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Chile registra ransomware em infraestrutura crítica

Entel Digital elevou para 11 as vítimas em 2026 e atribuiu sete casos a Qilin em infraestrutura crítica chilena.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IAPublicado:Atualizado 4 min de leitura

Um informe da Entel Digital registrou 11 vítimas de ransomware em infraestrutura crítica do Chile em 2026 e 18 entre janeiro de 2025 e setembro de 2026. O recorte aponta transporte e logística como o setor mais afetado, com 27,8% dos casos, seguido por energia, combustíveis, água e saneamento, com 22,2%, e saúde e governo com 16,7% cada um.

Atualização 30 de outubro de 2026: Entel Digital ampliou o detalhamento dos casos publicados no Chile e disse que Qilin e TheGentlemen explicariam sete das 11 vítimas registradas em infraestrutura crítica durante 2026. Também foi adicionado o registro da ATLAS, que contabilizou 94 organizações chilenas em sites de vazamento até 29 de outubro de 2026.

Um informe da Entel Digital citado pelo G5 Noticias apontou que o Chile registrou 11 vítimas de ransomware em infraestrutura crítica durante 2026 e 18 vítimas de infraestrutura crítica e serviços essenciais entre janeiro de 2025 e setembro de 2026. O mesmo levantamento colocou transporte e logística como o setor mais afetado, com 27,8% dos casos chilenos, seguido por energia, combustíveis, água e saneamento, com 22,2%, enquanto saúde e governo responderam por 16,7% cada.

O que o informe mostrou sobre o Chile?

O relatório atribuído à Entel Digital mostra que o ransomware já deixou marcas visíveis em setores-chave do Chile, com casos distribuídos entre infraestrutura crítica e serviços essenciais. O número de 11 vítimas em 2026 e o de 18 entre janeiro de 2025 e setembro de 2026 aparecem na cobertura do G5 Noticias como parte de uma análise mais ampla sobre o país.

A distribuição setorial também ajuda a entender onde o impacto se concentrou. Transporte e logística lideraram o recorte com 27,8% das vítimas chilenas contabilizadas no estudo, enquanto energia, combustíveis, água e saneamento somaram 22,2%. Saúde e governo completaram mais 16,7% cada um.

Quais grupos aparecem ligados a esses casos?

A Entel Digital afirmou que Qilin e TheGentlemen explicariam sete dos 11 casos publicados durante 2026 no Chile. A mesma fonte ressalta que esses dados vêm de reivindicações publicadas pelos grupos e não necessariamente confirmam impacto operacional em cada organização.

Esse ponto é relevante porque reivindicações em sites de vazamento nem sempre equivalem a uma afetação verificável em campo. Em paralelo, o registro da ATLAS contabilizou 94 organizações chilenas listadas como vítimas em sites de vazamento até 29 de outubro de 2026, embora esse número também não prove sozinho impacto operacional nem vínculo com infraestrutura crítica.

O que se sabe sobre TheGentlemen?

TheGentlemen combina roubo de dados e criptografia para dupla extorsão, e usa mecanismos destinados a desabilitar o Defender, destruir cópias de segurança e escapar de EDR por meio de drivers, segundo a análise técnica de Mallory. A Acronis, além disso, o descreve como uma operação RaaS ligada ao ecossistema do Qilin e indica que alguns operadores do Qilin criaram operações separadas, entre elas TheGentlemen.

Como isso se compara a outros registros recentes?

Os dados citados por veículos locais mostram que o problema não se resume a um único levantamento nem a uma única fonte. O Pisapapeles informou, com base em um relatório da Secure Soft, que 33 organizações chilenas foram afetadas por ransomware entre janeiro e agosto de 2026, com casos em mineração, telecomunicações, energia, transporte, saúde e serviços tecnológicos, embora sem detalhamento setorial por quantidade.

A isso se soma o fato de a Crónica ter reportado 324 incidentes graves notificados à Agência Nacional de Cibersegurança do Chile no primeiro semestre de 2026. Desses registros, 152 começaram com uma conta comprometida, e a cobertura lembrou as obrigações de notificação previstas na Lei Marco de Cibersegurança.

O que aconteceu com a planta solar Huatacondo?

O Diário Financiero informou, com base no diário do Coordenador, que a usina fotovoltaica Huatacondo e seu BESS teriam permanecido com 0% de disponibilidade nos relatórios diários de 28 de agosto até pelo menos o informe de 17 de outubro. Essa leitura sugere indisponibilidade prolongada para além do evento inicial, mas a própria cobertura a apresentou como uma atribuição não confirmada oficialmente.

O caso se encaixa em um quadro mais amplo de resiliência entre setores. Uma análise da Associação Chilena de Empresas de Tecnologias de Informação, citada por Poder y Liderazgo, afirmou que interrupções no fornecimento elétrico também podem comprometer a infraestrutura de telecomunicações e mencionou medidas da Subtel para recuperar conectividade, incluindo infraestrutura móvel com conexão via satélite e autonomia energética de até três dias.

Quais setores aparecem mais expostos?

Os materiais revisados apontam para setores em que uma interrupção pode gerar efeitos operacionais amplos. No levantamento citado pelo G5 Noticias, transporte e logística lideram entre as vítimas chilenas, seguidos por energia, combustíveis, água e saneamento.

Em paralelo, o registro da Secure Soft divulgado pelo Pisapapeles mostrou presença de casos em mineração, telecomunicações, energia, transporte, saúde e serviços tecnológicos. A combinação das duas coberturas sugere uma exposição disseminada em áreas sensíveis, embora com metodologias e alcances distintos entre os relatórios.

Fontes

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