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Paraguai discute lei para plataformas digitais

Condutores pedem mudanças no projeto que regula plataformas digitais no Paraguai. Debate inclui emprego, segurança e critérios oficiais.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IAPublicado:Atualizado 2 min de leitura

Condutores de plataformas no Paraguai pediram mudanças no projeto de lei que regula o setor, enquanto o Ministério do Trabalho recomendou rejeitá-lo sem alterações substanciais. O debate também inclui críticas à falta de estatísticas confiáveis sobre condutores e crimes digitais.

Atualização 25 de agosto de 2026: o debate sobre a lei para plataformas digitais no Paraguai ganhou questionamentos do Ministério do Trabalho e do MIC, que já haviam analisado ajustes a uma versão anterior do projeto. Também surgiram críticas pela falta de estatísticas confiáveis sobre ciberbullying e crimes digitais que afetam menores, além de dados incompletos sobre o universo de condutores.

Condutores de plataformas digitais pediram ao Congresso paraguaio que acelere a análise de um projeto de lei que busca estabelecer um marco jurídico uniforme para a prestação de serviços por meio de plataformas digitais em todo o território nacional. A proposta abre espaço para novas obrigações de conformidade para as empresas de tecnologia que operam no Paraguai.

O que busca o projeto?

Segundo o texto apresentado no Congresso, o objetivo declarado é organizar sob um mesmo esquema a prestação de serviços por meio de plataformas digitais em todo o país. Esse alcance não fica isolado do restante da estrutura regulatória, já que a futura norma poderá conviver e ser harmonizada com as obrigações transversais de proteção de dados e cibersegurança derivadas da Lei Nº 7593/2025.

O que mudou no debate político e institucional?

O projeto já foi revisado por diferentes atores estatais e sindicais, e o tom do debate ficou mais duro. O ABC Color informou que condutores de plataformas pediram mudanças no texto porque, na avaliação deles, ele blindava as empresas, e que a pasta estatal recomendou rejeitá-lo caso não sejam incorporadas alterações substanciais. O Ministério do Trabalho e o MIC, além disso, já haviam analisado ajustes a uma versão anterior do projeto em outubro de 2025.

Que dados oficiais faltam sobre o setor?

A discussão legislativa avançou em um mercado do qual não há um panorama estatístico completo. Uma reportagem do El País indicou que o Paraguai registra ao menos 25.000 condutores apenas no transporte de passageiros, mas sem dados oficiais sobre entregas nem sobre outras categorias. Paralelamente, um especialista citado pelo ABC Color questionou a falta de estatísticas confiáveis sobre ciberbullying e crimes digitais que afetam menores.

Cruzamento com proteção de dados e cibersegurança

A menção à Lei Nº 7593/2025 é relevante porque o novo marco paraguaio de proteção de dados pessoais já impõe uma base regulatória que as empresas terão de considerar ao operar com informações de usuários e condutores. Nesse cenário, uma lei setorial para plataformas digitais pode reforçar exigências de compliance, com impacto direto em processos internos, tratamento de dados e controles de segurança.

A interação entre as duas normas sugere que as empresas de tecnologia não olhariam apenas para o enquadramento trabalhista ou comercial da atividade, mas também para o cumprimento das regras de proteção de dados e cibersegurança. Se avançar, o projeto não substituirá esse marco transversal, mas se somará a ele e pode tornar mais exigente a operação das plataformas no Paraguai.

Fontes

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