CiberLATAMbywhalemate
Relatório de inteligência

Peru: panorama de cibersegurança, ago. 2026

Ransomware dominou agosto no Peru, com 64 fatos verificados, 25 casos de extorsão e 15 movimentos regulatórios, além de fraude e vazamentos na saúde.

1 de set. de 202619 min de leitura
Peru: panorama de cibersegurança, ago. 2026whalemateA plataforma para gerenciar o risco humano em cibersegurança.

Principais conclusões

Módulos mensais de referência

Estes módulos são preenchidos automaticamente com os fatos verificados e datados dentro do período. Cada um informa sua base e seu critério de contagem, de modo que os números sejam reconciliados entre os módulos. Esta é a leitura recorrente mês a mês; a análise posterior desenvolve os casos sem repetir este resumo.

Janela dos indicadores: 66 fatos datados em agosto de 2026 · 1 posteriores ao período (excluídos). Os fatos de meses anteriores são usados apenas como referência comparativa na análise, nunca como volume deste período.

CIBERLATAM / WHALEMATE Painel mensal de sinal verificado agosto 2026 · Peru Ameaça predominante: Ransomware (25 de 64 fatos). Cobertura: 66 fatos com data em agosto 2026 · 1 posteriores ao … FATOS VERIFICADOS 64 base do período: toda a contagem a partir de baixo mede-se sobre este total RANSOMWARE / EXTORSÃO 25 5 ativos criptografados confirmado · 7 apenas menção em leak site · 13 sem tipificação INCIDENTES SEM TIPIFICAÇÃO 10 brechas ou interrupções sem tipo de ameaça declarado FRAUDE / PHISHING 8 campanhas de fraude documentadas REGULAMENTAÇÃO 15 normas, resoluções ou sanções CVEs ÚNICOS 0 nenhum no material analisado (não implica ausência na região)
Painel mensal de sinal verificado — Base: 64 fatos verificados com data no período para o Peru.
MÓDULO FIXO MENSAL Distribuição por eixo de ameaça agosto de 2026 · Peru Cada ocorrência entra em apenas um eixo, por isso a soma é exatamente 64. "Incidentes sem tipificação" é o restante. Ransomware 25 Regulação 15 Incidentes 10 Fraude 8 Não classificado 6
Distribuição por eixo de ameaça — Cada ocorrência é atribuída a um único eixo conforme sua tipificação; a soma fecha com os 64 casos do período.
MÓDULO FIXO MENSAL Distribuição setorial de sinal agosto de 2026 · Peru Base: 64 fatos do período · soma 98 porque 22 fatos se classificam em mais de um setor. Setor público / OIV 28 Outros / sem setor identi… 17 Saúde 16 Tecnologia 11 Telecom 9 Finanças 8 Energia 7 Varejo / consumo 2
Distribuição setorial de sinal — Classificação heurística por setor da vítima. Um fato pode atingir mais de um setor, por isso a soma pode superar a base.
MÓDULO FIXO MENSAL Infraestrutura crítica no Peru agosto 2026 · Peru 5 dos 64 fatos do período atingem infraestrutura crítica. Um fato pode aparecer em mais de uma categoria. Setor público / governo 28 Energia / utilities 1 Telecom / conectividade 5
Infraestrutura crítica no Peru — Fatos verificados sobre setor público, utilities e serviços essenciais

Resumo executivo do mês no Peru

Agosto terminou no Peru com o ransomware como ameaça dominante e uma superfície de risco mais ampla do que em julho, marcada por 64 fatos verificados, 25 casos com foco em extorsão, 10 incidentes sem tipificação e 15 movimentos regulatórios. O mês combinou reclamações em leak sites contra organizações locais, fraude financeira de alto valor e uma sequência intensa de normas sobre privacidade, supervisão e segurança digital.

O caso mais visível do ponto de vista operacional foi a fraude contra a EsSalud Lambayeque, na qual foram denunciadas cinco transferências não autorizadas por S/ 1,406,991 após engenharia social e acesso remoto. Em paralelo, o setor de saúde ficou exposto pela multa da SUSALUD à Clínica Delgado pela divulgação do prontuário de Nadine Heredia, e pela inclusão do Centro Médico Especializado OSI em listas de ransomware atribuídas a Kazu, embora sem confirmação pública da vítima.

Em bancos e serviços financeiros, o mês mostrou dois planos distintos. De um lado, se multiplicaram alertas por spoofing, deepfakes, identidades sintéticas e fadiga de autenticação. De outro, a SBS e outros órgãos impulsionaram mudanças regulatórias sobre open finance, autorização de entidades, notificação eletrônica, limites operacionais e cooperação antifraude com o Ministério Público. O saldo é de pressão real sobre dados, identidade e canais de pagamento, com uma resposta institucional mais ativa do que em julho.

A leitura de risco para o país é alta, pela combinação de extorsão criminosa, fraude financeira, exposição de dados sensíveis e maior densidade regulatória. Não houve CVEs críticos mencionados no material analisado, mas isso não reduz a pressão operacional observada em setores como saúde, bancos, transporte e manufatura.

Panorama nacional do mês no Peru

Em agosto, o Peru apresentou um padrão de risco concentrado em extorsão, fraude digital e compliance. A principal ameaça foi o ransomware, com 25 de 64 ocorrências, mas o mês também registrou 8 casos documentados de fraude ou phishing e 15 movimentos regulatórios. Esse volume ajuda a explicar o tom do período, mais reativo do que preventivo.

O sinal de fundo é duplo. De um lado, os grupos criminosos seguiram explorando a combinação de falsificação de identidade, acesso remoto e sites de vazamento para monetizar tanto setores produtivos quanto serviços sensíveis. De outro, o Estado e os reguladores avançaram com normas sobre dados, continuidade, identidade digital, open finance e supervisão de terceiros, tentando fechar brechas de governança sem que ainda exista uma lei geral de cibersegurança em tramitação no Parlamento.

O recorte setorial se distribuiu por sete setores com ao menos um fato documentado, com saúde e finanças na dianteira. Também houve sinais em transporte, manufatura, setor público, telecomunicações e serviços digitais. Essa dispersão não significa homogeneidade do risco, porque várias das peças mais sensíveis foram casos de dados médicos, credenciais e contas institucionais.

No contexto regional, o Peru não foi exceção. A atividade de ransomware na América Latina continuou mostrando campanhas de leak site e dupla extorsão, e os relatórios técnicos citados colocam Qilin e Kazu entre os atores mais ativos de agosto. A diferença local esteve na combinação com uma agenda regulatória intensa e com incidentes de alto impacto reputacional em saúde e bancos.

Cronología de incidentes y medidas clave en Perú, agosto 2026Línea de tiempo con hitos del mes: fraude en EsSalud, ransomware en Movitecnica y Global Go, sanción a Clínica Delgado y normas de SBS e INACAL.EsSaludfraude de S/1,4 mi19 agoMovitecnicaQilin leak 19agoGlobal GoReivindicação do Killsec23 agoClínica Delgadomulta SUSALUD 26agoSBS e INACALmais normas27 a 31 ago
Cronologia de incidentes e medidas-chave no Peru, agosto de 2026 — Marcos verificáveis do mês: fraude, ransomware e regulação.

Indicadores do período no Peru

A tabela a seguir reproduz os indicadores calculados para agosto de 2026 com a base e a janela temporal informadas. Ela não inclui telemetria agregada, como incidentes, nem reinterpreta as categorias de ransomware além do que já foi tipificado no material.

Indicador Agosto 2026 Mês anterior Variação
Fatos verificados do período (base de todos os indicadores) 64 47 +17
Janela temporal dos indicadores 66 fatos com data em agosto de 2026 · 1 posteriores ao período (excluídos)
Incidentes sem tipificação (brechas ou interrupções) 10 14 -4
Casos com ransomware ou extorsão como eixo primário 25 25 sem बदलाव
Criptografia de ativos confirmada 5 n/d n/d
Apenas menção em leak site 7 n/d n/d
Tipificação não determinável com o material 13 n/d n/d
Casos de fraude ou phishing documentados 8 2 +6
Movimentos regulatórios documentados 15 1 +14
CVEs críticos mencionados 0 n/d n/d
Setores com pelo menos um fato documentado 7 6 +1
Ameaça predominante do mês Ransomware (25 de 64 fatos) Ransomware (25 de 47 fatos) sem mudanças
Fatos com confirmação direta da fonte 58% n/d n/d
Cifras de telemetria agregada excluídas do volume 2 (tentativas ou bloqueios agregados: não são incidentes com impacto confirmado) n/d n/d
Comparativa mensual de señal verificada en PerúBarras comparando julio y agosto de 2026 en hechos verificados, fraude o phishing e incidentes sin tipificar, con ransomware estable y regulación al alza.JulhoAgosto47 fatos64 fatos2 fraude8 fraude14 sem tipificação10 sem tipificação25 ransomware em ambos os mesesNota: comparação baseada nos indicadores fornecidos para agosto e na base do mês anterior.
Comparativo mensal de sinal verificado no Peru — Agosto superou julho em fatos, fraude e regulação, com ransomware estável.

Incidentes relevantes no Peru

Agosto registrou poucos incidentes com confirmação pública plena, mas vários com alto peso operacional ou reputacional. A evidência mais sólida se concentrou em saúde, bancos e serviços financeiros, com alegações de ransomware em sites de vazamento e uma fraude financeira de grande porte na EsSalud Lambayeque.

EsSalud Lambayeque e o desvio de S/ 1,4 milhões

A EsSalud denunciou cinco transferências bancárias não autorizadas de S/ 1,406,991 desde a Red Prestacional Lambayeque, em um caso que a própria cobertura descreve como golpe telefônico e digital com engenharia social e uso de acesso remoto. O episódio terminou com denúncias à Polícia, ao Ministério Público e medidas para bloquear as contas receptoras.

A sequência mostra um padrão clássico de abuso de confiança, não uma intrusão técnica sofisticada. Segundo as coberturas citadas, foram usadas ferramentas como AnyDesk e UltraViewer, senhas entregues por pessoal interno e falsificação de suporte bancário para operar sobre a conta institucional.

SUSALUD sanciona Clínica Delgado pela história clínica de Nadine Heredia

A SUSALUD aplicou uma multa de 13 UIT à Clínica Delgado por entregar a história clínica completa de Nadine Heredia ao Ministério Público sem consentimento nem ordem judicial. O caso virou o principal exemplo do mês de exposição indevida de dados de saúde e reabriu o debate sobre confidencialidade clínica e compliance.

A relevância do fato não está só na sanção. Ele também ficou como sinal regulatório para todo o setor de saúde, porque a própria comunicação do MINSA alertou para responsabilidades administrativas, civis ou penais por divulgar informações confidenciais de pacientes sem autorização.

Centro Médico Especializado OSI, alegação de ransomware atribuída a Kazu

O Centro Médico Especializado OSI apareceu em várias fichas de inteligência de ameaças como vítima atribuída ao grupo Kazu em 23 de agosto. As fontes coincidem no domínio centromedicoosi.com e na referência a dados médicos sensíveis ou uma possível exfiltração, mas o material não permite confirmar se houve criptografia de ativos, apenas um leak site ou uma filtragem consumada.

A divergência geográfica entre algumas bases de monitoramento, que alternam Peru e México, exige cautela no tratamento do caso. O que é verificável é a presença do nome da OSI no ecossistema de monitoramento de ransomware e sua caracterização como prestador de saúde com sede em Lima.

Movitecnica, alegação da Qilin e vazamento publicado

A Movitecnica foi listada pela Qilin em sites de vazamento e por vários agregadores como vítima no Peru em 19 de agosto. Neste caso, o material sugere publicação efetiva de informações, já que a Darkfield e outras fontes falam em status "data leaked", embora não haja confirmação pública da empresa.

A ficha disponível não detalha se houve criptografia operacional. Ela indica uma lógica de dupla extorsão, com pressão para negociar a partir da publicação de dados e referências a arquivos que incluiriam credenciais.

Global Go e a alegação da Killsec

A Global Go, empresa peruana de transporte, foi reivindicada pela Killsec em leak sites e agregadores de incidentes. Diferentemente do caso da Movitecnica, aqui a evidência abre espaço para uma exfiltração confirmada pela fonte de monitoramento, mas não há detalhes sobre volume nem tipo de informação, nem sinal público da vítima.

A classificação do caso segue como alegação não confirmada pela empresa. O valor informativo está na convergência de várias plataformas de monitoramento que coincidem em data, setor e país.

Ameaças e campanhas ativas no Peru

A pressão criminosa de agosto foi explicada mais pela combinação de extorsão, fraude e engenharia social do que pela exploração de vulnerabilidades técnicas. O ransomware continuou como eixo principal, mas o phishing e a falsificação de identidade ganharam visibilidade em bancos e meios de pagamento.

Ransomware e extorsão no Peru

O mês registrou 25 casos com ransomware ou extorsão como eixo primário, sendo 5 com cifragem confirmada, 7 apenas mencionados em leak site e 13 em que o material não permite determinar o impacto exato. Essa distribuição importa porque nem todos os casos implicam a mesma gravidade operacional.

No extremo mais sensível está o caso com cifragem confirmada, que no material do mês não aparece acompanhado de confirmação pública robusta da vítima. No outro extremo estão as entradas de leak site, nas quais o dado disponível é a alegação do ator e a publicação na plataforma de extorsão.

Kazu contra o setor de saúde

Kazu mostrou uma concentração clara em saúde. Em 23 de agosto, publicou várias vítimas sanitárias em um único dia, entre elas o Centro Médico Especializado OSI, e os relatórios técnicos descreveram uma campanha ampla contra hospitais, clínicas, telemedicina e software clínico. Para o Peru, isso deixa um alerta concreto sobre fornecedores de saúde e cadeias de suprimento de dados médicos.

O material não permite afirmar que a OSI sofreu cifragem de ativos. Permite dizer que houve alegação de dados médicos sensíveis e ameaça de divulgação, com estimativas de resgate em algumas bases de monitoramento.

Qilin contra manufatura e serviços

Qilin manteve a pressão sobre a Movitecnica e outros alvos regionais, com o caso peruano situado em manufatura. As fontes consultadas apontam dados publicados no leak site e o uso de dupla extorsão, com indícios de arquivos roubados que incluiriam credenciais.

A leitura operacional é que Qilin seguiu atacando organizações médias, com uma mistura de exfiltração e pressão reputacional. Não há elementos no material para afirmar interrupção de serviços no caso peruano.

Killsec e o transporte

Killsec reivindicou a Global Go, uma empresa de transporte, e os agregadores a classificam como incidente de data breach ou data leaked. Embora não haja confirmação pública da organização, o caso é útil para entender como o transporte também aparece exposto a campanhas que buscam monetizar informações internas ou credenciais.

A evidência não permite afirmar cifragem. O que se observa é a publicação em sites de vazamento e a continuidade da reivindicação em várias bases de ameaças.

Fraude digital e phishing em bancos

O Banco da Nação alertou sobre chamadas e mensagens fraudulentas com spoofing telefônico, enquanto a Infobae descreveu identidades sintéticas, deepfakes e fadiga de senhas como técnicas recentes de fraude digital em bancos do país. A face mais visível foi a falsificação de entidades, a manipulação do identificador de chamada e a tentativa de capturar chaves ou códigos de segurança.

Esses casos não são ransomware, mas compartilham o objetivo de acessar contas e esvaziar fundos. A combinação de IA, engenharia social e canais de mensagens ampliou a superfície de fraude sobre usuários e comerciantes.

Exposição de dados e brechas sem tipificação

A Kambista notificou uma possível exposição de dados sensíveis em sua infraestrutura em nuvem, embora tenha dito não ter encontrado evidência de exfiltração no momento do aviso. Esse tipo de caso entra na zona de incidentes sem tipificação porque não se verifica uma brecha consumada nem uma interrupção operacional.

O vazamento de dados de inteligência policial no Telegram e a circulação prévia de "Dirin leaks" também ficaram como sinal de exposição, mas sem um novo hack confirmado em 2026 segundo a própria PNP citada pela imprensa.

Vulnerabilidades críticas com impacto no Peru

Não houve CVEs críticos mencionados no material analisado para agosto de 2026. Isso não significa ausência de vulnerabilidades exploradas na região, apenas que nenhuma foi documentada nas fontes revisadas para este informe.

CVE Software Exploração Fonte
Não foram registrados CVEs críticos no material analisado n/d n/d Indicador do período

Regulação e conformidade no Peru

Agosto foi um mês de forte atividade regulatória. A SBS, o INACAL, a OSIPTEL, a SUSALUD, o Indecopi e a PCM avançaram em privacidade, continuidade, identidade, notificação, governança digital e proteção ao consumidor. O padrão confirma uma regulação que cresce mais rápido do que a lei-quadro de cibersegurança.

A SBS avançou em várias frentes. Entre elas estão a otimização da autorização de novas empresas financeiras e de seguros, a mudança do regulamento de notificação via caixa eletrônica, ajustes em limites de dinheiro em espécie e controles de risco, além de novas regras sobre acesso temporário ao histórico de crédito para entidades em trâmite. Também foram divulgadas propostas ligadas a open finance e a pagamentos previdenciários com carteiras digitais e aplicativos.

O eixo mais relevante para a segurança da informação foi o open finance. A Ozone API, com base na Resolução SBS N° 01747-2026, descreveu um modelo com políticas aprovadas pelo conselho, avaliação prévia de riscos, monitoramento contínuo de terceiros, contratos com cláusulas mínimas e relatórios periódicos à SBS. Em paralelo, a reforma de autorização de entidades financeiras introduziu pré-qualificação, prazos máximos e acesso controlado a relatórios de crédito consolidados durante a tramitação.

O INACAL aprovou a NTP-ISO/IEC 29100:2026, sobre privacidade, e a NTP-ISO/IEC 27031:2026, sobre preparação de TIC para continuidade dos negócios. São referências técnicas, não obrigações penais ou regulatórias por si só, mas indicam com clareza a direção de projetos de conformidade e resiliência.

A SUSALUD e o MINSA reforçaram o padrão de confidencialidade clínica após o caso Clínica Delgado. A OSIPTEL, por sua vez, determinou que a reativação do serviço móvel depois do roubo de celulares só ocorra após verificação de identidade, medida voltada a conter suplantações e fraudes associadas à recuperação de linhas.

Em consumo e privacidade, o Indecopi sancionou o Interbank por ligações spam e o BCP por violar a privacidade de um consumidor com comunicações de cobrança a terceiros. São decisões fora do campo estritamente cibernético, mas ajudam a ler o mês: a conformidade sobre tratamento de dados, contato comercial e consentimento permanece sob escrutínio contínuo.

Organismo Medida Impacto de segurança ou privacidade Fonte
SBS Reforma do regulamento de autorização de entidades financeiras e seguradoras Acesso temporário e controlado a relatórios de crédito, pré-qualificação e medidas de segurança El Peruano, Infobae Perú
SBS Convênio com o Ministério Público Maior intercâmbio de informações financeiras para fraude informática, extorsão e LA/FT El Peruano
SBS Alteração do regulamento de notificação via caixa eletrônica Ajustes de notificação e conformidade institucional Normas Legales Online
INACAL NTP-ISO/IEC 29100:2026 e NTP-ISO/IEC 27031:2026 Privacidade e continuidade dos negócios em TIC El Peruano, Andina
SUSALUD Multa à Clínica Delgado Confidencialidade de prontuários e dados de saúde La República, Infobae Perú
OSIPTEL Verificação de identidade para reativar linhas roubadas Prevenção de suplantação e fraude na recuperação do serviço OSIPTEL

Setores mais afetados no Peru

Saúde e finanças foram os setores mais sensíveis do mês, não apenas pela quantidade de ocorrências, mas pela gravidade do dano potencial. Saúde reuniu uma punição exemplar por confidencialidade, denúncias de ransomware contra um fornecedor especializado e o pano de fundo de vazamentos de dados médicos que continuam aparecendo no debate público.

Em finanças, a pressão não veio de um único incidente, mas de uma soma de fraude digital, phishing, mudanças regulatórias e alertas sobre identidade. A banca tradicional enfrentou spoofing, chamadas falsas, multas por comunicações não consentidas e campanhas que exploram deepfakes e identidades sintéticas. A SBS respondeu com regras mais rígidas sobre terceiros, risco operacional e acesso a informações sensíveis.

Transporte e manufatura também entraram no radar da extorsão. Global Go e Movitecnica mostram que os grupos de ransomware não ficaram restritos ao setor financeiro ou de saúde, e seguiram buscando organizações com dados comercializáveis e capacidade de pressão reputacional. Nos dois casos, o sinal público veio sobretudo de leak sites e agregadores especializados.

O setor público teve sua própria camada de exposição, com vazamentos de informação de inteligência policial e debate sobre capacidades institucionais frente ao cibercrime. Embora o material não confirme um novo ataque contra a DIRIN em agosto, ele mostra que os dados circulam e continuam exploráveis em canais abertos ou semipúblicos.

Tendências e sinais a monitorar no Peru

A comparação com julho mostra aumento claro na atividade verificada, de 47 para 64 fatos, com queda nos incidentes sem tipificação e forte alta em fraude, phishing e regulação. A ameaça predominante não mudou, segue sendo ransomware, mas o mês ficou muito mais concentrado em extorsão publicada, fraude financeira e normas de compliance.

A mudança mais visível está na regulação. Sair de 1 para 15 movimentos regulatórios em um mês não indica só mais boletins, mas também um Estado e supervisores mais rápidos na construção de regras para identidade digital, open finance, continuidade e tratamento de dados. Em paralelo, o avanço de normas técnicas sugere uma padronização crescente da linguagem de privacidade e resiliência.

Também mudou a composição da fraude. De 2 casos documentados em julho para 8 em agosto, a expansão foi puxada por campanhas de spoofing, falsificação de bancos e narrativas de deepfakes e identidades sintéticas. Isso aponta para um cenário em que o risco operacional se concentra mais em autenticação, atendimento ao cliente e recuperação de contas do que em malware puro.

Em ransomware, o volume se manteve em 25 casos, mas com outra visibilidade pública. Agosto trouxe mais sinais de leak site e extorsão do que de criptografia confirmada. É uma diferença importante para equipes de resposta, porque a pressão midiática e jurídica pode existir mesmo quando a interrupção não fica comprovada.

Recomendações para equipes de segurança no Peru

Os times de segurança devem priorizar controles sobre identidade, canais de atendimento e terceiros. O mês mostrou que o ataque mais caro nem sempre começa com malware, mas com uma chamada, um link ou uma credencial reutilizada.

Primeiro, vale reforçar a verificação fora de banda para operações sensíveis, recuperação de contas, mudanças de dados pessoais e reversão de acessos. Os casos de spoofing e de acesso remoto no EsSalud mostram que a engenharia social ainda basta para comprometer fundos ou habilitar transferências.

Segundo, saúde e finanças precisam de procedimentos específicos para dados sensíveis. Na saúde, a confidencialidade clínica deve ser tratada como controle operacional de primeira ordem, com rastreabilidade de acessos, validações de ordem judicial e manejo rigoroso de prontuários. No setor financeiro, o foco deve estar em autenticação baseada em risco, monitoramento de sessões e proteção contra fadiga de MFA.

Terceiro, os programas de terceiros precisam incluir monitoramento real e cláusulas claras. O marco de open finance e a reforma da SBS sobre novas entidades apontam para um ambiente em que a troca controlada de informações será mais frequente, mas também mais exposta a falhas de fornecedores, integrações frágeis e uso indevido de dados temporários.

Quarto, vale diferenciar resposta a ransomware de resposta a exposição. A menção em um leak site não prova criptografia, mas exige revisão de credenciais, tokens, acessos remotos e possíveis vazamentos de informação. Se houver também publicação de dados, a gestão jurídica e de comunicação passa para a primeira linha.

Perguntas frequentes

O que mudou mais no Peru entre agosto e julho: a fraude ou a regulação?

A regulação mudou mais. Em agosto, foram documentados 15 movimentos regulatórios, contra 1 em julho, enquanto os casos de fraude ou phishing subiram de 2 para 8. A combinação sugere mais resposta institucional e, ao mesmo tempo, mais atividade criminosa visível, como se vê em Regulación y cumplimiento en Perú e Tendencias y señales a monitorear en Perú.

Os casos de ransomware do mês sempre implicaram criptografia de sistemas?

Não. O material distingue 5 casos com criptografia confirmada, 7 apenas mencionados em leak site e 13 em que não é possível determinar o impacto exato. Por isso, uma denúncia de ransomware no Peru não equivale automaticamente a interrupção operacional. A tipificação aparece em Indicadores del período en Perú e Amenazas y campañas activas en Perú.

Quais setores ficaram mais expostos pela combinação de incidentes e normas?

Saúde e finanças foram os mais expostos. Saúde concentrou a multa à Clínica Delgado e o caso OSI atribuído a Kazu, enquanto finanças reuniu spoofing, fraude digital, mudanças na SBS e sanções por contato comercial indevido. A leitura cruzada está desenvolvida em Sectores más afectados en Perú e Regulación y cumplimiento en Perú.

Houve vulnerabilidades críticas exploradas no Peru durante agosto?

Nenhuma CVE crítica foi mencionada no material analisado. Isso não significa que não tenham existido vulnerabilidades exploradas na região, apenas que elas não apareceram documentadas nas fontes do mês. O detalhe está em Vulnerabilidades críticas con impacto en Perú e em Limitaciones del material.

Qual caso de agosto teve maior peso para saúde e privacidade?

O da Clínica Delgado, porque combinou uma multa da SUSALUD com o debate público sobre confidencialidade médica, dados sensíveis e obrigações de consentimento. Ao mesmo tempo, o caso OSI adicionou pressão por ransomware e possível vazamento de dados médicos. Os dois fatos se complementam em Incidentes relevantes en Perú e Amenazas y campañas activas en Perú.

O que um SOC peruano deveria observar depois de ler este relatório?

Deveria observar autenticação, contas privilegiadas, recuperação de linhas ou contas, uso de software de acesso remoto e exposição em leak sites. Também deve acompanhar a mudança normativa sobre terceiros, privacidade e continuidade. A resposta prática está resumida em Recomendaciones para equipos de seguridad en Perú, cruzada com os casos de EsSalud, Banco de la Nación e SBS.

Limitações do material

Este informe foi construído exclusivamente com o material fornecido para o Peru e agosto de 2026. A janela temporal dos indicadores inclui 66 fatos datados em agosto de 2026 e exclui 1 fato posterior ao período. Os fatos sem data confirmada não foram contabilizados.

Um indicador em 0, em particular o de CVEs críticos, significa que ele não apareceu no material analisado deste mês, não que não tenham existido vulnerabilidades críticas na região. O mesmo se aplica a qualquer categoria não observada: a ausência no relatório não equivale à ausência do fenômeno.

A base de cálculo dos indicadores é de 64 fatos verificados do período, e a ameaça predominante foi ransomware, com 25 de 64 fatos. Também foram excluídas 2 cifras de telemetria agregada, que correspondem a tentativas ou bloqueios automatizados e não a incidentes com impacto confirmado.

Ficaram fora do corpo, como evidência primária, as redes sociais de consumo e as publicações patrocinadas ou comerciais, salvo quando a informação foi corroborada por fontes permitidas e relevantes. Quando uma fonte era apenas uma alegação de leak site ou um relato não confirmado, o informe a tratou como tal e não a elevou a confirmação independente.

Fontes