CiberLATAMbywhalemate

Colômbia: golpes com deepfakes

Vídeos falsos com IA imitam figuras públicas na Colômbia para pedir dados pessoais

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IAPublicado:2 min de leitura

Veículos colombianos relataram golpes que usam vídeos deepfake para copiar rosto e voz de pessoas reais e levar usuários a falsas promessas de investimento, criptomoedas ou pedidos de doação. A cobertura também descreve como a fraude financeira pode combinar suplantação de identidade, documentos falsos e sinais de análise avançada para identificar comportamentos suspeitos.

Veículos colombianos relataram uma modalidade de golpe que usa vídeos deepfake para imitar o rosto e a voz de pessoas reais. As publicações falsas buscam dados pessoais, informações bancárias ou dinheiro por meio de investimentos e ofertas inventadas. A mesma linha de fraude aparece em outra cobertura local, que trata de vídeos hiper-realistas gerados com inteligência artificial para se passar por figuras públicas e promover falsas promessas de investimento, criptomoedas, ofertas comerciais ou pedidos de doação.

O que fazem esses vídeos falsos?

Essas montagens alteram gravações originais ou geram peças novas com IA para fazê-las passar por mensagens verossímeis de pessoas conhecidas. Segundo a La Silla Vacía, um vídeo atribuído a um apresentador e a figuras públicas colombianas foi verificado como falso, e o material editado levava usuários a páginas onde deveriam entregar dados pessoais.

O alerta de Semana e El País Cali segue o mesmo padrão operacional, usar a imagem de terceiros para ganhar confiança e empurrar a vítima a preencher formulários, investir em supostos produtos ou responder a um pedido de dinheiro. Nos dois casos, o objetivo final é financeiro ou o roubo de dados bancários.

Que técnicas aparecem na fraude financeira?

Uma reportagem da Semana sobre fraude financeira na Colômbia apontou que a inteligência artificial pode ser usada para suplantar identidades, falsificar documentos e burlar mecanismos de autenticação. A mesma cobertura acrescentou que a detecção da fraude também pode contar com análise avançada, com sinais como mudanças incomuns de hábitos, dispositivos desconhecidos e novos destinatários.

A lógica é preventiva. Em vez de esperar o dinheiro ser movimentado, o controle tenta detectar padrões anômalos antes que a operação seja concluída. O material disponível não descreve uma resposta oficial única da Colômbia, mas situa a análise comportamental como uma ferramenta relevante diante de tentativas de suplantação e fraude digital.

Que outros casos da região apareceram no levantamento?

A Tecnogus, citando pesquisadores da ESET América Latina, descreveu uma rede regional de golpes de investimento que usava anúncios patrocinados no Gmail, páginas que imitavam veículos de comunicação e clonagem de voz com IA. A cobertura recomendou avisar o banco, guardar evidências e denunciar às autoridades de crimes informáticos.

O relatório não confirma vítimas nem valores especificamente colombianos, mas mostra que as campanhas combinam várias camadas de engano, da publicidade segmentada aos clones de voz. Em paralelo, a DPL News informou, com atribuição ao ColCERT, que os criminosos usam IA para tornar as campanhas mais precisas e mais difíceis de detectar, e que a fraude representou quase 80% dos incidentes atendidos pela equipe nos dois anos anteriores, embora esse dado não tenha sido confirmado pelo documento oficial nem pela metodologia usada para calculá-lo.

Fontes

Ver todas