Senado analisa minuta sobre direitos digitais
Câmara envia ao Senado reforma para proteger menores em ambientes digitais, com foco em privacidade, dados e violência online.
A Câmara dos Deputados enviou ao Senado uma minuta para reformar a Lei Geral dos Direitos de Meninas, Meninos e Adolescentes e garantir ambientes digitais seguros e livres de violência para menores. O texto obriga autoridades dos três níveis de governo a prevenir, atender e sancionar casos de violência digital, além de trazer regras sobre dados pessoais, classificação de conteúdos e exigências para videogames e aplicativos.
A Câmara dos Deputados enviou ao Senado uma minuta para reformar a Lei Geral dos Direitos de Meninas, Meninos e Adolescentes e garantir ambientes digitais seguros e livres de violência para menores. O texto coloca no centro a proteção de dados pessoais, o ciberbullying e a supervisão de conteúdos em plataformas, aplicativos e outros serviços digitais. A proposta já foi encaminhada às comissões para análise e eventual parecer.
O que a minuta obriga?
A reforma determina que autoridades federais, estaduais, municipais e da Cidade do México adotem medidas para prevenir, atender e sancionar casos de violência em ambientes digitais que afetem meninas, meninos e adolescentes. Milenio e Capital México destacam que o texto mira de forma explícita o ciberbullying e outras formas de violência digital.
O projeto também estabelece que a proteção de dados pessoais de menores deve ser garantida em todos os ambientes, inclusive os digitais. Segundo as coberturas citadas, isso reforça obrigações de tratamento de dados e privacidade em serviços online voltados a menores ou acessíveis a eles, com uma leitura que vai além do tratamento de dados e alcança a gestão de riscos de conteúdo e comportamento.
O que muda para conteúdos, videogames e aplicativos?
A minuta prevê que a Secretaria de Governo publique diretrizes de classificação de conteúdos para rádio e televisão, mas também para plataformas e aplicativos digitais, vídeos, videogames e impressos distribuídos por meios físicos ou digitais. A medida amplia o alcance regulatório para serviços e produtos digitais que circulam em lojas e ambientes online.
Além disso, o projeto determina que videogames e aplicativos distribuídos em lojas digitais informem sua classificação e, quando forem indicados para menores, especifiquem se contam com controles parentais. Esse ponto cria obrigações de design e rotulagem que impactam a conformidade de fornecedores digitais.
Em que etapa legislativa está?
A minuta já foi enviada ao Senado e está em análise nas comissões, onde será revisada antes de um eventual parecer. Esse passo faz parte do rito legislativo ordinário e abre a discussão sobre o alcance real das novas obrigações para plataformas, aplicativos e outros serviços online.
Em paralelo, o Conselho Coordenador Empresarial e o Congresso da União anunciaram uma aliança para impulsionar uma agenda regulatória em inteligência artificial, finanças digitais, cibersegurança, proteção de dados, conectividade, infraestrutura tecnológica, desenvolvimento de talentos e comércio digital no México. Pulso SLP informou que a iniciativa passa pela Comissão de Alta Tecnologia do CCE e busca articular políticas públicas para o ecossistema digital.
A agenda compartilhada também mira desenvolver marcos regulatórios e políticas públicas em inteligência artificial e cibersegurança, com possíveis iniciativas legislativas futuras voltadas a compliance digital e proteção de dados. Em paralelo, o El Siglo de Torreón registrou que organizações empresariais pedem ao Congresso que priorize a regulação da IA no novo período de sessões pelo impacto nos custos e na operação das companhias.
Como isso se conecta à revisão de investimentos sensíveis?
A discussão sobre direitos digitais convive com uma iniciativa de reforma da Lei de Investimento Estrangeiro que submete a revisão obrigatória certas operações em setores sensíveis, entre eles inteligência artificial, robótica, semicondutores, cibersegurança, tecnologias quânticas, nanotecnologia, biotecnologia e armazenamento de energia. Expansión, Bloomberg Línea, Infobae / EFE e Baker McKenzie coincidem em que o foco inclui infraestruturas de tratamento e armazenamento de dados, sistemas digitais e acesso a informações sensíveis.
Expansión informou que a iniciativa prevê multas de 5.000 a 200.000 vezes o valor diário da UMA para infrações ligadas a operações em atividades sensíveis como cibersegurança, enquanto Baker McKenzie situou a faixa de penalidade por aquisições sem autorização prévia da Comissão Nacional de Investimentos Estrangeiros entre 1.000 e 200.000 vezes a UMA. Em ambos os casos, a mudança estabelece um padrão mais rígido de conformidade para empresas de tecnologia e de infraestrutura crítica no México.
Fontes
- Senado revisará minuta que busca garantizar entornos digitales seguros y libres de violencia para menoresmilenio.com· Milenio
- Mexico: Foreign Investment - Proposal on National Securitybakermckenzie.com· Baker McKenzie
- México va por mayor escrutinio a inversión extranjera por seguridad nacional en línea con EE.UU.bloomberglinea.com· Bloomberg Línea
- CCE y Congreso buscan mejorar regulación de inteligencia artificialpulsoslp.com.mx· Pulso SLP
- ¿Qué piden los empresarios al Congreso en el nuevo periodo de sesiones?elsiglodetorreon.com.mx· El Siglo de Torreón
- Senado va contra el ciberacoso y la violencia digital que afecta a menorescapitalmexico.com.mx· Capital México
- México vigilará seguridad nacional en IA y semiconductoresexpansion.mx· Expansión
- México plantea revisar por seguridad nacional inversión extranjera en áreas estratégicasinfobae.com· Infobae / EFE



