Chile endurece ARC em transferências digitais
A CMF passou a exigir Autenticação Reforçada de Clientes em transferências e pagamentos digitais no Chile, em meio a alertas de fraude.
A CMF começou a aplicar de forma rígida a norma de Autenticação Reforçada de Clientes para transferências eletrônicas e pagamentos digitais no Chile. A medida, apresentada como resposta à fraude digital e à suplantação de identidade, também implica o abandono das tradicionais tarjetas de coordenadas de plástico para a grande maioria dos usuários.
A CMF começou a aplicar de forma rigorosa a norma de Autenticação Reforçada de Clientes para transferências eletrônicas e pagamentos digitais no Chile, em meio a alertas por fraude digital e falsificação de identidade. Para a maior parte dos usuários, isso significa deixar para trás as tradicionais tarjetas de coordenadas de plástico.
O que muda com a ARC?
A Autenticação Reforçada de Clientes, segundo a cobertura de El Mostrador, passa a ser o padrão para validar operações digitais no sistema bancário chileno. A mudança busca endurecer o acesso a transferências e pagamentos, em um cenário em que a verificação de identidade se tornou um ponto sensível diante de tentativas de fraude.
Ao mesmo tempo, o debate público sobre essas medidas conviveu com novos alertas por vishing no Chile. A cobertura jornalística lembrou que os bancos não devem pedir por telefone chaves secretas, senhas de transferências, códigos de coordenadas nem validação de operações. Quando isso acontece, a recomendação é bloquear imediatamente os canais e formalizar a reclamação junto à instituição.
Quais canais as instituições financeiras devem manter?
As instituições financeiras são obrigadas a manter canais de bloqueio 24/7 para cartões, aplicativos e acessos web, segundo a mesma cobertura. Esse ponto é central no manejo de incidentes, porque o usuário não fica preso ao horário do banco para interromper um acesso indevido ou uma operação suspeita.
O Scotiabank Chile, por sua vez, publica canais específicos para denunciar fraude e phishing, incluindo uma linha telefônica de emergência e um e-mail dedicado a incidentes de phishing. Em seus conteúdos de prevenção, o banco também identifica modalidades de ataque como phishing, SIM swapping e skimming em seus canais online.
Qual é o marco legal e qual resposta institucional ele determina?
O esquema se apoia na Lei nº 20.009 e nas obrigações de reporte à CMF, que orientam a resposta institucional diante da fraude bancária digital no Chile. Nessa estrutura, a ARC aparece como uma camada de verificação reforçada, enquanto os canais de denúncia e bloqueio 24/7 funcionam como a via imediata de contenção quando o incidente já ocorreu.
A cobertura sobre vishing e os avisos do Scotiabank mostram como hoje as responsabilidades se distribuem entre bancos, regulador e usuários: não fornecer credenciais por telefone, cortar o acesso assim que houver um indício de golpe e usar os canais formais de reporte que cada instituição deve manter ativos.
Fontes
- Cómo te protege Scotiascotiabankchile.cl· Scotiabank Chile
- Alerta por cambio en los bancos: ya cambiaron los requisitos para transferir dineroelmostrador.cl· El Mostrador
- Prevención de Fraude Bancarioscotiabankchile.cl· Scotiabank Chile
- Robos y fraudes en el uso de tarjetas e instrumentos financierosbcn.cl· Biblioteca del Congreso Nacional de Chile (Ley Fácil)
- Vishing: la estafa telefónica por la que los bancos alertan a ...elmostrador.cl· El Mostrador



