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BCRA reforça controles antifraude em pagamentos

A Comunicação A 8473 cria um score de risco de fraude e a A 8477 atualiza as normas de pagamentos. Há também uma licitação de cibersegurança.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IAPublicado:3 min de leitura

O BCRA formalizou o novo esquema de avaliação de risco de fraude para transferências eletrônicas e, dias depois, atualizou o ordenamento do Sistema Nacional de Pagamentos. Em paralelo, abriu uma licitação para monitoramento e detecção de segurança da informação por 24 meses e consultoria especializada para fortalecer seu modelo de gestão de incidentes.

O BCRA formalizou em 10 de setembro de 2026, por meio da Comunicação "A" 8473 publicada no Boletín Oficial, um novo esquema de avaliação de risco de fraude para transferências eletrônicas. A norma alcança entidades financeiras, administradores de esquemas de pagamento de transferências eletrônicas de fundos e prestadores de serviços de pagamento que oferecem contas de pagamento. Essas instituições terão de combinar o score com seus próprios controles de due diligence e monitoramento.

¿Qué cambia con la Comunicación A 8473?

A resposta direta é que o score de risco de fraude passa a ser uma ferramenta obrigatória na operação, mas não pode ser o único critério para decisões sobre clientes. O BCRA determinou que as entidades financeiras e os PSPCP continuem aplicando mecanismos próprios de due diligence, monitoramento transacional, análise reforçada e medidas de mitigação.

Segundo o Urgente24, o BCRA fornecerá mensalmente e sem custo as informações aos administradores de esquemas de pagamento de transferências imediatas para a elaboração desse score. Depois disso, o indicador será entregue sem custo às entidades financeiras e aos PSPCP por meio de um arquivo mensal com CUIL e CUIT, além de uma API para consulta do valor atualizado.

A KPMG Argentina afirmou que a Comunicação "A" 8473 introduziu disposições específicas para mitigar fraudes e que os prazos de implementação variam conforme o tipo de sujeito e a obrigação atingida. O Urgente24 detalhou que os administradores de esquemas de pagamento têm 120 dias corridos a partir da publicação da norma, o que leva o primeiro marco de adequação para janeiro de 2027.

¿Qué plazos tienen los bancos y PSPCP?

As entidades financeiras têm 60 dias para incorporar o score aos processos de abertura de clientes e revisão periódica de cadastros, e 90 dias para o monitoramento transacional, sempre a partir do recebimento da documentação técnica necessária da Comunicação "A" 8473. Essa sequência deixa bancos e provedores de pagamento condicionados à entrega prévia dos insumos técnicos pelos administradores de esquemas.

¿Qué aportó la Comunicación A 8477?

A Comunicação "A" 8477, publicada no Boletín Oficial em 18 de setembro de 2026, atualizou a Circular SINAP 1-255 sobre Normas do Sistema Nacional de Pagamentos, Transferências e Normas Complementares. O Indicadores.ar informou que a medida introduziu folhas de substituição na circular, em linha com a Comunicação "C" 102183, e buscou manter consistente o marco legal dos pagamentos digitais na Argentina.

A atualização alcança bancos, redes de transferências eletrônicas, administradores de esquemas de pagamento e prestadores de serviços de pagamento, incluindo carteiras virtuais, segundo a publicação especializada e o próprio Boletín Oficial. Na mesma data, o órgão também divulgou a Licitação Pública 36/26 para contratar um serviço de monitoramento e detecção de segurança da informação por 24 meses e consultoria especializada para fortalecer seu modelo de gestão de incidentes por até 165 dias úteis.

¿Qué muestra el movimiento oficial en paralelo?

O pacote normativo e operacional se complementa com o espaço de publicações do CERT.ar, que mantém guias, recomendações e boas práticas para prevenção e gestão de incidentes voltadas a diferentes setores, incluindo o financeiro. No caso argentino, a sequência mostra um reforço simultâneo de controles, atualização normativa e capacidade interna de monitoramento.

Em contraste, os materiais levantados sobre o México apontam para um endurecimento geral da supervisão financeira, mas não para novas regras públicas específicas de cibersegurança comparáveis às comunicações técnicas do BCRA. O Noticias de la Nación informou, sem confirmação oficial nessa cobertura, uma intervenção gerencial temporária no CIBanco e no Intercam Banco, enquanto o El Heraldo de México e o Kilómetro Cero descreveram cortes orçamentários e um blindagem mais ampla do ecossistema bancário após as menções do FinCEN.

Fontes

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