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ANPD publica relatório do sandbox de IA

A ANPD divulgou seu segundo relatório parcial do sandbox de IA, voltado a evidências regulatórias e à LGPD.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IAPublicado:2 min de leitura

A Autoridade Nacional de Proteção de Dados publicou o segundo relatório parcial de monitoramento de seu sandbox regulatório em inteligência artificial. A iniciativa busca gerar evidências para políticas públicas e promover um desenvolvimento tecnológico ético e seguro, em linha com a LGPD e os direitos fundamentais dos titulares.

A Autoridade Nacional de Proteção de Dados publicou seu segundo relatório parcial de monitoramento do sandbox regulatório em inteligência artificial. Segundo o órgão, a iniciativa busca gerar evidências para políticas públicas regulatórias e promover um desenvolvimento tecnológico ético e seguro, em conformidade com a LGPD e com o respeito aos direitos fundamentais dos titulares.

O que busca o sandbox da ANPD?

A ANPD apresenta o programa como um espaço para observar, de forma controlada, como soluções de IA se comportam sob critérios regulatórios. O objetivo imediato é produzir evidências úteis para futuras políticas públicas, com foco na proteção de dados pessoais e na compatibilidade desses sistemas com a legislação brasileira.

O segundo relatório parcial chega em um momento de crescimento da discussão sobre o uso corporativo de ferramentas de IA generativa e agêntica no Brasil. No Cybersecurity Summit coberto por Meon, o debate incluiu governança de dados, riscos de ferramentas usadas sem autorização da empresa e a necessidade de reforçar controles básicos de segurança.

Quais riscos estão sendo apontados por empresas e estudos citados?

Os materiais divulgados nesta semana indicam um risco concreto, a exposição de dados em prompts e em ferramentas não autorizadas. A CNN Brasil informou, com base em um estudo da Check Point Research, que a América Latina teve a maior proporção regional de prompts de IA generativa com alto risco de exposição durante julho e agosto de 2026, com um a cada 29 prompts, o equivalente a 3,5%.

A IT Forum trouxe outro dado, embora com atribuição menos sólida, ao afirmar que em janeiro de 2026 um em cada 30 prompts enviados a partir de redes corporativas apresentava alto risco de exposição de dados sensíveis e que o problema aparecia em 93% das organizações que usavam regularmente ferramentas generativas. Como foi publicado, esse resultado não permite identificar com clareza o estudo primário.

A Exame, por sua vez, citou o relatório Cost of a Data Breach 2025, da IBM, para apontar que incidentes associados ao shadow AI estiveram presentes em cerca de 20% das violações analisadas e elevaram o custo médio em aproximadamente US$ 670 mil. O dado é global, não específico do Brasil.

Quais dados não deveriam acabar em chatbots sem autorização?

A Exame alerta que inserir em chatbots não autorizados dados de CRM, documentos, código, chaves API ou senhas pode expor informações pessoais, propriedade intelectual e credenciais. Essa prática também pode acionar obrigações sob a LGPD, segundo a cobertura.

No Cybersecurity Summit, também foram citados fraudes digitais, ransomware e exploração de vulnerabilidades como desafios relevantes para organizações brasileiras. A cobertura da Meon destacou que, apesar do avanço da IA, phishing e falhas básicas seguem entre os problemas que mais pressionam as empresas do país.

Fontes

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