde a notificação para responder. Em junho de 2026, além disso, a ANPD abriu 19 novos processos sancionadores, dado que reforça a mudança de escala de sua atividade de supervisão.

Na área da saúde, a Medicinasa afirmou que as resoluções CD/ANPD nº 30 e 31/2025 fixaram para 2026 a meta explícita de ao menos dez ações de fiscalização voltadas ao tratamento de dados de saúde, biométricos e financeiros. Essa leitura se encaixa no quadro geral de uma agenda de supervisão mais rigorosa.

O que foi sinalizado em transferência internacional e IA?

Na frente internacional, a TozziniFreire informou que em 2026 a ANPD publicou uma decisão de adequação que reconhece os países da União Europeia como aptos para o envio de dados a partir do Brasil. A mesma publicação apontou que essa adequação é recíproca do ponto de vista europeu.

A cobertura jurídica também colocou a inteligência artificial entre os focos de fiscalização, com ênfase em transparência e explicabilidade de decisões automatizadas mesmo sem um regulamento específico de IA. Nesse ponto, a agenda regulatória 2025-2026 e o Mapa de Temas Prioritários 2026-2027 colocam o tema entre as prioridades operacionais da autoridade.

Fontes

Ver todas