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Mendoza aprova lei de cibersegurança

Senado deu meia sanção a projeto que cria sistema provincial com SOC, CSIRT e registro obrigatório de incidentes.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IAPublicado:Atualizado 2 min de leitura

O Senado de Mendoza aprovou por ampla maioria o projeto de Lei de Cibersegurança enviado pelo Poder Executivo provincial e o encaminhou à Câmara de Deputados para a sanção final. A proposta recebeu 34 votos favoráveis e 2 contrários.

O Senado de Mendoza aprovou por ampla maioria o projeto de Lei de Cibersegurança enviado pelo Poder Executivo provincial e deu meia sanção à proposta, que agora segue para a Câmara de Deputados para concluir o trâmite legislativo. A votação terminou com 34 votos a favor e 2 contra, segundo veículos provinciais que acompanharam a sessão.

A proposta foi impulsionada pelo governador Alfredo Cornejo e busca proteger os dados pessoais administrados pelo Estado provincial, além de resguardar os sistemas de informática que sustentam serviços essenciais. Com esse alcance, a norma transforma a cibersegurança em política de Estado e cria um sistema provincial específico para sua gestão.

¿Cómo funcionaría el sistema provincial?

O texto aprovado prevê um desenho institucional com comitê executivo, autoridade operacional e um registro obrigatório de incidentes. Também incorpora de forma explícita um Centro de Operações de Segurança, ou SOC, para monitoramento contínuo de eventos, e uma Equipe de Resposta a Incidentes, ou CSIRT, responsável por conter e mitigar ataques.

Além disso, a lei estabelece um programa específico de reporte de vulnerabilidades e um regime progressivo de sanções para órgãos públicos ou fornecedores que descumprirem alertas, dificultarem auditorias ou mantiverem em sigilo incidentes graves. A iniciativa, assim, introduz obrigações ativas de divulgação e cooperação dentro do sistema provincial.

¿A quiénes alcanza la obligación de cumplir?

O alcance institucional ficou delimitado na comissão. O cumprimento obrigatório foi fixado exclusivamente para o Poder Executivo, enquanto o Poder Judiciário, a Legislatura e os 18 municípios são convidados a aderir ou a participar do Comitê de Condução Estratégica de Cibersegurança, sem imposição direta da norma.

¿Qué críticas políticas recibió la media sanción?

A meia sanção também abriu espaço para críticas da oposição. Setores oposicionistas questionaram a discricionariedade do Executivo para realizar compras diretas de tecnologia ligada à cibersegurança e apontaram possíveis riscos de falta de controle na contratação de fornecedores.

Nesse mesmo debate, El Sol informou que surgiram questionamentos sobre as compras diretas, enquanto Mendoza Today reuniu objeções políticas ao texto aprovado pelo Senado. A discussão agora fica nas mãos dos deputados, onde o projeto precisará obter sanção final.

¿En qué contexto regional se inscribe el avance mendocino?

O avanço de Mendoza se insere em um cenário mais amplo de debate regulatório na região. Uma análise acadêmica da Universidade de los Andes sobre regulação de inteligência artificial na América Latina menciona projetos de lei na Argentina que buscam alterar a Lei 25.326 de Proteção de Dados Pessoais para incorporar princípios de transparência algorítmica, além de um marco regulatório integral que revoga essa lei com ênfase em proporcionalidade, responsabilidade proativa e regulação expressa da inteligência artificial.

Em paralelo, Santa Fe avançou em uma regulação específica sobre o uso de inteligência artificial no Estado provincial. A iniciativa exige princípios de transparência nos sistemas de IA usados pela administração, obriga a explicar seu funcionamento à população e prevê controles para detectar vieses que possam resultar em discriminação em decisões públicas.

Fontes

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