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BCRA e Banxico apertam cibersegurança financeira

Argentina e México ajustam regras de cibersegurança financeira. O BCRA publicou nova comunicação e o Banxico reforça a estratégia setorial.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IA1 de ago. de 20262 min de leitura

O Banco Central da República Argentina publicou a Comunicação "A" 8457 no Boletim Oficial de 29 de julho de 2026, enquanto no México o Banco de México mantém seu papel na estratégia de cibersegurança do sistema financeiro junto com outras autoridades. O movimento regulatório ocorre em um contexto de exigências prudenciais maiores e de pressão por incidentes que já afetam bancos e fintechs.

O Banco Central da República Argentina publicou a Comunicação "A" 8457 no Boletim Oficial de 29 de julho de 2026, uma norma voltada ao sistema financeiro argentino que se soma ao endurecimento regional dos controles sobre riscos tecnológicos e cibernéticos.

Argentina ajusta sua normativa

A Comunicação "A" 8457 foi emitida pelo Banco Central da República Argentina e oficializada em 29 de julho de 2026. O material disponível não detalha o conteúdo específico da comunicação, mas confirma que se trata de uma disposição do regulador monetário para o sistema financeiro local.

México e a estratégia de cibersegurança

No México, o Banco de México participa do desenvolvimento da estratégia de cibersegurança do sistema financeiro, em coordenação com outras autoridades para mitigar riscos cibernéticos. Esse desenho se apoia em três frentes, governança corporativa com foco em segurança da informação, reforço preventivo de infraestruturas e sistemas com base em padrões e boas práticas, e desenvolvimento de equipes e protocolos de resposta a incidentes.

A isso se soma um ambiente prudencial mais rigoroso. Analistas do setor financeiro mexicano apontam que a implementação de Basileia IV eleva os requerimentos de capital por riscos operacionais e incorpora explicitamente os riscos cibernéticos. Nessa leitura, as instituições supervisionadas pela CNBV precisam avançar para modelos formais de gestão de risco cibernético, com métricas quantificáveis e relatórios mais rigorosos, integrando a cibersegurança ao marco de cumprimento prudencial.

Pressão por perdas e incidentes

A cobertura econômica mexicana também relaciona o aumento das exigências ao custo dos ataques. O Economista informou que os ciberataques na América Latina geram impactos financeiros relevantes, estimados em dezenas de milhões de pesos, e destacou que, no México, os incidentes em bancos e fintechs aceleraram a pressão regulatória por esquemas mais robustos de cibersegurança e conformidade. Esse cenário conecta perdas expressivas a maiores exigências de reporte e controle por parte da CNBV e do Banxico.

No conjunto, os movimentos na Argentina e no México mostram um marco regulatório que segue incorporando a cibersegurança à supervisão financeira, tanto pela via de novas comunicações do BCRA quanto pela coordenação institucional e pelas exigências prudenciais que pesam sobre o sistema mexicano.

Fontes

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