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Banxico e CNBV vão definir regras de pagamentos digitais

A Lei de Economia Digital avança no Congresso e prevê CURP Digital, pagamentos ao setor público e regras da SHCP para pagamentos só digitais.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IAPublicado:Atualizado 4 min de leitura

A Lei de Economia Digital avança na Câmara e agora prevê que os três níveis de governo aceitem pagamentos digitais para serviços e trâmites públicos. A proposta também autoriza Banxico e CNBV a definir requisitos técnicos e de cibersegurança, enquanto a SHCP poderá estabelecer setores em que o pagamento digital seja a única opção.

Atualização 4 de outubro de 2026: a iniciativa passou a incluir o alcance para trâmites e serviços públicos nos três níveis de governo e abriu espaço para que a SHCP defina setores estratégicos nos quais o pagamento digital seria obrigatório. Também foram incorporadas referências à CURP Digital como ferramenta de autenticação e à homologação de plataformas bancárias.

A Comissão de Hacienda e Crédito Público da Câmara dos Deputados aprovou o parecer da Lei de Economia Digital para Pagamentos Digitais e Eletrônicos e o enviou à Mesa Diretora para eventual discussão no plenário. A proposta prevê que Banco do México e CNBV possam fixar requisitos técnicos, operacionais, de cibersegurança e interoperabilidade para terminais de cobrança, transferências eletrônicas, aplicativos e esquemas de pagamento com códigos QR.

Quais poderes a proposta daria ao Banxico e à CNBV?

A proposta, segundo a cobertura disponível, autorizaria o Banco do México a emitir disposições gerais junto com a CNBV sobre meios de pagamento eletrônicos digitais e códigos QR, enquanto a supervisão ficaria a cargo da própria comissão. O Expansión também informou que essas especificações alcançariam dispositivos e infraestrutura de cobrança, incluindo maquininhas de cartão e esquemas como o CoDi.

Santa Marina Steta afirmou em sua análise jurídica que a CNBV supervisionaria o cumprimento dessas disposições, enquanto o Banxico poderia emiti-las de forma conjunta com o regulador bancário. O foco estaria nos pagamentos digitais e eletrônicos, com alcance que não se limita a um único canal, mas a vários instrumentos e serviços financeiros ligados ao recebimento de pagamentos.

O que a nova proposta obriga sobre pagamentos públicos?

A iniciativa prevê que os três níveis de governo habilitem e aceitem pagamentos digitais e eletrônicos para trâmites e serviços públicos, e atribui à SHCP a definição de setores ou atividades estratégicas em que esses meios seriam a única forma de pagamento. A mudança amplia o alcance da lei para além do sistema financeiro e o leva à relação cotidiana com o Estado.

O Economista informou que a proposta também busca reduzir o uso de dinheiro em operações com autoridades, ao incluir essa obrigação para trâmites e serviços públicos. Nesse mesmo desenho, a SHCP teria margem para marcar atividades estratégicas nas quais o dinheiro em espécie deixaria de ser aceito.

O que a CURP Digital acrescenta ao projeto?

A cobertura mais recente indica que a CURP Digital funcionaria como ferramenta de autenticação dentro do esquema de pagamentos digitais. O Imparcial afirmou ainda que o projeto busca homologar plataformas bancárias e ampliar a infraestrutura de cobrança por meio de códigos QR, com alcance mais amplo sobre os canais de pagamento.

O Financiero contextualizou a iniciativa como um mecanismo para facilitar a contratação digital de serviços financeiros por meio da CURP Digital. Nessa leitura, a proposta também coloca pagamentos interoperáveis, terminais digitais e códigos QR como parte da mesma arquitetura regulatória.

O que mostra a agenda recente da CNBV?

Em paralelo, a CNBV vem impulsionando ajustes regulatórios para reforçar solidez, prevenção a fraudes e gestão de riscos no sistema financeiro. O Reporte Índigo informou que, ao longo do último ano, foram alteradas regras aplicáveis ao setor Sofipo em matéria de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento ao terrorismo, fraude e crimes cibernéticos, dentro de um processo conduzido pelo regulador.

O Economista acrescentou que a agenda recente para Sofipos incluiu medidas de resiliência, prevenção a fraudes e administração de riscos, além de capital e liquidez. A Bloomberg Línea, por sua vez, noticiou que algumas mudanças já entraram em vigor e que outras exigências deverão ser cumpridas a partir de 2027, com foco em capitalização, gestão de riscos, registros contábeis e liquidez.

Qual foi o peso da cibersegurança no Banxico?

O Banco do México destinou 1,0615 bilhão de pesos à cibersegurança nos onze anos anteriores à publicação da cobertura do El CEO. O valor incluiu itens para políticas e diretrizes normativas, avaliação da ciberresiliência do sistema financeiro e um mapa de cibersegurança vigente entre 2024 e 2026, segundo a publicação.

A própria CNBV também defendeu a digitalização dos pagamentos no debate legislativo. Em declarações feitas no Fórum Prosa 2026, o órgão afirmou que aceitar pagamentos digitais pode ser menos custoso do que operar com dinheiro em espécie, alinhado ao impulso regulatório que cerca a iniciativa.

Em que situação ficou a lei?

A comissão aprovou o parecer com mudanças e o enviou à Mesa Diretora para programação legislativa. O Economista informou que o parecer obteve 24 votos a favor e 4 contra na votação geral, enquanto La Verdad registrou 25 votos a favor, 4 contra e 0 abstenções na análise particular.

O Heraldo de México detalhou que a iniciativa prevê atribuições para o Banxico ligadas a transferências eletrônicas, aplicativos e serviços financeiros destinados a receber pagamentos por meio de códigos QR, mas que o texto avançou apenas na comissão. O Imparcial acrescentou, em uma versão não confirmada sobre o calendário, que o tema iria ao plenário na semana seguinte, embora esse prazo não apareça verificado nos resultados disponíveis.

Fontes

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