BCRA amplia controles sobre crédito
Banco Central da Argentina reforça exigências para fornecedores de crédito e volta a orientar sobre golpes virtuais.
O Banco Central da República Argentina publicou a Comunicação A 8456/2026, com mudanças no regime informativo para fornecedores não financeiros de crédito e novas precisões sobre o serviço de cobrança com transferência. A entidade também voltou a divulgar recomendações para evitar golpes virtuais e, em coberturas do setor privado, surgem referências a controles antifraude baseados em identidades, biometria e validações oficiais.
Mais controle sobre fornecedores de crédito
O Banco Central da República Argentina publicou a Comunicação A 8456/2026, com ajustes no Regime Informativo para os fornecedores não financeiros de crédito. A mudança concentra atenção no uso do serviço de cobrança com transferência e na forma como essas empresas devem enviar informações ao órgão.
Segundo a cobertura do Indicadores.ar, quando um fornecedor não financeiro de crédito solicitar acesso a esse serviço, a primeira entrega informativa deverá ser feita pelo aplicativo Registro de Proveedores no Financieros de Crédito. Além disso, a apresentação anual correspondente ao ano do pedido deverá ser enviada mesmo que o período em análise seja inferior a 12 meses.
A mesma cobertura indica que o BCRA reforçou a supervisão sobre esse segmento por meio de exigências técnicas e regulatórias para remessa de informações, ligadas ao texto ordenado de Presentación de informaciones al Banco Central, seção 74.
Recomendações contra golpes virtuais
Em paralelo à mudança regulatória, o Banco Central divulgou recomendações para evitar golpes virtuais e proteger contas bancárias. Entre os alertas, reforçou que não se deve compartilhar senhas, códigos de segurança nem dados confidenciais por redes sociais ou links enviados por contatos suspeitos. Também orientou que, diante de comunicações inesperadas, o contato deve ser interrompido e o cliente deve recorrer aos canais oficiais da instituição financeira.
O Sur24 acrescentou que, se uma pessoa instalou um aplicativo a pedido de um suposto representante de uma entidade, compartilhou informações bancárias ou suspeita de acessos indevidos, deve entrar em contato o quanto antes com o banco onde mantém seus produtos e registrar a denúncia na Unidade Fiscal Especializada em Ciberdelincuencia, UFECI.
Os alertas também foram ampliados por El Litoral e Es Re Viral. Os dois veículos detalharam que as fraudes costumam usar ligações falsas, perfis clonados em redes sociais, pedidos de códigos e senhas e aplicativos de acesso remoto instalados a pedido de supostos funcionários bancários, uma dinâmica que pode terminar no esvaziamento de contas bancárias.
O Es Re Viral acrescentou que o BCRA recomenda trocar imediatamente todas as senhas de acesso a serviços financeiros e avisar familiares e conhecidos para prevenir novos casos. Além disso, as notas de El Litoral e Es Re Viral coincidem ao afirmar que as vítimas devem documentar com precisão as operações fraudulentas, incluindo datas, valores, canais e tipo de transação, para poder encaminhar a reclamação por meio de um formulário específico do Banco Central, depois de obter um número de protocolo na instituição financeira e após cumprir um prazo mínimo de dez dias úteis.
Leitura do setor
No setor privado, porta-vozes na Argentina apontam que as instituições financeiras buscam cumprir as normas do BCRA sobre prevenção de fraude digital com arquiteturas de gestão de identidades e acessos de clientes, conhecidas como CIAM. Essa estratégia integra validações com bases oficiais como RENAPER, biometria comportamental e autenticação contínua baseada em risco.
De acordo com análises citadas por Infosertecla, essas exigências regulatórias levam as instituições financeiras a orquestrar controles antifraude de baixo impacto na experiência do usuário, embora a cobertura esclareça que não detalha explicitamente quais normas específicas de cibersegurança do BCRA se aplicam.
O material também traz uma referência regional. O guia Robos y fraudes en el uso de tarjetas e instrumentos financieros, do Banco Central do Chile, estabelece que os emissores devem oferecer canais gratuitos 24x7 para informar furto, roubo, extravio ou fraude, bloquear meios de pagamento inativos por mais de 12 meses e informar semestralmente em seus sites a quantidade de usuários afetados, os valores envolvidos e os tempos de resposta, com envio desagregado à Comissão para o Mercado Financeiro.
Fontes
- BCRA ajusta régimen informativo para proveedores de créditoindicadores.ar· Indicadores.ar
- Ciberseguridad financiera: prevenir fraude sin dañar la experienciainfosertecla.com· Infosertecla
- Recomendaciones del Banco Central para evitar estafas virtualesellitoral.com· El Litoral
- El BCRA alertó sobre una modalidad de estafa que permite vaciar cuentas bancarias: cómo evitar caer en el fraudeesreviral.com· Es Re Viral
- Robos y fraudes en el uso de tarjetas e instrumentos financierosbcn.cl· Biblioteca del Congreso Nacional de Chile / Banco Central de Chile
- Consejos del Banco Central para evitar estafas virtuales y cuidar las cuentas bancariassur24.com.ar· Sur24



