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Fraude digital na América Latina avança

Relatórios citados por TransUnion, Zimperium e Sovos apontam mais fraude digital na região, com foco em malware móvel, phishing

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IAPublicado:3 min de leitura

Um informe atribuído à Zimperium diz que 21 famílias de malware móvel miram 68 apps bancários e fintech em 12 países da América Latina. Em paralelo, estudos citados na região registram mais fraude digital, com phishing, abuso de OTP e deepfakes em alta no México e no Chile.

Um informe atribuído à Zimperium afirma que 21 famílias de malware móvel estariam voltadas a 68 aplicativos bancários e fintech em 12 países da América Latina. O material também descreve abuso de acessibilidade, sobreposições de tela, interceptação de OTP e tomada de controle do dispositivo como recursos para roubar credenciais e viabilizar transferências fraudulentas.

O que mostram os relatórios regionais sobre fraude digital?

Os dados disponíveis apontam para uma combinação de phishing, ligações fraudulentas, malware móvel e falsificação de identidade assistida por inteligência artificial. A República informou, citando o mais recente relatório de tendências de fraude da TransUnion, que 41% dos adultos entrevistados na América Latina disseram ter sido vítimas de alguma tentativa de fraude digital, e que o phishing foi o principal esquema. Além disso, 27% relataram ter recebido uma ligação com o objetivo de extrair informações.

Em outra frente, a Sovos afirmou que a inteligência artificial amplia as possibilidades de fraude de identidade por meio de deepfakes, identidades sintéticas e outras formas de falsificação. O mesmo texto mencionou que a CONDUSEF registrou mais de 35.000 reclamações por possível fraude financeira entre janeiro e maio de 2026.

Quais técnicas estão sendo usadas pelos atacantes?

Os ataques descritos combinam engenharia social e manipulação técnica do dispositivo ou da identidade da vítima. O material atribuído à Zimperium fala em abuso de acessibilidade, sobreposições de tela, captura de OTP e tomada de controle do equipamento para esvaziar contas ou habilitar transferências não autorizadas. Em paralelo, Marcelo Wong, chefe nacional de Cibercrime da Polícia de Investigações do Chile, alertou que a IA torna mensagens de phishing mais convincentes e permite suplantar identidades em videochamadas com imagens, áudios ou vídeos manipulados em tempo real.

A Silent4Business, segundo artigos reproduzidos por veículos mexicanos, descreveu três modalidades de falsificação com IA em serviços financeiros: identidades sintéticas para se passar por clientes, voz ou vídeo manipulados para imitar executivos e sites, domínios ou perfis falsos que aparentam pertencer a instituições financeiras. A mesma empresa recomendou testes de vida, análise de comportamento e autenticação multifator resistente a phishing, além de verificar solicitações sensíveis por canais independentes.

O que dizem os dados do México e do Chile?

No México, os relatórios citados mostram mais pressão sobre o sistema financeiro e sobre os usuários. Código Espagueti informou, com base no Norton LATAM Cybersecurity Landscape Study 2026, que 83% dos adultos entrevistados no país enfrentaram alguma ameaça cibernética nos 12 meses anteriores e que 20% ativavam sempre a autenticação de dois fatores. O Infobae México, citando o Facephi Observatory, apontou que durante 2025 o sistema financeiro mexicano registrou mais de 108.000 denúncias por fraude digital e prejuízos superiores a 11.300 milhões de pesos.

O mesmo veículo acrescentou, com base no Informe de Fraude de Identidade da Entrust, que os deepfakes responderam por um em cada cinco tentativas de fraude biométrica. A Verafin, por sua vez, disse que em 2025 ocorreram aproximadamente 8,1 milhões de casos de fraude no México, dos quais 4,6 milhões seriam fraude bancária e 3,6 milhões fraude ao consumidor, embora o resultado não identifique claramente o estudo primário nem sua metodologia.

No Chile, a discussão se concentrou em como conter a fraude sem piorar a experiência do cliente. A MadBoxPC relacionou a prevenção de fraude de identidade em bancos e seguradoras à autenticação reforçada de clientes prevista na Norma 538 da Comisión para el Mercado Financiero, e descreveu o uso combinado de biometria facial, leitura NFC de documentos e OCR como mecanismos de verificação propostos pela empresa citada.

Fontes

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