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UNM Health restaurou sistemas após ciberataque

UNM Health restabeleceu seus sistemas e reiterou que não pagou resgate após o incidente que desviou ambulâncias e cancelou consultas.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IAPublicado:Atualizado 3 min de leitura

UNM Health restaurou os sistemas de suas unidades de saúde após o incidente cibernético que desviou ambulâncias, cancelou consultas e cirurgias ambulatoriais, além de suspender aulas em algumas unidades. A instituição também reiterou que não pagou resgate.

Atualização 2 de novembro de 2026: A UNM informou depois que restaurou os sistemas de suas unidades de saúde e que não pagou resgate após o incidente. Também entrou no contexto a cobertura de veículos especializados sobre a atribuição reivindicada pelo BYOD, ainda sem confirmação oficial, e sobre um precedente regulatório do HHS-OCR que não tem relação com este caso.

A UNM Health restaurou os sistemas de suas unidades de saúde após o incidente cibernético que levou ao desvio de ambulâncias, ao cancelamento de procedimentos e consultas ambulatoriais, e à suspensão de atividades acadêmicas. A universidade também reiterou que não pagou resgate e que sua avaliação técnica indicou que o evento afetou alguns dispositivos de usuários finais, mas não atingiu os sistemas centrais nem os servidores.

O que aconteceu com os sistemas da UNM Health?

A UNM Health começou a restabelecer seus sistemas por etapas a partir das 14h30 de 26 de outubro e anunciou que as clínicas retomariam consultas e procedimentos agendados em 27 de outubro. Mais tarde, a Universidade do Novo México informou que todos os seus hospitais haviam reaberto, que as consultas marcadas tinham sido retomadas e que o fluxo de ambulâncias operava normalmente.

A instituição também informou que aulas de algumas unidades do Health Sciences Center foram canceladas até terça-feira. Em paralelo, a UNM comunicou que não fez concessões aos atacantes após o incidente.

O que se sabe sobre a atribuição?

A atribuição ao grupo BYOD segue sem confirmação oficial. Segundo fontes não confirmadas citadas pela INkl, o grupo afirmou ter comprometido 36.000 sistemas do campus principal e dos ambientes hospitalares da UNM, além de ter obtido dados de pacientes, estudantes e funcionários.

Essa versão não foi validada pela universidade. A Infosecurity Magazine informou, com base em uma identificação atribuída à empresa de inteligência em cibersegurança VenariX, que uma publicação do BYOD reivindicava responsabilidade pelo incidente, mas a UNM não confirmou essa atribuição.

Também não ficou claro publicamente se os dados de pacientes foram afetados ou se o episódio envolveu ransomware, segundo a Becker's Hospital Review. O The Register observou que a reivindicação do BYOD, por si só, não comprova que o grupo tenha causado o incidente nem que tenha sido implantado um payload de ransomware, enquanto a Help Net Security disse que não estava claro se o BYOD criptografou dados nos sistemas da UNM.

A Fortra acrescentou que o BYOD afirmou ter comprometido dezenas de milhares de computadores e obtido dados pessoais, incluindo números de Seguro Social, de estudantes e funcionários, mas essas alegações não foram verificadas de forma independente. A mesma publicação também descreveu o grupo como uma operação de extorsão que divulga supostas intrusões em um site de vazamentos na rede Tor.

Que outro antecedente entrou como contexto?

O acordo de US$ 800 mil do HHS-OCR com a Lehigh Valley Health Network entrou como antecedente regulatório, mas se refere a uma investigação por ransomware de 2023 e não ao pagamento de resgate no caso da UNM. Segundo o Departamento de Saúde e Serviços Humanos, o OCR vinculou essa apuração a uma atividade suspeita detectada em 4 de fevereiro de 2023 e depois determinada como ransomware.

Esse acordo também exige um plano de ação corretiva de três anos. A BankInfoSecurity citou o caso como parte de um contexto mais amplo sobre ataques a hospitais e consequências legais.

A Universidade do Novo México detectou por volta das 11h de 26 de outubro uma ameaça de cibersegurança em seu Health Sciences Center. A avaliação inicial indicou que o incidente afetou alguns dispositivos de usuários finais, mas não atingiu os sistemas centrais nem os servidores. Ainda assim, provocou desvios temporários de ambulâncias, cancelamento de consultas clínicas e suspensão de cirurgias ambulatoriais.

Fontes

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