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Chile endurece ARC em transferências digitais

A CMF passou a exigir Autenticação Reforçada de Clientes em transferências e pagamentos digitais no Chile, em meio a alertas de fraude.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IAPublicado:2 min de leitura

A CMF começou a aplicar de forma rígida a norma de Autenticação Reforçada de Clientes para transferências eletrônicas e pagamentos digitais no Chile. A medida, apresentada como resposta à fraude digital e à suplantação de identidade, também implica o abandono das tradicionais tarjetas de coordenadas de plástico para a grande maioria dos usuários.

O que muda com a ARC

A Autenticação Reforçada de Clientes, segundo a cobertura de El Mostrador, passa a ser o padrão para validar operações digitais no sistema bancário chileno. A mudança busca endurecer o acesso a transferências e pagamentos, em um cenário em que a verificação de identidade se tornou um ponto sensível diante de tentativas de fraude.

Ao mesmo tempo, o debate público sobre essas medidas ocorreu junto com novos alertas de vishing no Chile. A cobertura jornalística lembrou que os bancos não devem pedir por telefone chaves secretas, senhas de transferências, códigos de coordenadas nem validação de operações. Quando isso acontece, a orientação é bloquear imediatamente os canais e formalizar a reclamação junto à instituição.

Bloqueio e reporte de incidentes

A mesma cobertura apontou que as instituições financeiras são obrigadas a manter canais de bloqueio 24/7 para cartões, aplicativos e acessos web. Esse ponto é central na gestão de incidentes, porque o usuário não fica preso ao horário bancário para conter um acesso indevido ou uma operação suspeita.

O Scotiabank Chile, por sua vez, disponibiliza canais específicos para reportar fraude e phishing, incluindo uma linha telefônica de emergência e um e-mail dedicado a incidentes de phishing. Em seus materiais de prevenção, o banco também cita tipos de ataque como phishing, SIM swapping e skimming em seus canais online.

O esquema se apoia na Lei N°20.009 e nas obrigações de reporte à CMF, que orientam a resposta institucional ao fraude bancário digital no Chile. Nessa estrutura, a ARC aparece como uma camada de verificação reforçada, enquanto os canais de denúncia e bloqueio 24/7 funcionam como a via imediata de contenção quando o incidente já ocorreu.

A cobertura sobre vishing e os avisos do Scotiabank mostram como hoje se distribuem as responsabilidades entre bancos, regulador e usuários: não informar credenciais por telefone, cortar o acesso assim que houver suspeita de golpe e usar os canais formais de reporte que cada instituição deve manter ativos.

Fontes

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