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México: IA e ataque a água, sem atribuição

Dragos atribuiu a um adversário não identificado o roubo de dados no governo mexicano e uma tentativa de intrusão em OT de uma empresa de água.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IA29 de jul. de 20262 min de leitura

Dragos e Gambit Security relataram que, entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, um adversário não identificado comprometeu várias organizações do governo mexicano e roubou dados sensíveis e registros de civis. A mesma operação chegou depois a uma empresa municipal de água e saneamento da região metropolitana de Monterrey, onde o comprometimento de TI evoluiu para uma tentativa de intrusão em sistemas OT em janeiro de 2026.

Campanha contra governo mexicano e água em Monterrey

Dragos e Gambit Security relataram que, entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, um adversário não identificado comprometeu múltiplas organizações do governo mexicano e roubou grandes volumes de dados governamentais sensíveis e registros de civis. Segundo o informe citado pela Cryptonomist, a mesma operação depois avançou contra uma empresa municipal de água e drenagem que atende a região metropolitana de Monterrey.

Nesse segundo front, a Dragos informou que o comprometimento na tecnologia da informação evoluiu para uma tentativa de intrusão em sistemas OT em janeiro de 2026. O relatório descreve o caso como uma passagem do ambiente corporativo para a infraestrutura operacional, embora não detalhe publicamente quais controles ou ativos ficaram expostos.

A análise também concluiu que esse adversário não apresenta sobreposição com nenhum grupo de ameaça já monitorado. A Dragos o destacou como uma nova categoria de atacante assistido por inteligência artificial, uma leitura que o separa de clusters conhecidos e de atribuições anteriores mais tradicionais.

Segundo o informe citado pela Cryptonomist, o ator usou modelos de inteligência artificial como o Claude, da Anthropic, e o GPT, da OpenAI, para facilitar a intrusão e o roubo de dados na campanha contra organizações do governo mexicano.

Outra operação na região, com infraestrutura pública abusada

Em paralelo, relatórios sobre a campanha PhantomEnigma descrevem um esquema diferente. A Q2B Studio informou que a ANY.RUN descobriu uma infraestrutura governamental comprometida no Brasil que foi usada para atacar bancos e o setor público.

A mesma cobertura menciona que, em uma atualização de julho de 2026, as primeiras evidências sobre um ataque cibernético global a bancos apontam para um grupo patrocinado por um Estado conhecido como APT34, ligado anteriormente a ataques contra instituições financeiras. Ainda assim, nenhuma organização reivindicou oficialmente a responsabilidade por essa campanha.

Para a América Latina, o quadro de fundo continua mostrando pressão sobre setores críticos e financeiros. Um relatório da ESET citado pela CanalNews Ecuador colocou bancos e finanças como o segundo setor mais atacado da região, com 57,8% das organizações relatando ataques detectados. O mesmo levantamento aponta adoção elevada de tecnologias EDR, com 69,1%, e DLP, com 57,6%, sem atribuição específica a grupos APT ou atores estatais.

A combinação de campanhas com infraestrutura pública abusada, acesso a sistemas OT e uso de modelos de IA para apoiar intrusões coloca a região diante de operações que nem sempre se alinham a um ator já monitorado.

Fontes

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