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BCRA e CNBV apertam controles antifraude

Argentina e México ajustam regras antifraude. O BCRA exige programa documentado e base de risco; a CNBV libera códigos por SMS.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IAPublicado:3 min de leitura

O Banco Central da República Argentina criou uma seção específica de gestão do risco de fraude e ativou uma base pública para compartilhar perfis de risco entre bancos e carteiras digitais. No México, a CNBV autorizou o envio de códigos de segurança por SMS e manteve fatores combinados para operações de maior risco.

O Banco Central da República Argentina incorporou a Seção 6.5, dedicada à "Gestão do risco de fraude", aos seus Lineamentos para a Gestão de Riscos nas Entidades Financeiras. Ao mesmo tempo, por meio da Comunicação "A" 8473, colocou em funcionamento uma base pública de dados para detectar movimentos suspeitos ligados a fraudes e jogo ilegal. No México, a CNBV alterou as regras para permitir que os bancos enviem códigos de segurança por SMS e simplifiquem algumas consultas de saldo.

¿Qué exige o BCRA a bancos y PSP?

A nova Seção 6.5 obriga as instituições financeiras a manter um Programa Antifraude documentado, com coordenação entre áreas de compliance, jurídico, cibersegurança e PLAFT. O texto também exige procedimentos de detecção apoiados por soluções tecnológicas, canais de denúncia, protocolos de resposta a incidentes, treinamento e revisão anual. A norma ainda reforça a integração entre gestão de riscos operacionais, conformidade regulatória e cibersegurança.

O cronograma da Comunicação "A" 8471, publicado no Diário Oficial argentino, determina que entre 1º de setembro de 2026 e 31 de dezembro de 2026 as entidades definam estrutura, políticas e práticas antifraude, papéis e responsabilidades, apetite e tolerância ao risco, além de identificar riscos operacionais e de fraude associados a produtos, serviços, processos, canais digitais e processos críticos. A partir de 1º de janeiro de 2027, os provedores de serviços de pagamento registrados ou autorizados pelo BCRA que antes não estavam alcançados pela regra deverão designar uma unidade ou responsável específico, fazer uma autoavaliação, desenvolver um plano de mitigação e cumprir o ponto 6.4 sobre tecnologia e segurança da informação.

¿Cómo funcionará a base de dados pública do BCRA?

A Comunicação "A" 8473 prevê que as administradoras de transferências imediatas usem uma nova base pública para detectar contas vinculadas a fraudes e jogo ilegal, com possibilidade de alertar bancos e carteiras virtuais. Segundo a cobertura citada, o objetivo declarado é conter golpes virtuais e combater o jogo clandestino por meio da detecção precoce de contas que canalizem recursos para sites de apostas não autorizados.

De acordo com a informação publicada, Coelsa, NewPay, Red Link e Interbanking vão usar essa base para elaborar perfis de risco de fraude por pessoa. Esses perfis ficarão disponíveis, sem custo, para instituições financeiras e PSP, para monitoramento diário de transações e abertura de clientes.

¿Qué cambió en México con la CNBV?

A Comissão Nacional Bancária e de Valores alterou as regras aplicáveis às instituições de crédito para permitir o envio de códigos de segurança, fator de autenticação categoria 3, por SMS, e-mail ou serviços de mensagens instantâneas criptografadas. Para operações de maior risco, permanece o uso combinado de fatores de autenticação.

As mudanças nos artigos 319 Bis 2, 319 Bis 3 e 319 Bis 5 também autorizam que, para consultas de saldo e movimentações por meio de comissionistas de base tecnológica, seja usado apenas o fator de autenticação categoria 2. Veículos especializados no México informam que as instituições terão de atualizar aplicativos, políticas de segurança, avisos ao cliente, rastreabilidade das autenticações e mecanismos para alterar fatores e meios de contato.

A resolução da CNBV estabelece, no dispositivo transitório único, que as novas regras de envio de fatores de autenticação e uso de SMS entram em vigor em 2 de setembro de 2026. A Expansión e a XEU acrescentaram que, a partir dessa data, os bancos podem enviar por SMS um dos códigos usados para verificar a identidade do cliente em certas operações feitas por meio de comissionistas tecnológicos, como aplicativos móveis e sites.

¿Qué alcance regional deixa essa tanda de mudanças?

As medidas de Argentina e México pressionam bancos, carteiras digitais e provedores de serviços de pagamento a reforçar controles de fraude, autenticação e rastreabilidade sobre operações digitais. Na Argentina, o foco ficou na governança do risco, na coordenação interna e no compartilhamento de sinais de fraude. No México, a novidade foi ampliar os canais de entrega de fatores de autenticação e ajustar os esquemas de verificação para operações digitais.

Fontes

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