Chile adia Lei 21.719 de dados para 2027
Chile mantém em tramitação a prorrogação da Lei 21.719 para 1º de dezembro de 2027. O projeto segue no Senado com urgência renovada.
O Executivo chileno renovou a urgência do projeto que adia para 1º de dezembro de 2027 a Lei 21.719 de dados pessoais. A proposta segue em primeira tramitação no Senado, sem informes, indicações ou votações registradas em 11 de outubro de 2026.
Atualização 16 de outubro de 2026: O Executivo renovou a urgência do projeto que altera o calendário da Lei 21.719 e cria a Agência de Proteção de Dados Pessoais. O acompanhamento legislativo também passou a incluir o projeto sobre infraestrutura crítica, ainda no Senado e com urgência renovada.
O governo do Chile apresentou uma proposta para adiar de 1º de dezembro de 2026 para 1º de dezembro de 2027 a entrada em vigor da Lei nº 21.719 sobre proteção de dados pessoais, enquanto a reforma segue em tramitação no Senado. A data legal vigente continua sendo 1º de dezembro de 2026 até que o Congresso aprove a mudança e ela seja publicada no Diário Oficial.
O que aconteceu com a Lei 21.719 no Chile?
Uma análise secundária indicou que o Boletim 18.623-07 seguia em primeiro trâmite constitucional no Senado chileno e na etapa de primeiro relatório da Comissão de Constituição, Legislação, Justiça e Regulamento. O mesmo material observou que um eventual adiamento só produziria efeitos depois da aprovação parlamentar e da publicação da lei.
O Executivo renovou a urgência do projeto que modifica a Lei nº 21.719 e cria a Agência de Proteção de Dados Pessoais, Boletim nº 18.623-07, em discussão na Comissão de Constituição do Senado, segundo a Gerencia Legal. De acordo com uma verificação citada pela Surtika, em 11 de outubro de 2026 o boletim seguia em primeiro trâmite constitucional, sem informes, indicações ou votações registradas.
Esse mesmo material foi divulgado pelo El Rancagüino sob o título "La ley se aplaza, los riesgos no". A referência reforça o debate local sobre a entrada em vigor da Lei 21.719, embora o dado-base sobre o estágio legislativo venha da análise secundária citada pelo material de pesquisa.
Que obrigações a nova lei introduz?
A Lei nº 21.719 cria uma Agência de Proteção de Dados Pessoais e estabelece novas obrigações de segurança, fiscalização e sanções para as organizações que tratam dados pessoais no Chile. Uma análise jurídica sobre a norma também aponta como temas de adequação a gestão e notificação de incidentes, as avaliações de impacto em privacidade e as transferências internacionais.
O estudo detalha essas obrigações de adequação, que incluem segurança, gestão e notificação de incidentes, avaliações de impacto em privacidade, transferências internacionais e o regime de fiscalização e sanções. Essa implementação ainda depende da entrada em vigor efetiva da lei e da preparação interna das organizações alcançadas.
Que reações políticas a prorrogação gerou?
Setores da oposição contestaram o adiamento da entrada em vigor por um ano e defenderam limitar a postergação a seis meses, segundo a Conadecus. A mesma fonte afirmou que a data legal vigente permanecia sendo 1º de dezembro de 2026 enquanto o Congresso não aprovasse a mudança.
A BITSUR informou que, além de adiar a entrada em vigor da Lei nº 21.719 para 1º de dezembro de 2027, o projeto prevê estender a todos os responsáveis a possibilidade de aplicar uma advertência por escrito durante os primeiros 12 meses, faculdade que hoje estaria limitada a empresas de menor porte, segundo a proposta citada.
Uma análise sobre implementação também advertiu que a prorrogação proposta ainda não é lei e que as organizações deveriam considerar como data vinculante 1º de dezembro de 2026 até a publicação de uma eventual reforma no Diário Oficial. Esse critério coincide com o estágio parlamentar informado para o Boletim 18.623-07.
Que movimentos houve no Brasil?
O Brasil manteve várias frentes abertas na agenda digital. O Projeto de Lei 5.271/2026 estava em fase inicial de tramitação na Câmara dos Deputados, e suas disposições ainda podiam ser alteradas ao longo do processo legislativo, segundo a Lefosse Advogados. Na mesma linha, o Projeto de Lei 1.636/2026 também seguia em tramitação na Câmara.
A isso se somou o Projeto de Lei 2.034/2026, de autoria da deputada Camila Jara, que prevê multas previstas no Marco Civil da Internet e aguardava a designação de relator na Comissão de Comunicação, de acordo com a DPL News. No Senado brasileiro, o Projeto de Lei 3.780/2023 aparece como concluído, depois de a Casa comunicar à Câmara a aprovação do texto, com emendas, e encaminhar o projeto para revisão.
Que marco oficial acompanhou esse debate?
O Ministério da Justiça e Segurança Pública do Brasil defendeu uma abordagem de regulação do ambiente digital baseada na prevenção de riscos e na capacidade institucional. Em sua comunicação oficial, citou os Decretos 12.975 e 12.976, que detalham o dever de cuidado e distinguem a responsabilidade por conteúdos de terceiros, sob uma lógica sistêmica, da análise de notificações individuais.
Esse posicionamento ajuda a contextualizar o debate brasileiro sobre plataformas digitais e responsabilidade na internet, em um momento em que o Congresso mantém abertos vários expedientes sobre dados, serviços digitais e regime sancionatório.
Que outro projeto segue aberto no Chile?
O projeto sobre proteção de infraestrutura crítica do país, Boletim nº 16.143-02, seguia em primeiro trâmite constitucional no Senado e sob análise da Comissão de Defesa Nacional, com urgência renovada pelo Executivo em 6 de outubro de 2026. O acompanhamento legislativo o incluiu junto com a discussão sobre o adiamento da Lei 21.719.
Esse dado se soma ao contexto de risco operacional no Chile, onde a Universidade Autónoma de Chile descreveu a Lei Marco de Cibersegurança, Lei nº 21.663, como uma norma que criou a Agência Nacional de Cibersegurança e estabeleceu obrigações para órgãos públicos e privados que prestam serviços essenciais, incluindo medidas de proteção e reporte de incidentes.
O Diário Financiero informou ainda que quase um terço das vítimas de ransomware no Chile e na América Latina corresponderia a organizações de infraestrutura crítica, entre elas saúde, bancos, governo, transporte, energia, água e telecomunicações. O dado acrescenta contexto à exposição operacional que motiva o debate legislativo, mas não altera o estágio de tramitação do projeto.
Fontes
- Actualidad legislativa del 13 de octubre de 2026gerencialegal.cl· Gerencia Legal
- Prórroga de la Ley 21.719: estado del boletín 18.623-07surtika.cl· Surtika
- Ley 21.719 y tu sitio web: qué revisar antes de que entre en vigenciabitsur.cl· BITSUR
- La ley se aplaza, los riesgos noelrancaguino.cl· El Rancagüino
- Nueva ley de protección de datos: especialistas U. de Chile analizan sus desafíosuchile.cl· Universidad de Chile
- Aplazar la ley no cambia lo que el mercado ya está exigiendog5noticias.cl· G5 Noticias
- LeyChile — legislación chilenabcn.cl· Biblioteca del Congreso Nacional de Chile
- Agencia de Protección de Datos Personales Chileorbixconsultor.cl· Orbix
- Ley 21.719: cuándo entra en vigencia y si se postergajustseo.cl· JustSEO
- Ciberseguridad e Inteligencia Artificial 2026uautonoma.cl· Universidad Autónoma de Chile
- Casi un tercio de las víctimas de ransomware en Chile y América Latina corresponden a infraestructura críticadf.cl· Diario Financiero
- DPL Spotlight Política Digital Weekly 83dplnews.com· DPL News
- MJSP defende prevenção de riscos e capacidade institucional na regulação do ambiente digitalgov.br· Ministério da Justiça e Segurança Pública do Brasil
- Projeto de Lei n° 3780, de 2023www25.senado.leg.br· Senado Federal de Brasil
- Consulta de materias legislativaswww25.senado.leg.br· Senado Federal de Brasil
- Protección de datos personales: oposición cuestiona postergación de la ley y plantea reducirla a seis mesesconadecus.cl· Conadecus
- Telecomunicações, Plataformas Digitais, Proteção de Dados e Inteligência Artificiallefosse.com· Lefosse Advogados
- Digital Platforms, Data Protection and Artificial Intelligencelefosse.com· Lefosse Advogados
- Principales cambios de la nueva Ley de Protección de Datos Personales en Chilealessandri.legal· Alessandri Abogados
- Nueva Ley de Datos Personales: el desafío de preparar los sistemas de IAgerencia.cl· Revista Gerencia
- Ley 21.719 y tu base de clientes: qué cambiazagenda.net· Zagenda



