México segue sem lei geral de IA
México acumula atraso em cibersegurança e IA: não há lei geral aprovada e o Congresso mantém propostas em comissões.
A discussão de uma lei de cibersegurança no México chega a seis anos sem um marco regulatório que obrigue empresas e instituições a cumprir padrões mínimos para proteger infraestrutura crítica e a privacidade dos usuários. Em paralelo, a regulação de inteligência artificial continua fragmentada, com cerca de 200 iniciativas estaduais e 39 aprovadas, enquanto a Câmara e o Senado avançam com novas propostas.
Cibersegurança: seis anos sem lei geral
Seis anos após o início da discussão de uma Lei de Cibersegurança no México, o país continua sem um marco normativo que obrigue empresas e instituições a adotar padrões mínimos para proteger a infraestrutura crítica e a privacidade dos usuários, segundo publicação do El Financiero em 7 de agosto de 2026.
O mesmo relatório indica que o atraso legislativo persiste mesmo com diagnósticos e planos de governo já colocados na mesa para o setor. O Debate informou que, em dezembro de 2025, foi apresentado o Plano Nacional de Cibersegurança 2025-2030 e que, em 2026, foi publicada a Política Geral de Cibersegurança para a Administração Pública Federal, abrindo caminho para a criação do Conselho Nacional de Cibersegurança, presidido pela SSPC.
IA, entre projetos estaduais e propostas federais
Em inteligência artificial, o cenário é parecido. O Imparcial relatou que o México enfrenta uma regulação fragmentada, com cerca de 200 iniciativas estaduais ligadas à tecnologia e 39 já aprovadas, mas ainda sem uma lei geral que estabeleça critérios comuns.
O mesmo veículo acrescentou que a comissão especializada do Senado anunciou em 30 de abril um marco normativo e um plano nacional para IA, mas a proposta não chegou ao plenário antes do fim do período legislativo e pode ser retomada no próximo período ordinário. O jornal também afirmou que empresas e usuários já lidam com fraudes, deepfakes e regras dispersas.
No âmbito federal, as peças legislativas seguem em movimento. O Financiero publicou em 3 de agosto de 2026 uma coluna que afirma que o México não tem uma lei geral de inteligência artificial aprovada e que há iniciativas pendentes nas comissões. O Itsitio México informou ainda que, em 24 de julho de 2026, foi apresentada na Câmara dos Deputados uma iniciativa para criar a Lei Federal para o Desenvolvimento Ético, Soberano e Inclusivo da Inteligência Artificial, além de um Conselho Nacional de Inteligência Artificial e uma Plataforma Nacional de Auditoria Algorítmica.
A via constitucional
Em paralelo, o El Economista informou que a vice-coordenadora do Morena na Câmara dos Deputados, Gabriela Jiménez Godoy, apresentou à Comissão Permanente uma iniciativa para reformar o artigo 73 da Constituição e dar ao Congresso da União competência explícita para aprovar leis sobre o uso, desenvolvimento e implementação de sistemas de inteligência artificial.
A proposta busca deixar claro que o Congresso pode legislar sobre o uso e a implementação de sistemas de IA, o que confirma que o debate ainda passa primeiro por uma autorização constitucional antes de uma lei geral definitiva.
Fontes
- Buscan dar facultad al Congreso para regular la IAeleconomista.com.mx· El Economista
- Regulación de la inteligencia artificial en México: todavía no hay una ley general, pero las reglas ya avanzan por sectoresitsitio.com· Itsitio
- La inteligencia artificial avanza más rápido que las leyes en México: hay cerca de 200 iniciativas estatales, mientras empresas y usuarios enfrentan fraudes, deepfakes y reglas dispersaselimparcial.com· El Imparcial
- México suma 6 años de rezago legislativo en protección digitalelfinanciero.com.mx· El Financiero
- Gobierno federal intensifica rastreo cibernético tras hechos violentos en Méxicodebate.com.mx· DebateURL não verificada
- Hacia la ley mexicana de la inteligencia artificial y sus derivados: buques autónomos, drones y robotselfinanciero.com.mx· El Financiero



