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CNBV libera SMS para autenticar operações bancárias

A regra entra em vigor em 2 de setembro de 2026 e autoriza SMS como fator de autenticação em bancos do México.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IAPublicado:3 min de leitura

A CNBV reformou as regras sobre operações por meios eletrônicos e definiu 2 de setembro de 2026 como a data de entrada em vigor da mudança que permite usar SMS como fator de autenticação para certas operações bancárias. O ajuste chega em meio a alertas do Banxico sobre fraudes que usam sua imagem, novas notificações de bancos e exigências maiores de KYC e cibersegurança para o setor financeiro.

A CNBV reformou os artigos 319 Bis 2, 319 Bis 3 e 319 Bis 5 das disposições aplicáveis às instituições de crédito em matéria de operações por meios eletrônicos, e definiu em um artigo transitório único que as novas regras sobre envio de fatores de autenticação e uso de SMS entram em vigor em 2 de setembro de 2026. A mudança afeta a banca no México e exige ajustes nos esquemas de verificação de operações digitais.

O que muda com a reforma da CNBV?

A resolução autoriza o envio de códigos de segurança por SMS para autenticar determinadas operações bancárias, segundo a própria CNBV e a cobertura da Expansión, ao mesmo tempo em que mantém a exigência de esquemas reforçados para operações de maior risco. A Revista Flow acrescentou que o objetivo é facilitar o uso da banca digital sem afrouxar os controles nas situações em que o risco é mais alto.

Essa mudança regulatória também foi resumida pela Zero Trust Consulting como uma ampliação do canal de autenticação bancária, com impacto na experiência do usuário e nos modelos de risco de entidades que operam com aplicativos móveis e agentes não presenciais. A publicação da CNBV no Diario Oficial de la Federación também fixa o momento exato de aplicação, 2 de setembro de 2026.

Quais outras obrigações pesam sobre as instituições financeiras?

As instituições não precisam apenas adaptar seus fatores de autenticação, elas também enfrentam exigências contínuas de identificação e verificação de clientes sob a LFPIORPI, segundo a Truora, que descreve um padrão de KYC que se estende antes e durante a relação com o cliente, e não só no início.

Em paralelo, empresas de tecnologia focadas no setor financeiro sustentam que cumprir os marcos regulatórios da CNBV em cibersegurança e proteção de dados exige evidência imutável de proteção da informação e continuidade operacional, em linha com controles técnicos como a ISO 27001, de acordo com a E-dea. O caso da Scram2k sobre um grupo financeiro mexicano ilustra esse nível de pressão regulatória: após uma auditoria da CNBV que detectou 47 vulnerabilidades críticas sem correção, a entidade implementou um SOC 24/7, adicionou uma plataforma de gestão de vulnerabilidades baseada em Fortinet e conseguiu remediá-las em 90 dias, além de automatizar relatórios regulatórios.

Como reagiu o sistema financeiro ao risco de fraude?

O Banco de México publicou em 5 de setembro de 2026 que nunca solicita informações pessoais ou financeiras por ligações, mensagens, e-mails ou redes sociais, e reiterou medidas de prevenção diante de tentativas de fraude que usam sua imagem. A Expansión informou depois que o Banamex também lembrou que não pedirá a instalação de aplicativos por meio de links enviados por SMS ou e-mails suspeitos.

Esse conjunto de alertas convive com a reforma de autenticação e com uma agenda mais ampla de digitalização financeira. O Ámbito observou que a CURP Digital desponta como mecanismo de confiança para comprovar identidade remotamente e que a CNBV, junto com a Fazenda e o Banco de México, teria funções específicas na regulação e operação de pagamentos e serviços financeiros dentro desse modelo. A Pagoralia, além disso, indicou que as contas N2 Bis poderão receber depósitos mensais de até 15.000 UDIS, com máximo de 3.000 UDIS em dinheiro, o que empurra o restante dos recursos para canais digitais supervisionados pela CNBV.

Fontes

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