CiberLATAMbywhalemate

BCRA e México apertam monitoramento fintech

Argentina reforça a rastreabilidade para PSPs e o México amplia obrigações antilavagem, enquanto o setor une cibersegurança

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IA31 de jul. de 20262 min de leitura

O Banco Central da República Argentina publicou a Comunicação B 13208/2026, que ordena que trâmites e pedidos sigam por canais formais e digitais. Ao mesmo tempo, no México, a atualização do regulamento da Lei Antilavado acrescentou novas obrigações de compliance, enquanto o setor financeiro acelera a união entre cibersegurança e antifraude.

A Comunicação B 13208/2026 do BCRA, publicada no Boletim Oficial em 27 de julho de 2026, detalha serviços e trâmites ligados ao regime de entidades financeiras e PSPs. O texto reforça a obrigação de encaminhar informações e pedidos de autorização pelos circuitos formais e digitais do Banco Central, em linha com uma supervisão baseada em informação padronizada e mais rastreável para o ecossistema financeiro.

Argentina: mais rastreabilidade para entidades e PSPs

No mercado local, essa precisão regulatória se soma ao avanço de sistemas de inteligência artificial por bancos e fintechs para detectar fraude em tempo real e compartilhar alertas com o BCRA e outros atores do sistema, segundo uma reportagem da Ecos365 publicada em 28 de julho de 2026. Esse monitoramento mais avançado é descrito como parte da resposta tecnológica necessária para atender exigências de supervisão mais rígidas e reduzir os níveis de fraude digital.

A nota da Ecos365 também indica que essas capacidades de detecção e alerta já fazem parte da discussão operacional de bancos e fintechs, em um contexto em que o regulador exige mais rastreabilidade sobre os trâmites e as informações que recebe.

México: novas obrigações e agenda antifraude

No México, o material disponível aponta para um endurecimento da agenda de compliance. Uma atualização do regulamento da Lei Antilavado em julho de 2026 incluiu novas obrigações de cumprimento, enquanto outras peças de contexto tratam de mudanças ligadas à Lei Antilavado e aos desafios da banca digital no país.

Ao mesmo tempo, uma reportagem da Infobae sobre fraude digital informou que a indústria financeira mexicana está acertando a união das agendas de cibersegurança e antifraude para proteger os usuários contra fraudes digitais. Essa cobertura menciona participação de órgãos reguladores, mas não detalha novas normas concretas da CNBV ou do Banxico.

Na mesma linha, uma coluna de opinião do El Financiero sustentou que autoridades mexicanas e a indústria financeira estão reforçando suas estratégias contra fraudes e ataques cibernéticos, embora também não cite disposições regulatórias específicas novas da CNBV ou do Banxico em julho de 2026.

Um aperto com foco em monitoramento e compliance

O quadro regional mostra dois movimentos paralelos. Na Argentina, o BCRA avança sobre a rastreabilidade formal de trâmites e autorizações para entidades financeiras e PSPs, enquanto o sistema adota IA para vigilância e reação a fraudes. No México, a atualização do regulamento antilavagem amplia obrigações de compliance, e o setor financeiro empurra uma convergência entre cibersegurança e antifraude.

O que não aparece no material disponível são circulares técnicas recentes e explícitas da CNBV ou do Banxico sobre cibersegurança bancária. Há, porém, sinais de uma pressão regulatória e operacional mais dura sobre monitoramento automatizado, rastreabilidade e supervisão nos dois mercados.

Fontes

Ver todas