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Uruguai: BCU amplia controles financeiros

BCU libera tramitação online para provedores de ativos virtuais e exige declaração jurada antes de novas atividades de captação.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IAPublicado:Atualizado 3 min de leitura

O Banco Central do Uruguai vai habilitar, a partir de setembro de 2026, um trâmite 100% online para autorizar e registrar provedores de serviços de ativos virtuais. Além disso, quem iniciar atividades de captação de recursos do público após a entrada em vigor da Comunicação 2026/116 deverá apresentar uma declaração jurada antes de operar.

Atualização 23 de agosto de 2026: o BCU não apenas confirmou o trâmite 100% online para provedores de serviços de ativos virtuais, como também publicou uma declaração jurada obrigatória para quem começar a captar recursos do público depois da entrada em vigor da Comunicação 2026/116. A exigência deve ser apresentada antes do início das operações.

O Banco Central do Uruguai informou que, a partir de setembro de 2026, passará a oferecer um procedimento 100% online para que os Provedores de Serviços de Ativos Virtuais solicitem a autorização e o registro necessários para operar sob o novo marco regulatório de ativos virtuais. A medida busca simplificar o trâmite junto ao órgão e se soma a outras mudanças recentes no esquema uruguaio de compliance financeiro.

¿Qué habilitó el BCU para los proveedores de activos virtuales?

O BCU vai habilitar um trâmite totalmente digital para que os Provedores de Serviços de Ativos Virtuais possam pedir autorização e registro. A implementação foi comunicada com entrada em vigor prevista para setembro de 2026, segundo o informe divulgado pelo órgão e repercutido por Ámbito.

A novidade surge num contexto em que o Uruguai vem ajustando sua regulação sobre atividades financeiras supervisionadas. De acordo com a Global Tax Uruguay, as sociedades que realizam atividades financeiras reguladas precisam cumprir licenças financeiras e estar sob supervisão do Banco Central, além de requisitos de capital mínimo, governança corporativa, relatórios periódicos e obrigações de transparência.

¿Qué exige la nueva declaración jurada del BCU?

A Comunicação N.º 2026/116 estabelece que quem começar a realizar atividades de captação de recursos do público após sua entrada em vigor deve apresentar uma declaração jurada antes de iniciar as operações. Segundo a Guyer & Regules, isso configura uma condição de entrada no mercado semelhante à exigida de entidades financeiras formais.

A exigência alcança novos atores que tentem entrar no mercado depois que a norma estiver vigente e reforça o esquema de controle prévio do Banco Central. Na prática, o órgão adiciona uma etapa formal antes do início da atividade, em linha com o nível de supervisão já aplicado a outras entidades financeiras.

¿Qué se discutió sobre el secreto bancario en la Rendición de Cuentas?

Na Prestação de Contas de 2026, foi discutido um artigo que permitia às entidades supervisionadas pelo Banco Central compartilhar informações protegidas por confidencialidade ou sigilo bancário com suas matrizes, filiais, subsidiárias ou outras entidades do grupo econômico, dentro ou fora do Uruguai, para prevenir lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo. No entanto, a mudança voltou a cair e não foi aprovada.

Ámbito informou que a iniciativa não avançou no Parlamento, e a diária disse que a Câmara de Deputados tratou do tema em uma discussão que gerou controvérsia política. A proposta buscava autorizar o intercâmbio de informações entre entidades vinculadas do mesmo grupo econômico, mas o artigo não foi incorporado.

¿Cómo se cruza esto con el régimen financiero uruguayo?

O ponto central é que o Uruguai está reforçando, de um lado, as vias de registro e autorização para novos atores, como os provedores de serviços de ativos virtuais, e, de outro, mantendo inalterado o sigilo bancário após o fracasso legislativo da Prestação de Contas. Em paralelo, o marco de supervisão financeira segue exigindo licenças, controles e relatórios das entidades reguladas.

A combinação dessas normas coloca os operadores financeiros e de ativos virtuais em um ambiente de compliance mais formalizado, com o BCU como autoridade-chave na autorização e no controle. Nesse esquema, as obrigações de transparência mencionadas pela Global Tax Uruguay incluem também o registro de beneficiários finais acessível às autoridades competentes.

Fontes

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