Colômbia entra na mira do StrikeShark
Kaspersky detectou o StrikeShark, campanha com SharkLoader que alcança a Colômbia. No Brasil, a ANY.RUN reportou abuso de infraestrutura oficial.
Kaspersky identificou o StrikeShark, uma nova campanha de ciberataques que usa o malware SharkLoader para se infiltrar em órgãos governamentais, entidades diplomáticas, empresas de software e outras organizações na Ásia, Europa e América Latina, incluindo a Colômbia.
StrikeShark sob investigação
A Kaspersky identificou uma nova campanha de ciberataques, batizada de StrikeShark, que usa um malware até então não documentado, chamado SharkLoader, para se infiltrar de forma sigilosa em órgãos governamentais, entidades diplomáticas, empresas de desenvolvimento de software e outras organizações na Ásia, Europa e América Latina, incluindo a Colômbia.
Segundo a informação divulgada pela Kaspersky, a operação afeta, entre outros, órgãos governamentais em Taiwan e entidades diplomáticas, empresas de desenvolvimento de software e outras organizações em Hong Kong, Líbano, Síria, Colômbia, Macedônia do Norte, Nepal e Sérvia. A empresa afirmou ainda que a origem do StrikeShark continua sob investigação e que, por enquanto, não atribui a campanha a nenhum grupo conhecido de Ameaças Persistentes Avançadas, ou APT.
Brasil, infraestrutura oficial abusada
Em paralelo, a ANY.RUN detectou outra campanha recente, chamada PhantomEnigma, que comprometeu infraestrutura governamental legítima no Brasil. De acordo com essa análise, os invasores abusaram de domínios .gov.br e de contas de e-mail oficiais para distribuir malware a organizações bancárias e do setor público.
O relatório da Q2B Studio, que cita a análise da ANY.RUN, indica que portais governamentais brasileiros e contas oficiais foram comprometidos para enviar links maliciosos que pareciam legítimos. O objetivo era atingir alvos do setor financeiro e do setor público por meio do uso dessa infraestrutura confiável.
Nesse caso, o relatório se concentra nas técnicas de comprometimento e no impacto sobre bancos e setor público, mas não atribui de forma explícita a campanha a um grupo APT conhecido nem a um ator estatal específico.
Casos com atribuição em aberto
Os dois relatórios mostram um contraste claro. O StrikeShark tem alcance confirmado na Colômbia e em outros países da região, mas ainda não tem atribuição a um grupo conhecido. Já o PhantomEnigma afeta o Brasil por meio de infraestrutura governamental comprometida e também segue sem atribuição pública definitiva.
Fontes
- [April-19-2026] Daily Cybersecurity Threat Reportthedailytechfeed.com· The Daily Tech Feed
- Infraestructura gubernamental comprometida: ANY.RUN descubre campaña PhantomEnigmaq2bstudio.com· Q2B Studio



