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Chile e Brasil apertam regras contra abusos

Chile avança em mudanças na lei de cibersegurança e o Brasil sanciona norma que endurece penas por crimes sexuais digitais contra menores.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IA11 de ago. de 20262 min de leitura

A Comissão de Ciências do Chile deu continuidade, em 10 de agosto, à tramitação de mociones refundidas que incluem um projeto para alterar a Lei 21.663, marco de cibersegurança, com novos princípios de proteção à infância e à adolescência, restrição etária e informação preventiva em ambientes digitais. No Brasil, o governo sancionou a Lei 15,211/2026, que aumenta as penas para crimes sexuais contra crianças e adolescentes em ambientes digitais e passa a contemplar situações ligadas à IA e aos deepfakes.

A Comissão de Ciências do Chile deu continuidade, em 10 de agosto, à tramitação de mociones refundidas que incluem um projeto para alterar a Lei 21.663, marco de cibersegurança. A proposta quer incorporar princípios de proteção à infância e à adolescência, restrição etária e informação preventiva em ambientes digitais, segundo a conta parlamentar da sessão.

Em paralelo, o Brasil transformou em lei uma reforma voltada aos crimes sexuais contra crianças e adolescentes no ambiente digital. O governo federal sancionou a Lei 15,211/2026, que aumenta as penas nesses casos e passa a prever expressamente situações ligadas à inteligência artificial e aos deepfakes. O texto também cria um conceito legal para abranger material produzido ou manipulado digitalmente, inclusive quando for totalmente fictício.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública do Brasil informou que a norma altera cinco marcos legais, o Código Penal, o Código de Processo Penal, o Estatuto da Criança e do Adolescente, a Lei de Crimes Hediondos e a Lei de Crime Organizado.

O G1 informou ainda que a nova lei autoriza a chamada ronda virtual, modalidade que permite a órgãos de investigação monitorar ambientes digitais públicos, como sites, fóruns e redes sociais, em busca de evidências de crimes online.

A Poder360, por sua vez, destacou que a legislação criminaliza de forma explícita a criação de imagens realistas de rostos ou vozes de menores com IA e eleva as penas quando há uso de deepfakes, perfis falsos ou abuso de confiança para o grooming de vítimas.

A combinação desses movimentos deixa um sinal regional sobre o rumo da regulação digital e da cibersegurança. O Chile segue discutindo mudanças em seu marco vigente, enquanto o Brasil já avançou com uma lei específica para crimes sexuais digitais contra menores, com referências diretas a ferramentas de IA e à investigação em ambientes abertos da internet.

Fontes

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