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BCRA impõe score antifraude a carteiras

Bancos e carteiras terão de adotar pontuações de risco e controles antifraude em transferências imediatas, com prazos de 60, 90 e 120 dias.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IAPublicado:4 min de leitura

O Banco Central da República Argentina criou um regime obrigatório para reduzir fraude em transferências eletrônicas. A Comunicação A 8473 atinge bancos, carteiras virtuais, PSPs e administradores de esquemas de transferências imediatas.

O Banco Central da República Argentina estabeleceu um regime obrigatório para prevenir e mitigar fraudes em transferências eletrônicas de fundos. A Comunicação A 8473, publicada em setembro de 2026, alcança instituições financeiras, provedores de serviços de pagamento que oferecem contas de pagamento e administradores de esquemas de transferências imediatas em todo o sistema de pagamentos de varejo argentino.

¿O que exige a Comunicação A 8473?

A norma determina a adoção de medidas adicionais de prevenção a fraudes, incluindo mecanismos de avaliação de risco para operações de pagamentos de varejo. Segundo a cobertura especializada, isso se traduz em um score de risco associado a cada usuário nas transferências imediatas, aplicado tanto na abertura de contas quanto no acompanhamento das operações e em revisões periódicas da base de clientes.

O texto oficial publicado no Boletim Oficial confirma ainda que o anexo com as disposições antifraude não é divulgado integralmente no aviso público. O detalhamento técnico operacional, como parâmetros de score, modelos de risco e formatos de troca de informação, deve ser consultado na Biblioteca Prebisch do BCRA ou na seção Marco Legal e Normativo do site institucional.

A própria comunicação organiza as obrigações nos itens 5.1, 5.2, 5.3 e 7.1.7, o que mostra que o regime não se limita ao score por usuário. Ele também inclui exigências de documentação, troca de informações entre administradores de esquemas e participantes, e condições de implementação que afetam os prazos de adequação.

¿Quem precisa se adaptar e em que prazos?

O regime alcança bancos, carteiras virtuais, provedores de serviços de pagamento e administradores de esquemas de transferências imediatas, com uma sequência de implementação diferente para cada ator. Os administradores têm 120 dias corridos a partir da publicação para desenvolver e implementar a infraestrutura, enquanto as instituições financeiras dispõem de 60 dias e os PSPs de 90 dias para incorporar o score de risco na abertura, na revisão de cadastros e no monitoramento.

Coberturas locais destacam que, com essa comunicação, bancos e carteiras deixam de definir por conta própria os controles antifraude e passam a operar sob um conjunto uniforme de medidas obrigatórias fixadas pelo BCRA. Nessa linha, veículos regionais apontaram o impacto operacional sobre fintechs que trabalham com contas de pagamento e que terão de ajustar seus motores de risco e processos de monitoramento.

¿Como isso se conecta com outras exigências sobre pagamentos digitais?

O aperto regulatório não se limita à Argentina. No México, um escritório internacional descreveu um projeto de Lei de Pagamentos Digitais que reconheceria a CURP Digital e o Expediente Digital Ciudadano para contratar serviços financeiros, além de ampliar as atribuições do Banco do México e da CNBV sobre aceitação de meios de pagamento e desenho de aplicativos financeiros.

Esse projeto também daria a Banxico e à CNBV poder para emitir regulamentação geral conjunta que obrigue a aceitar pagamentos digitais com códigos QR em terminais de ponto de venda, e permitiria que a Secretaria de Fazenda, com participação dos dois órgãos, designe setores econômicos em que o pagamento digital seja o único meio aceito. Fontes jornalísticas mexicanas acrescentam que Banxico e a CNBV impulsionam mudanças para fortalecer a interoperabilidade nos pagamentos, embora ainda sem detalhar a norma específica.

Em paralelo, análises jurídicas sobre a Argentina lembram que, além do relatório mensal obrigatório de transferências imediatas intraentidade criado pela Comunicação A 8427, a conformidade em cibersegurança também inclui continuidade do serviço, resposta a incidentes, auditabilidade, controles de acesso, criptografia, autenticação, gestão de risco de fornecedores, registro de eventos e monitoramento.

Fontes

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