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Exército Argentino aparece no leak site da Qilin

Qilin vinculou o Exército Argentino ao seu site de vazamentos em 24 de julho. Há indícios de credenciais expostas, mas sem brecha confirmada.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IA28 de jul. de 20263 min de leitura

Qilin acrescentou o "Exército Argentino" ao seu site de vazamentos em 24 de julho de 2026, em uma entrada que a IntelFusions classifica como não verificada e usada para pressionar o suposto alvo. Ao mesmo tempo, a Dexpose informou que o grupo reivindicou publicamente um ataque ao domínio oficial argentina.gob.ar/defensa/ejercito, enquanto a Ransomware.live registrou atividade de infostealer em contas associadas e um volume superior a 200.000 usuários comprometidos.

Qilin adicionou o "Exército Argentino" ao seu site de vazamentos em 24 de julho de 2026. A IntelFusions ressalta que se trata de uma entrada não verificada, usada para pressionar o suposto alvo, e não de uma violação confirmada.

O que se sabe sobre o caso

A Dexpose informou que, em 24 de julho de 2026, a Qilin reivindicou publicamente um ataque contra o domínio oficial do Exército Argentino, argentina.gob.ar/defensa/ejercito, e ameaçou expor dados militares sensíveis. A publicação coincide no tempo com o registro visto no site de vazamentos.

A Ransomware.live, por sua vez, mostra uma ficha específica de "Exército Argentino" atribuída à Qilin, descoberta no mesmo 24 de julho. A ficha faz referência ao domínio oficial do Exército e aponta atividade de infostealer em contas associadas, o que reforça que houve ao menos comprometimento de credenciais, embora a intrusão principal não esteja verificada.

A mesma fonte estima que a entrada associada à Qilin corresponde a um ataque datado de 24 de julho de 2026 e lista mais de 200.000 usuários comprometidos em atividade de infostealer relacionada. Esse volume sugere um risco alto de reutilização de credenciais e um possível vetor de acesso para operadores de ransomware.

Contexto da atividade da Qilin

A IntelFusions registrou que a Qilin publicou 27 listings entre 22 e 25 de julho em seu site de vazamentos, dentro de uma tendência de cerca de 120 claims no último mês. Nesse contexto, o caso do Exército Argentino aparece em meio a uma fase de atividade global elevada do grupo.

A mesma publicação descreve a Qilin, também conhecida como Agenda, como uma operação de ransomware-as-a-service ativa desde 2022. O modelo combina um núcleo que mantém o cifrador e a infraestrutura do leak site, enquanto afiliados executam as intrusões em troca de uma parte do resgate.

A IntelFusions acrescenta que a Qilin é conhecida por atacar servidores de virtualização VMware ESXi e a vincula ao incidente de 2024 que interrompeu serviços de análise de sangue em hospitais de Londres. Esse antecedente ajuda a contextualizar o tipo de ambiente que o grupo costuma explorar.

A situação na Argentina

Nos últimos 12 meses, a IntelFusions registrou 62 claims em sites de vazamento de ransomware contra organizações argentinas, distribuídos entre 17 grupos diferentes. O número sugere que a quantidade real de vítimas no país pode superar os casos visíveis em painéis mais restritos, como o Pulse.

A Ransomware.live também registra entre 169 e 174 vítimas atribuídas à Argentina em seu mapa interativo, bem acima das 10 vítimas recentes exibidas no painel do Pulse. Para o ecossistema local, isso indica que a atividade contra organizações argentinas é mais ampla no tempo e mais distribuída entre grupos do que mostram alguns conjuntos de dados parciais.

A RansomLook, por sua vez, registra mais de 32.000 publicações de ransomware desde 2022 e coloca a Qilin entre os grupos mais ativos, com 14,9% dos posts em sua amostra recente e aumento superior a 200% na última semana. O caso do Exército Argentino se insere nesse pico global de atividade.

Fontes

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