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Senado analisa minuta sobre direitos digitais

Câmara envia ao Senado reforma para proteger menores em ambientes digitais, com foco em privacidade, dados e violência online.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IAPublicado:3 min de leitura

A Câmara dos Deputados enviou ao Senado uma minuta para reformar a Lei Geral dos Direitos de Meninas, Meninos e Adolescentes e garantir ambientes digitais seguros e livres de violência para menores. O texto obriga autoridades dos três níveis de governo a prevenir, atender e sancionar casos de violência digital, além de trazer regras sobre dados pessoais, classificação de conteúdos e exigências para videogames e aplicativos.

A Câmara dos Deputados enviou ao Senado uma minuta para reformar a Lei Geral dos Direitos de Meninas, Meninos e Adolescentes e garantir ambientes digitais seguros e livres de violência para menores. O texto coloca no centro a proteção de dados pessoais, o ciberbullying e a supervisão de conteúdos em plataformas, aplicativos e outros serviços digitais. A proposta já foi encaminhada às comissões para análise e eventual parecer.

O que a minuta obriga?

A reforma determina que autoridades federais, estaduais, municipais e da Cidade do México adotem medidas para prevenir, atender e sancionar casos de violência em ambientes digitais que afetem meninas, meninos e adolescentes. Milenio e Capital México destacam que o texto mira de forma explícita o ciberbullying e outras formas de violência digital.

O projeto também estabelece que a proteção de dados pessoais de menores deve ser garantida em todos os ambientes, inclusive os digitais. Segundo as coberturas citadas, isso reforça obrigações de tratamento de dados e privacidade em serviços online voltados a menores ou acessíveis a eles, com uma leitura que vai além do tratamento de dados e alcança a gestão de riscos de conteúdo e comportamento.

O que muda para conteúdos, videogames e aplicativos?

A minuta prevê que a Secretaria de Governo publique diretrizes de classificação de conteúdos para rádio e televisão, mas também para plataformas e aplicativos digitais, vídeos, videogames e impressos distribuídos por meios físicos ou digitais. A medida amplia o alcance regulatório para serviços e produtos digitais que circulam em lojas e ambientes online.

Além disso, o projeto determina que videogames e aplicativos distribuídos em lojas digitais informem sua classificação e, quando forem indicados para menores, especifiquem se contam com controles parentais. Esse ponto cria obrigações de design e rotulagem que impactam a conformidade de fornecedores digitais.

Em que etapa legislativa está?

A minuta já foi enviada ao Senado e está em análise nas comissões, onde será revisada antes de um eventual parecer. Esse passo faz parte do rito legislativo ordinário e abre a discussão sobre o alcance real das novas obrigações para plataformas, aplicativos e outros serviços online.

Em paralelo, o Conselho Coordenador Empresarial e o Congresso da União anunciaram uma aliança para impulsionar uma agenda regulatória em inteligência artificial, finanças digitais, cibersegurança, proteção de dados, conectividade, infraestrutura tecnológica, desenvolvimento de talentos e comércio digital no México. Pulso SLP informou que a iniciativa passa pela Comissão de Alta Tecnologia do CCE e busca articular políticas públicas para o ecossistema digital.

A agenda compartilhada também mira desenvolver marcos regulatórios e políticas públicas em inteligência artificial e cibersegurança, com possíveis iniciativas legislativas futuras voltadas a compliance digital e proteção de dados. Em paralelo, o El Siglo de Torreón registrou que organizações empresariais pedem ao Congresso que priorize a regulação da IA no novo período de sessões pelo impacto nos custos e na operação das companhias.

Como isso se conecta à revisão de investimentos sensíveis?

A discussão sobre direitos digitais convive com uma iniciativa de reforma da Lei de Investimento Estrangeiro que submete a revisão obrigatória certas operações em setores sensíveis, entre eles inteligência artificial, robótica, semicondutores, cibersegurança, tecnologias quânticas, nanotecnologia, biotecnologia e armazenamento de energia. Expansión, Bloomberg Línea, Infobae / EFE e Baker McKenzie coincidem em que o foco inclui infraestruturas de tratamento e armazenamento de dados, sistemas digitais e acesso a informações sensíveis.

Expansión informou que a iniciativa prevê multas de 5.000 a 200.000 vezes o valor diário da UMA para infrações ligadas a operações em atividades sensíveis como cibersegurança, enquanto Baker McKenzie situou a faixa de penalidade por aquisições sem autorização prévia da Comissão Nacional de Investimentos Estrangeiros entre 1.000 e 200.000 vezes a UMA. Em ambos os casos, a mudança estabelece um padrão mais rígido de conformidade para empresas de tecnologia e de infraestrutura crítica no México.

Fontes

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