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Argentina avança com nova lei de dados e Lei Ema

Projeto amplia alcance a empresas no exterior. Em Buenos Aires, a Lei Ema avançou contra a violência digital nas escolas.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IAPublicado:3 min de leitura

A Argentina voltou a movimentar sua agenda regulatória em duas frentes paralelas: um novo projeto de lei de proteção de dados, apresentado novamente em julho por Agustín Rossi, e a Lei Ema, que obteve meia sanção na Câmara de Deputados de Buenos Aires para prevenir a violência digital nas escolas.

A Argentina reativou seu debate regulatório com um novo projeto de lei de proteção de dados apresentado em 16 de julho de 2026 pelo deputado Agustín Rossi, e com a Lei Ema, que recebeu meia sanção na Câmara de Deputados da Província de Buenos Aires e seguiu para o Senado. Os textos tratam de temas diferentes, mas refletem uma agenda comum sobre tratamento de dados, violência digital e uso da tecnologia.

¿Qué cambia en el proyecto nacional de datos?

O projeto amplia o alcance territorial da norma para responsáveis e operadores de tratamento sediados no exterior quando lidarem com dados pessoais na Argentina, oferecerem bens ou serviços a pessoas localizadas no país, ou realizarem perfilamento, monitoramento ou controle de atos, comportamentos ou interesses de pessoas na Argentina. O escritório Marval, O’Farrell & Mairal também observou que o texto está em tramitação legislativa, embora não tenha detalhado número de expediente, casa de origem nem comissão.

A apresentação foi feita novamente por Agustín Rossi depois que a iniciativa original perdeu estado parlamentar. Segundo o escritório, o novo projeto também alcança atividades que fiquem sob o direito argentino por força do direito internacional ou de acordos contratuais. Em paralelo, uma coluna da La Nación afirmou que a reforma incorpora pela primeira vez, de forma sistemática, títulos específicos sobre crimes informáticos.

¿Qué delitos informáticos incorpora la reforma?

A coluna da La Nación menciona capítulos dedicados a phishing, dano a sistemas ou dados informáticos por ransomware, fraude por alteração do funcionamento de um sistema, acesso não autorizado a sistemas restritos e divulgação não consentida de imagens íntimas, conhecida como pornografia de vingança. O texto jornalístico não identifica o número da lei nem o estágio formal da tramitação parlamentar.

A mesma nota acrescenta que o projeto prevê um regime de compliance para empresas. Nessa leitura, companhias que comprovem controles internos robustos para prevenir crimes receberiam tratamento diferente daquelas desenhadas diretamente para cometê-los.

¿Qué pasó con la Ley Ema en Buenos Aires?

A Lei Ema obteve meia sanção na quinta-feira, 28 de agosto de 2026, na Câmara de Deputados da província de Buenos Aires e foi encaminhada ao Senado para continuar a tramitação. A iniciativa busca prevenir e abordar de forma integral a violência digital em ambientes educacionais da província.

Segundo LU9 Mar del Plata, La Posta Noticias e La Provincia en Vivo, o projeto cria um programa provincial de Prevenção e Abordagem Integral da Violência Digital em Âmbitos Educativos. Ele também inclui um inciso z bis na lei 13.688 de Educação Provincial para incorporar formação sobre uso responsável de tecnologias, consentimento, privacidade, direitos digitais e uso ético e crítico da inteligência artificial.

A proposta também prevê atualizar guias escolares e protocolos de atuação para casos de assédio em plataformas virtuais. Outro ponto central é a capacitação obrigatória e contínua em prevenção de violências digitais para todo o pessoal do sistema educacional.

¿Qué lectura dejan estas iniciativas?

As duas discussões mostram uma tentativa de organizar, por frentes distintas, problemas que já estão na agenda pública. No plano nacional, o foco recai sobre dados pessoais, extraterritorialidade e crimes informáticos. No provincial, a resposta mira escolas, formação e protocolos diante da violência digital.

Nesse mesmo mapa normativo, a Polifonía indicou que, ao menos até sua publicação, a Argentina ainda não contava com uma lei aprovada pelo Congresso sobre regulação de IA, com base no Dossiê Legislativo 2025 da Biblioteca do Congresso da Nação. Em paralelo, El Cohete a la Luna mencionou de forma crítica um pacote mais amplo que incluiria um RIGI ampliado, uma reforma de dados, regulações sobre lobby e disposições sobre sociedades automatizadas e DAOs, embora sem apresentar o texto legislativo nem o número dos projetos a que se refere.

Fontes

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