Chile reforça resposta ao fraude financeira
A CMF denunciou cinco entidades por suspeita de fraude, enquanto Chile amplia coordenação e avança na regulação de stablecoins.
A Comissão para o Mercado Financeiro denunciou ao Ministério Público cinco entidades que ofereciam crédito por sites, aplicativos e WhatsApp, após detectar indícios de fraude contra pessoas em busca de financiamento no Chile. O caso ocorreu em paralelo à criação de uma mesa nacional contra a fraude financeira transnacional, a um convênio intersetorial assinado por autoridades chilenas e à decisão do Banco Central de submeter a consulta um novo marco para stablecoins.
A Comissão para o Mercado Financeiro denunciou ao Ministério Público cinco entidades que ofereciam crédito por sites, aplicativos e WhatsApp, depois de identificar indícios de fraude contra pessoas interessadas em obter financiamento no Chile. A apresentação foi conhecida ao mesmo tempo em que o país avançou na criação de uma mesa nacional contra a fraude financeira transnacional, em um convênio intersetorial assinado por autoridades chilenas e na decisão do Banco Central de submeter a consulta um novo marco para stablecoins.
¿Qué motivó la denuncia de la CMF?
A CMF agiu após detectar indícios de fraude em ofertas de crédito divulgadas por canais digitais, segundo o órgão e a cobertura local independente. O caso envolveu cinco entidades que captavam possíveis vítimas por sites, aplicativos e WhatsApp, esquema que levou a denúncia ao Ministério Público.
O Diário Estrategia divulgou o alerta como um aviso público sobre os múltiplos canais digitais usados para captar vítimas, enquanto a CMF formalizava a apresentação por supostos delitos de fraude. O ponto de partida foi a oferta de financiamento a pessoas interessadas em obter crédito no Chile.
¿Qué coordinación nueva activó Chile contra el fraude?
O Ministério Público e entidades públicas e privadas do Chile constituíram a Mesa Nacional contra a Fraude Financeira Transnacional para coordenar prevenção e persecução de crimes por meio de troca de informações e colaboração interinstitucional. A instância reuniu a ANCI, a CMF, o SII, o SERNAC, a UAF, o BancoEstado, a ABIF, a ARF e o NIC Chile.
Segundo o Chócale, a mesa também vai habilitar uma plataforma administrada pelo Ministério Público para compartilhar estatísticas, tendências, fenômenos criminais e dados agregados sobre fraudes financeiras. Em paralelo, o SERNAC informou a assinatura de um convênio para estabelecer um marco estratégico de cooperação e coordenação intersetorial voltado a prevenir, detectar e perseguir de forma eficaz a fraude financeira no Chile.
¿Qué cambia para la regulación financiera y cripto?
O Banco Central do Chile informou que colocará em consulta pública um novo marco regulatório para stablecoins, com condições para sua emissão no país quando puderem ser usadas como meio de pagamento. O órgão acrescentou que a Lei Fintec lhe deu atribuições para regular sua emissão e funcionamento como meio de pagamento dentro de sua política de sistemas de pagamento e estabilidade financeira.
Esse movimento se apoia em um perímetro regulatório que a Lei 21.521, em vigor desde janeiro de 2023, criou para o ecossistema fintech e que a CMF implementou durante 2023 e 2024 com exigências de governança, transparência e prevenção à lavagem de dinheiro para emissores e plataformas registradas como provedores de serviços de ativos virtuais, segundo a Unknown Gravity.
¿Cómo se enlaza esto con la ciberseguridad y el fraude digital?
A FinteChile afirmou que, sob o sistema de finanças abertas chileno, todos os participantes deverão cumprir os mesmos padrões de segurança, o que implica obrigações homogêneas de cibersegurança para bancos, fintechs e outros atores financeiros regulados. Nesse contexto, o Banco Central informou que as operações desconhecidas ou denunciadas como fraudulentas por clientes bancários somaram US$ 98 milhões no primeiro semestre de 2026, com alta anual de 26%.
O dado foi apresentado pelo próprio Banco Central em um cenário de maior uso de meios eletrônicos de pagamento. A combinação de denúncias por fraude, coordenação pública e privada e novos marcos para stablecoins mostra como o Chile está ajustando seu cumprimento financeiro diante de riscos digitais já incorporados ao sistema.
Fontes
- CMF denuncia a cinco entidades por estafamsn.com· MSN / Comisión para el Mercado Financiero (CMF)
- Presidente de FinteChile: “La Tasa Máxima Convencional genera una distorsión de mercado per se y es antiintuitiva”fintechile.org· FinteChile
- Entidades públicas y privadas crean mesa contra el fraude financiero transnacionalchocale.cl· Chócale
- CMF alerta y denuncia por presuntos delitos de estafa a entidades que ofrecen créditos en sitios webdiarioestrategia.cl· Diario Estrategia
- Postergar la Ley de Datos Personales: un síntoma, no una solucióntrendtic.cl· TrendTIC
- Ciberseguro en Chile: Guía para Empresas ante la Ley 21.719exigetuseguro.cl· Exígete Seguro
- Autoridades firman convenio que permitirá constituir una mesa nacional contra el fraude financiero transnacionalsernac.cl· SERNAC
- Presentación del Informe de Sistemas de Pago 2026 - Banco Central de Chileyoutube.com· Banco Central de Chile
- Tokenización de activos en Chile: Ley Fintech y CMFunknowngravity.com· Unknown Gravity
- Chile: Ley de Protección de Datos e Inteligencia Artificial, el doble desafío que enfrentan las empresascompliancelatam.legal· Compliance Latam
- Informe de Sistemas de Pagobcentral.cl· Banco Central de Chile



