CiberLATAMbywhalemate

Colômbia: alertas por phishing e malware estatal

A Polícia da Colômbia detectou campanhas que se passam por órgãos públicos e um envio em massa a entidades estatais.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IA2 de ago. de 20262 min de leitura

A Polícia da Colômbia, por meio do CC-CSIRT, publicou alertas sobre campanhas de malware e phishing que se passam pela Registraduría, pelo ICETEX e pela Fiscalía General de la Nación, além de outra operação massiva direcionada a várias entidades estatais do país.

A Polícia da Colômbia, por meio do CC-CSIRT, divulgou alertas sobre campanhas de malware e phishing que se passam pela Registraduría, pelo ICETEX e pela Fiscalía General de la Nación. O órgão também avisou sobre outra campanha em massa voltada a várias entidades estatais na Colômbia.

Alertas oficiais

O comunicado do CC-CSIRT, divulgado em 27 de julho de 2026, tratou de tentativas de fraude que buscam se passar por entidades públicas conhecidas dos usuários. Na prática, isso inclui e-mails e mensagens que usam a identidade de órgãos como a Registraduría, o ICETEX e a Fiscalía para dar aparência de legitimidade à carga maliciosa ou à tentativa de phishing.

O alerta não ficou restrito a três nomes. A Polícia informou também sobre uma campanha massiva contra múltiplas entidades estatais, o que amplia o alcance da atividade detectada e mostra interesse contínuo por órgãos públicos colombianos.

Outra frente contra servidores em Cali

Na mesma linha de pressão sobre o setor público, a Prefeitura de Santiago de Cali emitiu em 28 de julho de 2026 um alerta preventivo sobre a circulação de um e-mail com arquivo malicioso. A mensagem aparentava estar ligada a um processo judicial e buscava enganar servidores.

O aviso de Cali reforça o padrão descrito pelos alertas nacionais, com peças desenhadas para explorar temas sensíveis e contextos administrativos e, assim, aumentar a chance de abertura.

O caso Ecopetrol segue em investigação

Em paralelo, a Caracol Radio informou, citando fontes da Fiscalía, que o ataque à Ecopetrol teria envolvido acesso por meio de um terceiro com privilégios de administrador e o uso do Kali Linux. A própria cobertura deixou claro que a investigação ainda estava em fase de apuração, portanto esse cenário não estava confirmado de forma definitiva.

Um dia depois, o veículo publicou que, segundo um especialista citado na reportagem, parte das informações subtraídas da Ecopetrol já estava na dark web. Essa afirmação também foi apresentada como referência de fonte especializada, e não como uma conclusão fechada da investigação oficial.

Os fatos reportados na Colômbia se somam a investigações anteriores sobre campanhas direcionadas a órgãos governamentais e de educação no país, entre elas a atribuída à BlindEagle pela Zscaler. No material disponível também há uma campanha ativa voltada a entidades governamentais e de educação na Colômbia, embora sem atribuição a uma APT conhecida nesse caso.

Fontes

Ver todas