Brasil amplia alertas de cripto ao Coaf
BC do Brasil atualiza regras para ativos virtuais e exige aviso ao Coaf em transferências para carteiras autocustodiadas acima de US$ 10 mil.
O Banco Central do Brasil publicou as Resoluções BCB 588 e 589, que atualizam as regras para ativos virtuais e prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo. Entre as mudanças, está a comunicação ao Coaf de transferências para ou a partir de carteiras autocustodiadas de US$ 10 mil ou mais.
O Banco Central do Brasil publicou as Resoluções BCB 588 e 589, que atualizam as regras aplicáveis a ativos virtuais e os controles de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo. Entre as novas obrigações, está a comunicação específica ao Coaf sobre transferências para ou a partir de carteiras autocustodiadas, quando o valor for igual ou superior a US$ 10 mil. As normas passam a valer em 1º de outubro de 2026, mas as regras ligadas ao envio de informações para a supervisão do Banco Central só produzem efeitos em 1º de janeiro de 2027.
¿Qué obliga la nueva resolución?
A Resolução BCB 589 inclui deveres de reporte e regras operacionais sobre saldos, custódia, provas de reserva e staking, segundo o repositório jurídico Okai, que reproduz o conteúdo normativo. Também amplia o alcance das comunicações ao Coaf em operações com ativos virtuais, com foco em movimentações entre instituições e carteiras autocustodiadas, de acordo com o Estadão.
A CNN Brasil informou que a atualização inclui a comunicação específica ao Coaf para transferências de ativos virtuais para ou a partir de carteiras autocustodiadas, desde que o valor seja igual ou superior a US$ 10 mil. A mesma cobertura apontou que a entrada em vigor geral das resoluções será em 1º de outubro de 2026, enquanto os dispositivos de supervisão começam a valer em 1º de janeiro de 2027.
¿Qué otras restricciones incorporó el Banco Central?
A Exame informou que a Resolução BCB 589 também estabelece restrições para que instituições financeiras, instituições de pagamento e prestadores de serviços de ativos virtuais autorizados operem com contrapartes não autorizadas pelo Banco Central, salvo autorização expressa. A publicação acrescentou que as resoluções foram divulgadas quando as sociedades prestadoras de serviços de ativos virtuais já em operação se aproximavam do prazo final para formalizar seus pedidos de autorização junto ao regulador.
A SpaceMoney informou um cronograma adicional para a Resolução 589, com mudanças sobre relatórios a partir de 1º de janeiro de 2027, alteração sobre contrapartes desde 1º de outubro de 2026 e restrição operacional a partir de 6 de novembro de 2026. Esse calendário foi atribuído à cobertura da publicação e não aparece confirmado nas outras fontes reunidas para esta nota.
¿Qué está preparando el regulador en Open Finance?
O Banco Central do Brasil também prepara uma regulação de Open Finance para definir quais empresas fora do sistema financeiro tradicional poderão acessar dados financeiros de clientes e quais responsabilidades terão as instituições integradoras. Segundo o Valor Investe, o texto em preparação busca ordenar exigências de segurança, controles internos, avaliação prévia de terceiros e gestão de incidentes ou vazamentos.
Essa iniciativa ainda não foi publicada como norma, mas se soma ao pacote regulatório que o Banco Central vem movimentando sobre ativos virtuais e supervisão de participantes do setor. No frente cripto, a autoridade já definiu as novas obrigações de reporte e os prazos diferenciados para entrada em vigor.
Fontes
- BC altera regras para criptoativos e amplia comunicações ao Coafcnnbrasil.com.br· CNN Brasil
- Resolução BCB N° 589 | Banco Centralokai.com.br· Okai
- BC determina aviso ao Coaf de transferências cripto com autocustódia a partir de US$ 10 milexame.com· Exame
- Quem pode acessar seus dados bancários? BC prepara novas regras para o Open Financevalorinveste.globo.com· Valor Investe
- BCB amplia regras para carteiras autocustodiadasspacemoney.com.br· SpaceMoney
- Criptomoedas: transferências de US$ 10 mil serão informadas ao Coafestadao.com.br· Estadão



