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Chile investiga ataques a telecomunicações

A Justiça chilena apura ataques contra Entel, Movistar e Telmex, com atribuição preliminar ao Lilac Typhoon e sem invasão confirmada.

Whalemate Labs · Pesquisa assistida por IAPublicado:2 min de leitura

Autoridades chilenas investigam possíveis ataques contra empresas de telecomunicações como Entel, Movistar e Telmex, após alertas dos Estados Unidos sobre atividade maliciosa e uso de malware. Até agora, nenhuma das companhias citadas confirmou publicamente uma intrusão bem-sucedida.

Investigação em andamento

Autoridades no Chile apuram possíveis ataques cibernéticos contra empresas de telecomunicações como Entel, Movistar e Telmex, após alertas emitidos nos Estados Unidos sobre atividade maliciosa e uso de malware. A cobertura publicada no país trata o caso como uma fase inicial, sem confirmação pública de uma intrusão bem-sucedida por parte das empresas mencionadas.

Atribuição preliminar, ainda sem confirmação

Na imprensa chilena, a ameaça foi associada por fontes norte-americanas ao grupo Lilac Typhoon, descrito como ligado à China. Essa atribuição, porém, aparece como parte dos alertas citados pelos veículos e não como confirmação oficial independente das autoridades chilenas. A Prensa Austral acrescentou que, na denúncia, o Lilac Typhoon também seria identificado como DEV-0234 e operaria como uma rede usada por atores associados ao EPL chinês como camada de ofuscação, sempre no contexto de referência à denúncia, e não como validação própria.

Enquadramento judicial e operacional

O 24Horas informou que a causa foi classificada como investigação penal por suposto delito de sabotagem informática. A apuração ficou a cargo da Fiscalía Metropolitana Centro Norte, com diligências da Brigada de Cibercrimen da PDI para identificar os endereços IP envolvidos. O dado amplia o contexto jurídico e operacional além da simples referência a possíveis ataques informáticos.

Reações e alcance público

El Pingüino noticiou que integrantes da Comissão de Obras Públicas, Transportes e Telecomunicações da Câmara de Deputadas e Deputados classificaram o caso como de gravidade absoluta e pediram esclarecimentos sobre o eventual ciberespionagem contra a infraestrutura de telecomunicações. Já o The Rio Times resumiu para o público internacional que, no momento da cobertura, nenhuma das empresas afetadas havia confirmado publicamente vazamento de dados ou intrusão bem-sucedida.

Em uma coluna publicada depois, El Mostrador afirmou que a denúncia apresentada à Fiscalía Centro Norte foi tratada como secreta e que a investigação pode terminar em precisões, nuances ou até desmentidos do que foi informado no início. A cobertura destacou a falta de detalhes técnicos públicos e o alto grau de incerteza sobre a real extensão do acesso não autorizado às redes da Entel, Movistar e Telmex.

A Infobae incorporou o caso à cobertura regional ao afirmar que a Justiça chilena investiga supostos ciberataques de hackers chineses a empresas de telecomunicações e que ao menos três companhias teriam sofrido atividade maliciosa. Na comunidade de defesa, uma conta especializada no X, DefRevista, descreveu o alerta de inteligência como uma advertência sobre presença de ciberataques nas redes dos principais provedores chilenos, ligados a grupos de ciberespionagem apoiados pelo governo da China, sem acrescentar novos dados técnicos verificáveis.

Fontes

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