Paraguai e EUA atribuem intrusão ao Flax Typhoon
Paraguai e EUA identificaram o Flax Typhoon em redes estatais paraguaias. Deputados pediram relatórios ao governo e ao Mitic.
Paraguai e Estados Unidos detectaram a presença de Flax Typhoon em redes estatais paraguaias após uma revisão conjunta de cibersegurança. A Câmara de Deputados pediu informes ao Executivo e ao Mitic sobre o alcance das infiltrações, os sistemas afetados e os dados comprometidos.
Atualização 23 de agosto de 2026: a revisão conjunta citada na nota foi detalhada com o nome do grupo identificado, Flax Typhoon, e com antecedentes regionais mais amplos sobre ciberespionagem ligada à China no Paraguai e em outros países da América Latina.
Paraguai e Estados Unidos fizeram uma revisão conjunta de cibersegurança nas redes estatais paraguaias e encontraram a presença de Flax Typhoon em sistemas do Estado. A atribuição recolocou no debate público a atividade de grupos ligados à China na infraestrutura governamental paraguaia.
O que a revisão conjunta detectou no Paraguai?
A inspeção identificou a presença de Flax Typhoon em redes governamentais paraguaias, segundo comunicação divulgada por Paraguai e pelo Comando Sul dos Estados Unidos em dezembro de 2024. A revisão faz parte de uma série de alertas sobre grupos vinculados ao governo chinês em sistemas estatais da região.
As autoridades paraguaias informaram publicamente que a inspeção identificou múltiplos atores de ameaça ligados à China e que as infiltrações afetaram diferentes sistemas do Estado. Essa confirmação abriu mais uma frente de disputa diplomática com Pequim, além do plano técnico, segundo as informações divulgadas pelas autoridades.
Que antecedentes regionais vieram à tona depois?
Relatórios posteriores ampliaram o mapa de atividade atribuída a grupos ligados à China na América Latina. Em abril de 2025, a Guatemala detectou a presença de APT15 em sistemas do Ministério das Relações Exteriores, durante uma revisão conjunta com o SOUTHCOM.
A Reuters informou em fevereiro de 2025 que a UNC2814 havia comprometido ao menos 53 organizações em 42 países, com foco em órgãos governamentais e empresas de telecomunicações. Depois, o Google disse ter interrompido a UNC2814, também identificada como Gallium, e afirmou que o grupo tinha acesso confirmado a 53 entidades em 42 países, com suspeita de acesso em pelo menos 22 países adicionais no momento da intervenção.
A CrowdStrike afirmou em seu Relatório do Panorama de Ameaças na América Latina para 2025 que, em 2024, as atividades de coletivos ligados ao PCCh cresceram 150% em relação ao ano anterior. O relatório também identificou Vixen Panda, Aquatic Panda e Liminal Panda como atores ativos contra alvos de governo, telecomunicações e defesa.
A ESET Research, em sua análise regional, disse que os grupos ligados à China ampliaram sua atividade na América Latina e citou Argentina, Equador, Guatemala, Honduras e Panamá entre os países afetados por FamousSparrow no período de abril a setembro de 2025 revisado. O mesmo levantamento descreveu a região como um foco relevante de espionagem alinhada à China, mais sustentado e amplo do que antes.
O que pediu a Câmara de Deputados?
A Câmara de Deputados do Paraguai formalizou um pedido de informações ao Poder Executivo e ao Ministério de Tecnologias da Informação e Comunicação, o Mitic, para que detalhem o alcance real dos incidentes, os sistemas e dados comprometidos e os indicadores técnicos que sustentam a atribuição a atores chineses. Também pediu esclarecimentos sobre o alcance específico da cooperação com agências de inteligência e cibersegurança dos Estados Unidos.
O pedido legislativo solicitou ainda cópia integral do comunicado oficial conjunto entre o Mitic e o governo americano sobre a infiltração, junto com todos os relatórios técnicos, auditorias e estudos que embasam a atribuição. Entre os elementos mencionados estão endereços IP, assinaturas digitais e ferramentas que, segundo a apresentação parlamentar, teriam sido usadas por grupos ligados ao governo chinês.
Quais outras medidas e respostas vieram depois?
Deputados também cobraram informações sobre as medidas de mitigação e de fortalecimento da cibersegurança estatal que o Mitic diz ter adotado após detectar as infiltrações. O pedido inclui, ainda, a comunicação enviada à Procuradoria-Geral do Estado para eventuais ações legais.
A China respondeu oficialmente rejeitando as acusações de Estados Unidos e Paraguai sobre a participação de agentes ligados a Pequim na intrusão aos sistemas do governo paraguaio. O governo chinês classificou as acusações como infundadas e reafirmou sua posição contrária a ciberataques.
A Diálogo Americas também informou que Paraguai e SOUTHCOM já haviam identificado Flax Typhoon em uma revisão conjunta no fim de 2024, e que esse antecedente voltou a ser citado depois em coberturas da DPL News e da Infobae sobre ataques cibernéticos atribuídos a atores ligados à China em sistemas estatais paraguaios.
Fontes
- Diputados pide informes sobre supuestos ciberataques de China al Gobierno de Santiago Peñaabc.com.py· ABC Color
- Estados Unidos y Paraguay detectaron infiltraciones cibernéticas de actores vinculados a China en sistemas estatales paraguayosinfobae.com· Infobae
- Paraguay atribuye ciberataques a China y abre una nueva disputa con Pekínnotipress.mx· NotiPress
- China nega acusação de ataque hacker contra o Paraguaiexame.com· Exame
- Paraguay | Declaración Conjunta sobre Operaciones Cibernéticas Maliciosas dirigidas al Gobiernodplnews.com· DPL News
- Ciberespionaje de China en Latinoamérica: Amenaza realdialogo-americas.com· Dialogo Americas
- China refuerza el ciberespionaje en Latinoamérica y Ucraniadefensa.com· Defensa.com
- Google disrupts Chinese-linked hackers that attacked 53 groups globallyreuters.com· ReutersURL não verificada
- China's Cyber Espionage in Latin America: A Real Threatdialogo-americas.com· Diálogo Americas
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- Espionaje cibernético chino expone riesgos para la infraestructura crítica de Latinoaméricadialogo-americas.com· Dialogo Americas
- Estados Unidos y Paraguay detectaron infiltraciones cibernéticas de actores vinculados a China en sistemas estatales paraguayosinfobae.com· Infobae



