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Brasil avança com auditoria de IA

Câmara aprova avanço do PL 6706/2025, que cria auditorias algorítmicas preventivas e amplia o controle sobre a IA.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IA17 de ago. de 20263 min de leitura

A Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação da Câmara dos Deputados do Brasil aprovou o parecer sobre o PL 6706/2025, que altera a LGPD para criar auditorias algorítmicas preventivas em sistemas de IA de alto impacto social. A proposta segue para a CCJC e se soma a outros projetos em tramitação sobre fiscalização de IA, segurança pública e proteção de infraestruturas críticas.

A Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação da Câmara dos Deputados aprovou o parecer sobre o PL 6706/2025, que altera a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, a LGPD, para instituir auditoria algorítmica preventiva em sistemas de inteligência artificial que influenciam decisões de alto impacto social. O projeto agora vai para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, em meio a outras frentes legislativas que também ampliam o controle sobre IA, proteção de dados e cibersegurança no país.

¿Qué exige el PL 6706/2025?

O texto obriga que as auditorias sejam feitas por entidades externas e independentes, ao menos a cada dois anos ou após qualquer mudança substancial no modelo de IA, segundo a Atlas Público. Além disso, exige um relatório técnico para a Autoridade Nacional de Proteção de Dados, a ANPD, e a publicação de um resumo executivo que preserve o segredo industrial.

A proposta não se limita a uma revisão genérica. Segundo o material de pesquisa, a ideia é estabelecer uma verificação preventiva sobre sistemas que possam incidir em decisões de alto impacto social, com rastreabilidade técnica e obrigação de reporte à autoridade de proteção de dados.

¿Qué sanciones prevé el incumplimiento?

O descumprimento das obrigações de auditoria fica vinculado às sanções administrativas já previstas na LGPD, de acordo com a SecurePrivacy.ai. Isso inclui multas de até 2% do faturamento da empresa no Brasil, com teto de 50 milhões de reais por infração, além de multas diárias enquanto a falha persistir.

¿Cómo se mueve la regulación de IA en Brasil?

A ANPD já anunciou que vai ampliar sua estrutura de fiscalização para acompanhar sistemas de IA e usos de biometria, com foco em transparência algorítmica, explicação sobre modelos, dados de treinamento e mitigação de vieses, segundo a SpaceMoney. Na mesma linha, a ANPD publicou em 2026 a Nota Técnica nº 1/2026, na qual indicou que conteúdo gerado por sistemas de IA referido direta ou indiretamente a uma pessoa identificada ou identificável pode ser considerado dado pessoal, de acordo com a SecurePrivacy.ai.

Esse enquadramento já aparece no trabalho legislativo. O PL 2688/2025, em tramitação na Câmara dos Deputados, prevê a ANPD como uma das autoridades responsáveis pela fiscalização do uso de inteligência artificial no Brasil, ampliando o papel do órgão no ecossistema regulatório digital, segundo a Lefosse Advogados.

¿Qué otros proyectos avanzan en paralelo?

A Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados também aprovou em agosto de 2026 o parecer sobre um projeto apresentado pelo deputado Romero Rodrigues para regulamentar o uso de inteligência artificial na segurança pública, por meio de mudanças na Lei nº 13.756/2018, segundo a Atlas Público. O texto ainda incorpora uma referência explícita à LGPD como marco complementar de aplicação.

Em outra frente regulatória, o Gabinete de Segurança Institucional informou que, na 5ª reunião do Comitê Nacional de Segurança de Infraestruturas Críticas, foi aprovada a submissão da proposta de Projeto de Lei da Política Nacional de Segurança de Infraestruturas Críticas ao Comitê-Executivo da Câmara de Relações Exteriores e Defesa Nacional, etapa anterior ao envio ao Congresso Nacional. O GSI disse que, após a consolidação da minuta, o texto será apresentado em uma reunião marcada para 27 de agosto de 2026.

Esse conjunto de iniciativas desenha um cenário legislativo em que o Brasil tenta organizar, ao mesmo tempo, a auditoria de algoritmos, a fiscalização de IA, o uso de dados pessoais e a proteção de infraestruturas críticas.

Fontes

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