CiberLATAMbywhalemate

Argentina avança com regras para provedores

Governo prepara lei para infraestrutura crítica; deputados discutem maioridade digital aos 15 anos e municípios fixam regras para IA.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IAPublicado:4 min de leitura

O governo argentino prepara o envio ao Congresso de um projeto de Lei de Defesa da Soberania Nacional que incluiria regras para proteger infraestrutura crítica e exigir requisitos de segurança a fornecedores estratégicos. Em paralelo, uma deputada apresentou uma iniciativa para fixar a maioridade digital aos 15 anos e, em General Pueyrredon, um informe técnico oficial pediu cláusulas rígidas de dados para usar inteligência artificial.

O governo argentino prepara o envio ao Congresso de um projeto de Lei de Defesa da Soberania Nacional que incluiria um marco para proteger infraestrutura crítica e exigir requisitos de segurança para fornecedores que atuem em setores estratégicos. A medida responde a agendas de segurança impulsionadas pelos Estados Unidos diante da expansão tecnológica da China. A discussão ocorre ao mesmo tempo em que avança uma iniciativa sobre maioridade digital a partir dos 15 anos, um informe municipal sobre IA e um decreto recente ligado ao RIGI, que adiciona uma declaração jurada de compliance.

¿Qué cambia el proyecto de soberanía nacional?

A proposta amplia o alcance para além de Vaca Muerta e da disputa envolvendo a Huawei em Neuquén. O foco passa a ser toda a infraestrutura que o Estado definir como crítica. Segundo a cobertura da TN, o marco seria transversal para setores cuja interrupção possa afetar a segurança, a defesa, a economia ou serviços essenciais.

A iniciativa, de acordo com a Infobae, também prevê a criação de um Conselho de Segurança Nacional, com política de segurança obrigatória e transversal, além de um regime específico de proteção de infraestruturas críticas, aeroespaciais e marítimas. O iProfesional acrescentou que o projeto alteraria a Lei 26.659 para endurecer as sanções contra empresas ligadas a explorações não autorizadas na plataforma continental.

Nesse mesmo desenho, as sanções também alcançariam os fornecedores dessas companhias. Segundo a cobertura citada, o texto contemplaria a proibição de contratar com o setor público e privado argentino, além da possibilidade de julgamentos à revelia para infratores vinculados a atividades não autorizadas na plataforma continental. Em vídeos oficiais divulgados com os anúncios, também se detalha que o regime equipararia as penas aplicáveis a provedores tecnológicos às das empresas contratantes em projetos considerados de risco para a soberania.

A La Nueva informou, por sua vez, que o governo prepara um projeto de "Ley de Defensa de la Soberanía Nacional" com um marco para proteger infraestrutura crítica e estabelecer requisitos de segurança para fornecedores, em resposta a agendas de segurança dos Estados Unidos diante do avanço tecnológico chinês.

¿Qué incluye la agenda de mayoría digital?

A deputada nacional Carolina Basualdo apresentou na Câmara dos Deputados um projeto para estabelecer a maioridade digital na Argentina a partir dos 15 anos, com um modelo inspirado na França e uma lógica de corresponsabilidade entre famílias, Estado e empresas provedoras de serviços. A proposta busca regular o acesso de menores às redes sociais.

De acordo com o NewsDigitales, o texto obriga a verificação de idade e exige consentimento dos pais para menores de 15 anos, inclusive em plataformas com sede fora da Argentina, desde que ofereçam serviços no país. Também prevê multas entre 100 e 100.000 salários mínimos e a suspensão parcial ou total do serviço.

O mesmo projeto estabelece obrigações de design para as plataformas. Entre elas estão níveis mais altos de privacidade por padrão em contas de menores, desativação padrão de funções que estimulem o uso prolongado, ferramentas gratuitas de controle parental e mecanismos para acompanhar o tempo de conexão.

¿Qué pidió el municipio de General Pueyrredon para usar IA?

Um informe técnico oficial sobre a incorporação de inteligência artificial em General Pueyrredon recomendou que os contratos com empresas de tecnologia incluam cláusulas específicas sobre propriedade e disponibilidade de dados públicos, confidencialidade, segurança, rastreabilidade, acesso a registros, reversibilidade, auditoria e proibição de uso de dados municipais sem autorização para treinamento externo. O documento também pediu salvaguardas de governança e de conformidade em matéria de dados.

O relatório acrescentou critérios de proteção de dados pessoais, segundo a 0223. Entre eles estão minimização de dados, finalidade determinada, retenção limitada, anonimização ou pseudonimização quando aplicável e controles reforçados para informações sensíveis.

¿Qué aporta el Decreto 868/2026?

Radar Normativo informou que o Poder Executivo editou o Decreto 868/2026 na Cidade de Buenos Aires em 3 de setembro de 2026. A fonte não detalha em aberto seu vínculo específico com cibersegurança, proteção de dados ou compliance tecnológico, embora o relacione a diversas leis nacionais.

Em paralelo, o Blog del Contador apontou que o decreto 868/2026, ligado ao Regime de Incentivo para Grandes Investimentos, incorpora uma declaração juramentada específica para comprovar o cumprimento da Lei 26.659 sobre atividades hidrocarboníferas na Plataforma Continental Argentina. Esse passo adiciona uma camada formal de compliance para projetos que queiram entrar no regime de incentivos.

Fontes

Ver todas