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Chile discute lei sobre dados e IA em projetos

Chile mantém em tramitação projetos sobre dados, IA, violência digital e segurança, incluindo regras de reporte

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IAPublicado:Atualizado 3 min de leitura

Chile mantém em tramitação uma série de projetos que tratam de dados pessoais, inteligência artificial, violência digital e vigilância. Entre eles estão uma obrigação para que certos provedores informem vulnerações a bases de dados, a regulação de sistemas de IA, uma reforma penal sobre violência digital e uma reforma constitucional de segurança com poderes para interceptar comunicações.

Chile tem em tramitação vários projetos que afetam dados pessoais, inteligência artificial, violência digital e poderes de vigilância. Entre eles estão o Boletim 18340-03, que obriga certos provedores a informar vulnerações em bases de dados de clientes ou usuários e inclui mudanças sobre proteção de dados pessoais, a iniciativa sobre sistemas de inteligência artificial já aprovada pela Câmara e em segundo trâmite no Senado, o projeto que tipifica a violência digital e a reforma constitucional de segurança pública impulsionada pelo governo de José Antonio Kast.

O que propõe o projeto sobre dados do SERNAC?

A minuta da Biblioteca do Congresso Nacional identifica o Boletim 18340-03, em tramitação, como uma iniciativa que impõe a certos provedores o dever de comunicar vulnerações a bases de dados com informações de clientes ou usuários, além de incluir mudanças nas normas sobre proteção de dados pessoais.

Esse texto aparece em uma minuta da BCN sobre normas e projetos relativos ao Serviço Nacional do Consumidor. A referência é relevante porque liga proteção ao consumidor a deveres de reporte diante de incidentes que afetem bases de dados. A minuta situa o projeto como parte do trabalho legislativo em curso, e não como uma lei já aprovada.

Em que fase está a regulação de IA?

O projeto que regula os sistemas de inteligência artificial, fundido nos Boletins 15.869-19 e 16.821-19, foi aprovado pela Câmara de Deputadas e Deputados e está em segundo trâmite constitucional no Senado, em análise geral pela Comissão de Desafios do Futuro, Ciência, Tecnologia e Inovação.

A iniciativa ainda não é lei e pode ser alterada durante a passagem pela Casa Alta. O material disponível não detalha aqui seu articulado, mas confirma que o debate legislativo segue aberto e que o texto pode sofrer mudanças antes de uma eventual aprovação definitiva.

O que muda com a violência digital?

O projeto que tipifica a violência digital segue em segundo trâmite constitucional no Senado desde 2020 e busca alterar o Código Penal para punir condutas nocivas em ambientes virtuais que afetam a privacidade, a honra e a integridade das pessoas.

A referência legislativa mostra que a discussão não está encerrada e que a proposta continua à espera de avanço na Casa Alta. O foco do texto está em condutas cometidas em espaços virtuais, com efeitos diretos sobre direitos pessoais que o projeto busca resguardar por meio de mudanças penais.

Que faculdades discute a reforma de segurança?

A reforma constitucional de segurança impulsionada pelo governo de José Antonio Kast, identificada com a iniciativa 18597-07, busca criar um novo Estado de Exceção de Segurança Pública, com duração inicial de até 120 dias prorrogáveis uma vez pelo Presidente sem controle do Congresso, e prevê faculdades para interceptar, abrir ou registrar comunicações.

De acordo com reportagens, a mensagem presidencial também propõe fixar a segurança pública como mandato constitucional, permitir a suspensão de liberdades pessoais, autorizar a colaboração das Forças Armadas com as polícias e criar um registro de organizações de crime organizado e terrorismo associado a um regime penitenciário especial. A reforma entrou no Senado com suma urgência, começou sua tramitação na Câmara Alta e foi encaminhada às comissões de Constituição, Defesa e Segurança, sem data de votação em plenário.

A polêmica mais visível se concentra na faculdade de interceptar, abrir ou registrar documentos e comunicações. Diferentes análises jornalísticas apontaram esse ponto como um dos mais sensíveis pelo alcance sobre a privacidade e pela ausência de controles parlamentares na prorrogação. Parlamentares como Squella e Longton defenderam publicamente retirar essa atribuição do texto para limitar o alcance do novo estado de exceção e deixar fora a afetação das comunicações.

O que diz o projeto sobre vulnerações de bases de dados e proteção de dados pessoais?

O Boletim 18340-03 obriga certos provedores a informar vulnerações a bases de dados com informações de clientes ou usuários e, além disso, incorpora mudanças sobre proteção de dados pessoais.

A minuta da Biblioteca do Congresso Nacional o situa como uma iniciativa em tramitação ligada ao Serviço Nacional do Consumidor. O texto não o apresenta como lei aprovada, e sim como parte da discussão legislativa em curso sobre deveres de reporte diante de incidentes de segurança e proteção de dados pessoais.

Fontes

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