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Fintechs do Chile ampliam demanda por IA

Fintechs chilenas projetam mais demanda por IA, cibersegurança, RegTech e compliance, em meio ao avanço da adoção de IA no país.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IAPublicado:Atualizado 4 min de leitura

As fintechs chilenas projetam que, até 2030, vão precisar de mais especialistas em inteligência artificial, cibersegurança, regulação financeira e Open Banking. A mudança ocorre enquanto a adoção de IA nas empresas do Chile avança, mas ainda com baixa capacidade de escalonamento transversal.

Atualização 26 de agosto de 2026: a nota incorpora o novo contexto de adoção de inteligência artificial nas empresas chilenas, onde o uso já é amplo, mas o escalonamento com retornos sustentáveis ainda é muito baixo. Esse contraste ajuda a dimensionar por que as fintechs seguirão buscando mais perfis híbridos em IA, cibersegurança e compliance.

As fintechs chilenas projetam que até 2030 vão precisar de mais profissionais especializados em inteligência artificial, cibersegurança, regulação financeira e Open Banking, em um cenário em que a adoção de IA já é alta nas empresas do país, mas ainda com pouca maturidade para escalar essa tecnologia de forma transversal. A pressão por esses perfis vem associada à implementação da Lei Fintech, da Lei Marco de Cibersegurança e da nova norma de proteção de dados.

O que mudou na demanda por talento?

Um informe sobre o futuro do talento na indústria financeira chilena projeta que as fintechs do país vão precisar de mais profissionais especializados em inteligência artificial, cibersegurança, regulação financeira e Open Banking. A pressão por esses perfis vem associada à implementação da Lei Fintech, da Lei Marco de Cibersegurança e da nova normativa de proteção de dados.

O mesmo estudo citado por Chócale aponta que a demanda também vai crescer para especialistas em cibersegurança, arquitetos de soluções fintech, líderes em tecnologias regulatórias, ou RegTech, especialistas em conformidade normativa e profissionais em governança de inteligência artificial. A isso se somam competências ligadas à gestão de riscos algorítmicos, Open Banking e à expansão de ecossistemas digitais.

Como isso se cruza com a adoção de IA no Chile?

A adoção de inteligência artificial já é massiva no Chile, mas a maior parte das empresas ainda não consegue escalá-la com resultados sustentáveis, segundo estudos recentes. O contraste entre uso disseminado e baixa maturidade organizacional explica por que o mercado pede mais perfis capazes de levar a IA de pilotos isolados para processos de negócio e governança tecnológica.

O estudo SONDA Tech Trends 2026 informa que 88% das empresas chilenas já usam inteligência artificial e que apenas 3,6% contam com uma área especializada em IA, segundo a cobertura da Forbes Chile. Em paralelo, um estudo independente da MAS Analytics indica que só 3,6% das organizações conseguiu escalar iniciativas de inteligência artificial de forma transversal, com retornos mensuráveis e sustentáveis, abaixo da média global, que fica próxima de 7%.

O relatório "Estado de adopción de Inteligencia Artificial en empresas chilenas", da MAS Analytics, detalha essa maturidade em quatro etapas: 42,2% das organizações está em exploração, 25,9% em pilotos iniciais, 28,3% em implementação e apenas 3,6% em escalonamento com retornos claros e sustentáveis. Outra pesquisa setorial da Codelan estima que entre 70% e 80% das grandes empresas já testaram ferramentas de IA generativa, mas apenas cerca de 10% a 15% têm IA integrada em processos centrais de negócio e menos de 5% contam com uma estratégia com orçamento contínuo e métricas de impacto.

O que os dados dizem sobre brechas e concentração?

Os levantamentos recentes mostram uma adoção desigual entre grandes empresas e PMEs, além de uma forte concentração geográfica na Região Metropolitana. Essa distribuição confirma que a expansão da IA ainda depende de capacidades técnicas, orçamento e estruturas de gestão que não estão presentes com a mesma intensidade em todo o mercado.

Um relatório da Entel Digital em parceria com o Centro Nacional de Inteligência Artificial, CENIA, aponta que mais de 80% das grandes empresas chilenas já usam inteligência artificial, contra cerca de 70% das PMEs, e que a adoção de 80% ou mais se concentra na Região Metropolitana, ante cerca de 60% no restante do país. Na mesma linha, uma análise sobre trabalho e IA no Chile, que cita dados da MAS Analytics, sustenta que apenas 3,6% das organizações chilenas conseguiu escalar a IA de forma transversal, embora o país lidere o Índice Latino-Americano de Inteligência Artificial em alfabetização, com 84,7 pontos, e em adoção de IA generativa, com 78,7 pontos.

O que isso implica para bancos e fintechs?

A leitura de mercado trazida pelo informe é que a conformidade regulatória vai ganhar peso em bancos e fintechs à medida que exigências distintas convergem. No material fornecido, a Lei Fintech, a Lei Marco de Cibersegurança e as mudanças na proteção de dados aparecem como os fatores que estão reorganizando essas necessidades.

Nesse contexto, a frente regulatória não se limita a uma única autoridade. O material de pesquisa aponta uma articulação entre exigências da CMF, do Banco Central, da UAF e de outros supervisores, o que empurra as empresas a reforçar perfis capazes de traduzir obrigações normativas em controles, processos e arquitetura tecnológica.

Como serão as novas equipes?

A combinação de cibersegurança, RegTech e inteligência artificial descreve equipes mais híbridas do que as que dominavam o setor financeiro tradicional. Segundo a projeção citada por Chócale, até 2030 não vai crescer apenas a demanda por perfis técnicos, mas também por profissionais capazes de conectar a estratégia de produto à governança de modelos de IA, à gestão de riscos e ao compliance.

O estudo citado não traz números de contratação nem faixas salariais, mas indica uma tendência clara no tipo de capacidade que as fintechs chilenas terão de incorporar nos próximos anos para operar em um ambiente regulatório mais exigente e com maior dependência de ecossistemas digitais.

O Chile também aparece como um dos mercados mais ativos em investimento. Uma análise de mercado indica que o país lidera o gasto em inteligência artificial na América Latina, com investimento próximo de 1 bilhão de dólares em 2026, e que 74% das empresas ouvidas aumentaram o investimento em IA no último ano, enquanto 42% já relatam retorno positivo dessas iniciativas.

Fontes

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