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BCU abre registro de provedores cripto

BCU liberou o registro online de provedores de ativos virtuais e elevou as exigências para quem presta custódia.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IAPublicado:Atualizado 4 min de leitura

O Banco Central do Uruguai habilitou um tramitação online para registrar provedores de ativos virtuais e, para quem presta custódia, fixou exigências prudenciais de patrimônio, garantia e depósito.

Atualização 5 de setembro de 2026: O BCU manteve aberto o trâmite online para registrar provedores de serviços de ativos virtuais e elevou as exigências prudenciais para quem presta custódia. Agora, cobra patrimônio mínimo de 1.000.000 de unidades indexadas, garantia de 600.000 unidades indexadas em favor do banco central e um depósito à vista de 50.000 unidades indexadas.

O Banco Central do Uruguai habilitou um trâmite online para a "Solicitud de Autorización y Registro de Proveedores de Servicios de Activos Virtuales", voltado a pessoas jurídicas que realizam de forma habitual troca, transferência, custódia ou administração de criptoativos e tokens digitais, inclusive em operações via protocolos e contratos inteligentes. O formulário já está disponível no portal de trâmites do governo e exige usuário gub.uy com nível intermediário ou superior, além de identificação eletrônica aceita e timbre profissional da CJPPU.

¿Qué alcance tiene el trámite para activos virtuales?

O trâmite busca formalizar a relação entre provedores cripto e a supervisão do sistema financeiro uruguaio, por meio da Superintendência de Serviços Financeiros do BCU. Segundo o próprio portal do governo, trata-se de uma gestão eletrônica para registrar quem opera habitualmente com ativos virtuais, categoria que inclui tanto serviços tradicionais de troca e custódia quanto tarefas apoiadas em contratos inteligentes.

A habilitação ocorre enquanto o marco legal específico segue em desenvolvimento. Um resumo regulatório recente informa que o projeto de lei uruguaio N.º 20.345, "Marco Regulatorio para Proveedores de Servicios de Activos Virtuales", foi aprovado pelo Senado em dezembro de 2023 e ainda aguarda análise na Câmara dos Deputados. O texto propõe uma licença específica sob supervisão do BCU, com requisitos de capital e alinhamento com a Recomendação 15 do GAFI.

Outra análise regulatória atualizada indica que, por enquanto, não existe uma licença VASP específica em operação porque o projeto não foi promulgado. Nesse arranjo, os provedores precisam seguir usando as estruturas já existentes, como sociedades anônimas ou SRL, registro no Registro Nacional de Comércio, autorização do BCU se atuarem em intermediação financeira e cumprimento da Lei 19.574 de AML/CFT e das circulares do banco central.

¿Qué exige el BCU a quienes prestan custodia?

O BCU exige que os provedores de serviços de ativos virtuais que prestem custódia tenham patrimônio mínimo de 1.000.000 de unidades indexadas, garantia de 600.000 unidades indexadas em favor do banco central e depósito à vista de 50.000 unidades indexadas, segundo a CriptoNoticias. As condições elevam a barreira de entrada e reforçam o foco prudencial do modelo uruguaio para criptoativos.

¿Qué pasa mientras no se aprueba la licencia VASP?

O sandbox regulatório do BCU funciona como uma via intermediária para projetos de inovação financeira ligados a cripto e ativos digitais. De acordo com as orientações compiladas por especialistas citadas no resumo regulatório, as empresas podem pedir uma autorização piloto de até 12 meses, renovável, e a aprovação da proposta costuma levar entre 8 e 16 semanas.

O mesmo levantamento traz um ponto específico sobre stablecoins. Se um instrumento for classificado como dinheiro eletrônico, o emissor precisa obter licença como Provedor de Serviços de Pagamento junto ao BCU e cumprir a norma de emissores de dinheiro eletrônico. Se não for enquadrado assim, as entidades que o intermediam, como exchanges ou custodiante, seguem tratadas como provedores de serviços de ativos virtuais e devem se registrar no BCU e cumprir obrigações de AML/CFT.

¿Qué cambió para los depósitos en dólares?

O BCU também obrigou as instituições financeiras a alertarem os depositantes sobre o risco cambial em contas em dólares e outras moedas estrangeiras oferecidas a pessoas físicas residentes e empresas unipessoais residentes. A comunicação deve ser entregue em um documento separado do contrato, com comprovante de recebimento, e passa a valer a partir de 1º de outubro de 2026 para novos clientes e até 31 de dezembro de 2026 para os já existentes.

A regra foi aprovada pela Superintendência de Serviços Financeiros do BCU após uma consulta pública na qual bancos privados demonstraram resistência, segundo o The Rio Times. O veículo informou ainda que o aviso deve incluir um texto explícito sobre o risco de câmbio, esclarecer que não constitui aconselhamento financeiro nem recomendação de investimento e remeter ao site do BCU para mais informações.

Búsqueda informou que a medida vale desde 1º de outubro de 2026 para novos depositantes e que, para clientes já existentes, as instituições têm prazo até o fim de 2026. Nación detalhou que o aviso pode ser enviado por e-mail ou por canais digitais, com destaque mínimo de dez dias úteis, enquanto El País afirmou que o BCU ajustou a redação em relação a uma minuta inicial para evitar interpretações alarmistas sobre a segurança dos depósitos.

Blasina y Asociados acrescentou que a nova exigência reforça a obrigação de avisar sobre os riscos das aplicações em dólares, consolidando a linha do regulador de deixar explícito o risco cambial na relação com poupadores e empresas.

Fontes

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