Peru avança em cibersegurança sem lei geral
Congresso do Peru inclui segurança digital no plano 2026-2027, mas ainda não aprovou uma lei geral de cibersegurança.
O Congresso do Peru incluiu segurança digital e cibersegurança nacional no plano 2026-2027 da Comissão de Ciência, Inovação Tecnológica e Sociedade Digital. O movimento soma-se a outras iniciativas, mas ainda não há lei geral aprovada.
O Congresso do Peru incluiu a segurança digital e a cibersegurança nacional como linhas de ação no Plano de Trabalho 2026-2027 da Comissão de Ciência, Inovação Tecnológica e Sociedade Digital. A medida se soma a outras iniciativas legislativas e políticas em andamento, mas ainda não vem acompanhada de uma lei geral de cibersegurança com obrigações substantivas para o setor privado.
¿Qué iniciativas legislativas están en trámite?
Uma análise da Apaxi, publicada em 2026-09-07, afirma que há propostas dispersas sobre o tema no Congresso peruano, entre elas um parecer que declara de interesse nacional a criação de um Comitê de Alto Nível de Cibersegurança do Estado. Segundo essa fonte, o texto se refere aos projetos 8842/2024-CR e 9906/2024-CR.
A mesma publicação acrescenta que também existe uma iniciativa para declarar 30 de novembro como Dia Nacional da Cibersegurança, com base nos projetos 13415/2025-CR e 13511/2025-CR. A Apaxi afirma ainda que o Peru não tem uma lei geral de cibersegurança e que essa norma segue pendente de tramitação parlamentar, sem parecer que aprove um regime substantivo de obrigações.
¿Qué señales políticas recientes refuerzan esa agenda?
O Congresso do Peru, por meio da Comissão de Ciência, Inovação Tecnológica e Sociedade Digital da Câmara dos Deputados, aprovou seu Plano de Trabalho para o período anual de sessões 2026-2027 e incorporou a segurança digital e a cibersegurança nacional como linhas de ação, segundo sua conta oficial no X em 2026-09-08. A publicação não anunciou uma lei geral de cibersegurança.
A isso se soma a avaliação de uma aliança estratégica entre o Congresso e a Meta para impulsionar a inteligência artificial e a segurança digital. Segundo a Perú Informa, as partes concordaram em trabalhar em uma rota conjunta voltada a fortalecer a cibersegurança nacional. O movimento mostra atenção política ao tema, mas ainda não se traduz em um regime normativo integral para o setor privado.
¿Por qué podría avanzar por vía ejecutiva?
O Poder Executivo apresentou ao Congresso o Projeto de Lei 00098-2026-2031-CD, pedindo delegação de faculdades legislativas por 120 dias em oito grandes áreas, entre elas cibersegurança e governança digital. Isso abre a possibilidade de que parte da regulação chegue por decretos legislativos e não apenas por uma lei geral debatida no Parlamento.
Uma análise jurídica da Cuatrecasas sobre esse projeto afirma que o Executivo busca legislar por essa via em cibersegurança, governança digital, finanças abertas e inclusão financeira, e classifica o pedido como muito urgente. Em paralelo, TV Perú e a PCM informaram que o governo ajusta o marco de qualidade regulatória para as normas emitidas sob faculdades delegadas, ao determinar que os prazos do Análisis de Impacto Regulatorio Ex Ante passem a ser contados em dias corridos, e não úteis, o que pode acelerar a emissão de regras nessas matérias.
Fontes
- Normas de ciberseguridad para empresas en el Perú (2026)apaxi.info· Apaxi
- Congreso y 'Meta' evalúan alianza estratégica para impulsar la inteligencia artificial y la seguridad digitalperuinforma.com· Perú Informa
- Publicación sobre la aprobación del Plan de Trabajo 2026-2027 de la Comisión de Ciencia, Innovación Tecnológica y Sociedad Digitalx.com· Congreso del Perú (cuenta oficial en X)
- Delegación de facultades: ¿un “caballo de Troya”?servindi.org· Idehpucp / Servindi
- Proyecto de delegación de facultades legislativascuatrecasas.com· Cuatrecasas
- Ejecutivo alista marco normativo ágil para evaluar las próximas normas de las facultades delegadastvperu.gob.pe· TV Perú / PCMURL não verificada



