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CMF endurece segurança bancária no Chile

A CMF ativou a NCG 583, que acaba com a tarjeta de coordenadas e exige autenticação reforçada em transferências e cadastro digital.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IAPublicado:3 min de leitura

A Comissão para o Mercado Financeiro do Chile entrou em vigor com a Norma de Caráter Geral 583, que elimina a tarjeta de coordenadas e obriga o uso de autenticação reforçada de clientes em transferências eletrônicas e nos processos de cadastro digital. A medida eleva os padrões para pagamentos e operações bancárias eletrônicas.

A Comissão para o Mercado Financeiro do Chile colocou em vigor a Norma de Caráter Geral nº 583, que elimina o uso da tarjeta de coordenadas e passa a exigir mecanismos de Autenticação Reforçada de Clientes em transferências eletrônicas e nos processos de cadastro digital. A norma eleva os padrões aplicados a pagamentos e operações bancárias eletrônicas.

¿Qué exige la nueva norma de la CMF?

A NCG 583 determina que a autenticação reforçada deve se basear em pelo menos dois de três elementos, algo que o cliente sabe, algo que possui ou uma característica inerente. Na prática, a regra busca evitar que as operações dependam de um único fator de verificação.

Segundo a AS Chile, a mudança já entrou em vigor e aposentou a tarjeta de coordenadas nas operações bancárias. A publicação também informou que a exigência vale tanto para transferências quanto para o cadastro digital.

¿Qué antecedentes tuvo este cambio?

A entrada em vigor havia sido adiada em um ano em relação à data originalmente prevista para 1º de agosto de 2025, segundo a AS Chile, devido ao impacto que poderia ter sobre idosos. Esse contexto explica por que a transição para os novos mecanismos não ocorreu de forma imediata.

¿Cómo encaja con el resto del marco regulatorio financiero?

A NCG 583 chega em um momento em que a regulação chilena sobre bancos e cibersegurança avança em várias frentes ao mesmo tempo. A Lei Marco de Cibersegurança nº 21.663 está sendo coordenada pela CMF e pela Agência Nacional de Cibersegurança no Plano de Regulação 2026 2027, com efeitos sobre agentes financeiros considerados prestadores de serviços essenciais.

No mesmo marco, os comentários recentes sobre a lei definem prazos rígidos para reportar incidentes com impacto significativo. Os prestadores de serviços essenciais devem avisar o CSIRT Nacional em até três horas após tomar conhecimento do incidente, atualizar as informações em no máximo 72 horas e entregar um relatório final em até 15 dias corridos.

Além disso, os operadores de importância vital precisam manter gestão contínua de segurança, planos de continuidade, exercícios periódicos, programas de capacitação e um delegado de cibersegurança. Esses requisitos também alcançam infraestruturas financeiras classificadas como de importância vital.

¿Qué otras obligaciones financieras quedaron sobre la mesa?

A discussão regulatória não se limita à autenticação. Uma coluna sobre privacidade financeira afirmou que a nova lei de proteção de dados transforma a informação financeira em dado pessoal sensível e submete seu tratamento a princípios de legalidade, finalidade e proporcionalidade.

A isso se soma o fato de que a CMF adiou pela segunda vez a entrada em vigor da Circular nº 2.364 sobre créditos a diretores de bancos, e definiu 26 de dezembro de 2026 como nova data. Em paralelo, o regulador apresentou um pacote de propostas para modernizar o mercado financeiro chileno, com mudanças para facilitar o uso de modelos internos de medição de risco de crédito na banca.

A mesma fonte indicou que esses modelos internos podem exigir controles adicionais de governança de risco e validação de modelos para as entidades financeiras.

Fontes

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