Senado chileno adia lei de dados pessoais
Comissão de Constituição aprovou discutir a postergação da Lei 21.719 e mudanças na futura agência. Projeto mira dezembro de 2027.
A Comissão de Constituição, Legislação, Justiça e Regimento do Senado do Chile aprovou por unanimidade a ideia de legislar sobre a postergação da Lei nº 21.719 de proteção de dados pessoais e sobre mudanças para a futura Agência de Proteção de Dados Pessoais. O projeto do Executivo propõe adiar a entrada em vigor até 1º de dezembro de 2027, enquanto segue seu primeiro trâmite constitucional.
A Comissão de Constituição, Legislação, Justiça e Regimento do Senado do Chile aprovou por unanimidade a ideia de legislar sobre a postergação da Lei nº 21.719 de proteção de dados pessoais e sobre mudanças na futura Agência de Proteção de Dados Pessoais. A iniciativa do Executivo propõe adiar a entrada em vigor para 1º de dezembro de 2027 e o debate continua em primeiro trâmite constitucional, portanto a norma ainda não tem força de lei.
O que aprovou a comissão do Senado chileno?
A comissão aprovou em geral duas iniciativas que tratam de alterar a entrada em vigor da Lei nº 21.719, uma apresentada pelo Executivo, correspondente ao Boletim nº 18.623-07, e outra moção parlamentar, identificada como Boletim nº 18.060-07. Depois da votação, o Executivo se comprometeu a dar urgência imediata ao projeto para que a discussão siga no mérito.
Quais mudanças estão em discussão para a futura agência?
O projeto também prevê mudanças na estrutura da futura Agência de Proteção de Dados Pessoais. Entre elas, propõe ampliar de três para cinco os integrantes de seu Conselho Diretor, nomeados pelo Presidente com aprovação de dois terços do Senado, além de renovar parcialmente esse conselho a cada dois anos.
Durante a discussão legislativa, também foi apresentada uma alternativa à postergação total. Esse desenho previa manter vigentes, em dezembro de 2026, os direitos e obrigações substantivas e adiar por um ano as competências de fiscalização e sanção da agência.
Que impacto os prazos de adaptação buscam ter?
A iniciativa busca dar mais tempo para empresas e órgãos públicos se adequarem ao novo marco de proteção de dados. Segundo as guias de cumprimento citadas, enquanto o projeto não concluir sua tramitação legislativa, as organizações não devem presumir que o prazo de adaptação já foi estendido até 2027.
Esse ponto é relevante porque a postergação proposta ainda não está em vigor. O adiamento para dezembro de 2027 segue em discussão no Parlamento e, por enquanto, não altera por si só as obrigações que dependem da entrada em vigor da lei.
Fontes
- Comisión de Constitución aprueba idea de legislar el proyecto que posterga la entrada en vigencia de la ley de protección de datos personalesdf.cl· Diario Financiero
- Comisión de Constitución aprueba en general la postergación de la entrada en vigencia de la Ley N°21.719 sobre Protección de Datos Personalesjdf.cl· Jara Del Favero Abogados
- Our roundup: National advocacy work from May to September 2026tedic.org· TEDIC
- Chile Data Protection Law 21,719: Compliance Guidevarelaabogados.cl· Varela Abogados
- Senado: Protección de datos personales: avanza proyecto que busca postergar entrada en vigencia de la leygrafelbergnoticias.blogspot.com· Grafelberg Noticias
- Cuándo entra en vigencia la Ley 21.719 en 2026 o 2027franciscomoroso.com· Francisco Moroso



