CiberLATAMbywhalemate

México apura venda de 12,9 milhões de dados

A autoridade mexicana investiga no Telegram a oferta de 12,9 milhões de registros ligados a call centers no país.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IAPublicado:2 min de leitura

A Secretaria Anticorrupção e Bom Governo do México investiga a suposta venda de mais de 12,9 milhões de registros com dados pessoais ligados a diferentes call centers. A autoridade detectou uma publicação no Telegram, divulgada em 22 de setembro, na qual um usuário oferecia bases de dados supostamente subtraídas de call centers que operam no México.

A Secretaria Anticorrupção e Bom Governo do México investiga a suposta venda de mais de 12,9 milhões de registros com dados pessoais ligados a diferentes call centers. A autoridade detectou uma publicação no Telegram, divulgada em 22 de setembro, na qual um usuário oferecia bases de dados supostamente subtraídas de call centers que operam no México. A apuração segue aberta para determinar a origem dos dados e quem seria responsável pela exposição e pela eventual oferta de venda.

O que a autoridade mexicana detectou?

A Secretaria abriu investigações de ofício após o monitoramento do Telegram, segundo a N+, para esclarecer a origem das bases e a possível responsabilidade por sua divulgação. A cobertura disponível indica que a descoberta partiu de uma oferta publicada na plataforma, e não de uma confirmação pública sobre uma intrusão específica.

A Forbes México informou que as informações descritas incluem nome completo, e-mail, telefone ou celular, data de nascimento, RFC, endereço e, em alguns casos, dados bancários. Esse nível de detalhe ampliou o alcance do caso, embora as fontes consultadas ainda não confirmem que toda a base seja autêntica nem que tenha sido extraída de uma única operação.

Quais dados apareceram na oferta?

As descrições publicadas pelos veículos indicam que os arquivos oferecidos reuniam dados pessoais de diferentes bases e, em alguns casos, informações bancárias. O El Financiero informou que a investigação estaria relacionada a bases atribuídas a 23 empresas, além dos diferentes call centers mencionados pela Secretaria.

A Radio Fórmula acrescentou que a Secretaria Anticorrupção obteve uma amostra de 13 mil registros correspondentes a 13 bases de dados distintas para análise, em uma etapa voltada a verificar a composição real do material exposto. Já o Publimetro apontou que os arquivos ofertados estavam associados a bases identificadas por nomes comerciais de bancos, lojas de departamento, plataformas digitais e outras empresas, embora essa atribuição venha da descrição da oferta e não comprove uma intrusão nessas companhias.

A procedência dos registros segue confirmada?

Não. A investigação continua aberta e ainda não há confirmação oficial sobre a origem dos dados nem sobre a autenticidade total da base. A Xataka México destacou que o objetivo segue sendo determinar de onde vieram os registros, sem identificar em sua cobertura uma empresa responsável nem validar o conjunto completo da informação oferecida no Telegram.

Com o material disponível, o caso fica caracterizado como uma apuração sobre uma suposta venda de bases de dados ligadas a call centers no México, com dados pessoais e, em alguns casos, bancários, mas sem atribuição fechada sobre a origem do vazamento.

Fontes

Ver todas