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BCU libera trámite online para PSAV

O BCU já colocou online o pedido para autorizar e registrar PSAV, com canal 100% digital e transição até 2027.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IAPublicado:Atualizado 4 min de leitura

O Banco Central do Uruguai já tem ativo um pedido 100% online para autorizar e registrar provedores de serviços de ativos virtuais. O processo alcança pessoas jurídicas que trocam, transferem, guardam ou administram criptoativos e tokens digitais.

Atualização 29 de agosto de 2026: o pedido do BCU já aparece publicado e atualizado em gub.uy, com canal 100% online e definição precisa sobre as atividades abrangidas. A cobertura também incorporou um período de transição para PSAV já em operação e a ligação com a Comunicação 2026/116 sobre captação de recursos do público.

O Banco Central do Uruguai já disponibiliza um pedido digital para autorizar e registrar Provedores de Serviços de Ativos Virtuais diante da Superintendência de Serviços Financeiros. A ficha oficial, atualizada em 26 de agosto de 2026 no gub.uy, indica que o canal de comunicação é 100% online e alcança pessoas jurídicas que realizam troca, transferência, custódia ou administração de criptoativos e tokens digitais.

O que muda para os provedores de ativos virtuais?

O novo esquema obriga os PSAV a protocolar online a autorização prévia antes de iniciar a atividade. A medida foi confirmada pelo próprio BCU em comunicado divulgado em seus canais oficiais em 21 de agosto de 2026 e reproduzida pela imprensa uruguaia, que informou que o procedimento será totalmente digital.

A ficha do pedido também detalha que os órgãos públicos não podem exigir requisitos adicionais nem documentação quando a informação puder ser obtida por meios digitais seguros de outras entidades, em linha com o Decreto 353/23. Segundo a Nación, o novo pedido se apoia na Lei 20.345 e na Circular 2.507, que definem o marco regulatório para empresas que prestam profissionalmente serviços de troca, transferência, custódia ou administração de ativos virtuais.

O que acontece com quem já opera?

A imprensa uruguaia informou que os provedores que já estavam em operação terão um período de transição para se regularizar. Eles poderão apresentar o pedido de autorização e registro até 31 de março de 2027 e seguir operando enquanto o BCU analisa a solicitação.

Esse prazo não vale para novos participantes. Quem começar a prestar esses serviços depois da entrada em vigor do regime precisará obter a autorização antes de iniciar as atividades, segundo a cobertura citada.

Qual é a ligação com a captação de recursos do público?

A Comunicação 2026/116 do BCU foi associada ao mesmo regime e adiciona exigências para atividades de captação de recursos do público. Fontes que citam essa comunicação indicam que quem começar a realizar essas atividades depois de sua entrada em vigor deverá apresentar uma declaração juramentada obrigatória antes de começar a operar.

Ámbito também informou que a Comunicação 2026/116 vincula de forma expressa o novo pedido online de PSAV a exigências de transparência sobre captação de recursos do público por meio de declarações juramentadas prévias. Em paralelo, análises regulatórias citadas no material explicam que o registro no BCU funciona, na prática, como um mecanismo de compliance em prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo, robustez operacional, cibersegurança e proteção ao consumidor.

Que outras medidas recentes o BCU tomou?

A Superintendência de Serviços Financeiros do BCU publicou a Circular Nº 2509, de 20 de agosto de 2026, com mudanças nos avisos aos clientes por causa da exposição ao risco cambial de depósitos em moeda estrangeira. Segundo a Cadena del Mar, a partir de 1º de outubro de 2026 as instituições autorizadas a receber depósitos deverão entregar um documento específico a determinados clientes, e poderão fazê-lo por e-mail ou por uma comunicação destacada em sites ou canais digitais por pelo menos 10 dias úteis.

The Rio Times ampliou esse alcance e afirmou que a obrigação chegará a toda pessoa residente ou empresa unipessoal que abrir uma nova conta em moeda estrangeira. O veículo também disse que os bancos terão até 31 de dezembro de 2026 para notificar os clientes já existentes com depósitos em moeda estrangeira, por e-mail ao endereço cadastrado ou por um aviso em destaque por um período mínimo de dez dias úteis.

O que o BCU disse sobre o sigilo bancário em finanças abertas?

No debate parlamentar sobre finanças abertas, a secretária-geral do BCU afirmou a uma comissão legislativa que o sistema não representa uma exceção ao sigilo bancário. Segundo sua exposição, a base do modelo é o consentimento prévio, expresso e informado do titular dos dados.

A discussão não parou aí. A Diaria informou que a oposição tentou incluir no projeto de lei um direito pessoal, absoluto e intransferível ao sigilo da informação pessoal, com uma cláusula que impediria que os cidadãos fossem coagidos, pressionados ou incentivados a conceder consentimento para revelar seus dados. Essa posição relativiza o enfoque do BCU, que defendeu o consentimento como eixo central do sistema.

Fontes

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