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Bolívia prometeu regular cripto ao FMI

Bolívia assumiu no FMI o compromisso de criar um marco robusto para criptoativos, sem prazo nem autoridade definida.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IAPublicado:2 min de leitura

A Bolívia incluiu em seu memorando com o FMI o compromisso de desenvolver um marco regulatório e de supervisão robusto para ativos virtuais e criptomoedas, com foco em frear a saída indevida de capitais e proteger a resiliência financeira. Segundo coberturas que citam o documento, não há prazo definido nem autoridade responsável apontada.

A Bolívia incluiu no Memorando de Políticas Econômicas e Financeiras enviado ao Fundo Monetário Internacional em 10 de setembro de 2026 o compromisso de desenvolver um marco regulatório e de supervisão robusto para ativos virtuais e criptomoedas. O objetivo declarado é reduzir riscos de saída indevida de capitais por meio dos mercados de criptoativos e proteger a resiliência financeira do sistema.

¿Qué comprometió Bolivia ante el FMI?

A Bolívia se comprometeu a criar um esquema de supervisão integral para ativos virtuais dentro de um programa ampliado de três anos, de cerca de US$ 1,9 bilhão, equivalente a aproximadamente 13,69 milhões de Direitos Especiais de Saque. O acordo ainda depende de aprovação do Conselho do FMI e do Parlamento boliviano. Coberturas de veículos financeiros e de cripto indicam que esse compromisso foi formalizado perante o organismo multilateral.

As mesmas coberturas apontam que o pacote de compromissos reúne a futura supervisão de ativos virtuais com reformas em mercados monetários e cambiais, supervisão financeira geral e controles antilavagem de dinheiro. Segundo essas reportagens, a abordagem busca reforçar a vigilância do sistema financeiro e prevenir lavagem de dinheiro e saída ilícita de capitais.

¿Qué detalles todavía no quedaron definidos?

Segundo resumos jornalísticos que citam o memorando oficial, o documento não fixa um prazo específico para adotar o novo marco. Também não esclarece qual autoridade nacional será responsável por implementá-lo, nem se isso ocorrerá por lei, decreto ou regulamento. Essa indefinição institucional foi destacada por várias publicações especializadas.

Na mesma linha, um veículo cripto em espanhol informou que a promessa feita ao FMI se limita à elaboração futura de regras para supervisionar operadores de ativos virtuais, sem criar ainda normas em vigor nem direitos adquiridos para prestadores ou usuários de criptomoedas. Por enquanto, o compromisso aparece como um roteiro, e não como uma regulação já aplicada.

¿Cómo se alinearía con los estándares internacionales?

Coberturas internacionais afirmam que o marco que a Bolívia se compromete a desenvolver se alinharia aos padrões do Grupo de Ação Financeira Internacional, especialmente em registro de provedores de serviços de ativos virtuais, diligência devida de clientes e monitoramento de transações. O eixo comum é prevenir lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo.

Outras publicações acrescentam que o acordo com o FMI não implica, por ora, reconhecer as criptomoedas como moeda de curso legal nem alterar a proibição vigente desde 2014. A leitura compartilhada é que os criptoativos passariam a integrar um esquema de supervisão financeira e prevenção à lavagem, como instrumentos sujeitos à regulação.

¿Qué pasa con la protección de datos en Bolivia?

Em paralelo, veículos bolivianos especializados em tecnologia e direitos digitais confirmam que o país não tem atualmente uma lei geral de proteção de dados pessoais. Essa lacuna significa ausência de definições, obrigações de tratamento, prazos de retenção, regime de sanções e de uma autoridade administrativa específica para supervisionar e punir o uso indevido de dados, inclusive os financeiros.

Organizações da sociedade civil que acompanham o ambiente digital na Bolívia dizem o mesmo e alertam que a falta de um marco unificado também afeta a regulação de dados em setores como o financeiro. Segundo essa análise, não existe um padrão mínimo comum para o tratamento de informações de clientes nem uma autoridade especializada de controle, o que deixa exposto o uso de dados sensíveis sem supervisão administrativa específica.

Fontes

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